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Viajar sozinha para a Europa: dicas práticas e roteiros

Europa | 11/06/19 | Atualizado em 02/07/19 | 2 comentários

Já perdi a conta de quantas vezes fui pra Europa, quase sempre só. Na grande maioria, a desculpa foi algum curso ou evento, mas sempre dei um jeito de emendar com uma eurotrip. E depois de viajar sozinha para a Europa tantas vezes, incluindo alguns intercâmbios e um mochilão de quatro meses, percebi que tenho muitas dicas pra compartilhar com quem tá pensando em fazer o mesmo.

Neste post, vou falar sobre por que viajar sozinha para a Europa, dar dicas pra você aproveitar ao máximo sua eurotrip com economia e segurança e sugerir diferentes roteiros (todos maravilhosos!) pelo Velho Continente. Vamos nessa?

viajar sozinha para a europa

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Razões para viajar sozinha para a Europa

Apesar da distância do Brasil, considero a Europa um bom continente pra fazer sua primeira viagem ao exterior. É verdade que temos vizinhos incríveis na América Latina e que um mochilão por aqui costuma sair mais em conta, mas atravessar o oceano também não precisa ser caro ou complicado.

Se você não fala outros idiomas e tem medo de se enrolar por causa disso, pode concentrar a viagem em Portugal ou arriscar um portunhol na Espanha. Ou, se tiver disposição, bom humor e um smartphone, pode simplesmente escolher um país interessante e se jogar. Conheço muita gente que viaja sem falar inglês e se vira direitinho.

Viajar sozinha para a Europa costuma ser fácil, já que a maior parte dos países por lá tem ótima estrutura pra turismo. Geralmente são países pequenos e com bom transporte interno e entre eles. Entre aviões, trens e ônibus, não é difícil encontrar opções seguras e com bons preços.

Além disso, as grandes cidades costumam ter ótimos sistemas de transporte público e muitas delas concentram boa parte das suas atrações num raio pequeno, podendo ser percorridas a pé. É interessante viajar de carro por alguns países, mas dentro das cidades quase nunca é necessário estar motorizado.

Outra vantagem é que a grande maioria das informações sobre pontos turísticos e questões logísticas, como transporte e hospedagem, pode ser encontrada online. Isso facilita muito a vida de quem gosta de se planejar com antecedência (#tamojunto).

Também costuma ser possível fazer reservas e comprar passagens online, o que nem sempre acontece em outros continentes.

O quesito hospedagem é outro que se destaca em termos de praticidade e variedade. Você vai encontrar, na grande maioria dos destinos na Europa, boas opções de albergues. Eles são um tipo de hospedagem excelente pra quem viaja só, já que além de mais baratos que um hotel, quase sempre facilitam a interação com outros viajantes e seus funcionários dão muitas dicas que não se encontra em guias turísticos convencionais.

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Caso você esteja mais a fim de curtir sua própria companhia, a Europa também é uma boa escolha. Afinal, as grandes cidades oferecem muitas atrações culturais pra ocupar o tempo, além de infinitas ruas charmosas e parques agradáveis caso você prefira flanar sem rumo.

viajar sozinha para a europa - praga

Como se não bastasse, com poucas horas você pode ir de uma cidade ou país pra outro. É fácil, inclusive, misturar na mesma viagem destinos totalmente diferentes, como uma região praiana e outra mais fria e com paisagem montanhosa, ou um pequeno vilarejo e uma grande metrópole. O que é uma mão na roda pra quem não sabe muito bem o que quer da viagem, né?

Outro bom motivo pra viajar sozinha para a Europa é a segurança. Os índices de violência na imensa maioria dos destinos turísticos europeus são muito baixos. Isso dá uma tranquilidade extra pra viajantes solo. E, de quebra, pra suas famílias também. ;)

Dicas para viajar sozinha para a Europa

1. Não tente visitar o continente inteiro numa só viagem

Como a Europa tem muitos países relativamente pequenos próximos uns dos outros, a maioria dos viajantes (especialmente numa primeira eurotrip) sente a tentação de incluir um monte de destinos no roteiro. Meu conselho? Tente controlar esse impulso.

Transformar a viagem numa maratona tipo “12 cidades em 15 dias” vai tornar suas férias cansativas e te deixar com a sensação de não ter conhecido de verdade nenhum dos lugares por onde passou. E também sai mais caro, pelas razões que expliquei no post com 14 dicas para viajar barato pela Europa.

Lembre-se que o continente tá ali no mesmo lugar há muitos e muitos anos e não deve desaparecer nem tão cedo, né? Você provavelmente vai conseguir voltar no futuro. Sem pressa!

2. Compre passagens multidestinos

Um erro que muita gente comete quando resolve fazer uma eurotrip é comprar passagens com ida e volta pra mesma cidade. Isso pode valer a pena caso você encontre uma super promoção, mas se sua ideia for percorrer vários lugares distantes um do outro, não faz muito sentido ter que voltar ao destino inicial.

Na hora de buscar as passagens, faça vários testes em sites como o Google Flights, comparando preços de voos com chegada e saída por diferentes capitais europeias. Às vezes vale a pena mudar a ordem do itinerário que você pensou inicialmente, porque os preços de passagens podem estar mais baratos.

O ideal é usar um buscador que permita pesquisar passagens multidestinos, ou seja, incluindo vários trechos na mesma compra (tipo Rio – Amsterdam – Berlim – Rio). Também pode compensar comprar logo todos os trechos de uma vez, ou talvez seja melhor adquirir só as passagens de ida e volta (tipo Rio – Amsterdam + Berlim – Rio) e fazer os trechos internos separadamente, seja por cias aéreas europeias de baixo custo ou de trem ou ônibus.

Não tenha preguiça de pesquisar e fazer comparações pra encontrar as opções mais baratas e convenientes. Pense na grana e também no tempo de deslocamento, que vai ser tempo perdido na sua viagem.

avião na europa

3. Explore as diversas opções de transporte interno

Aproveitando o assunto: existem muitas formas de se deslocar de um país ou de uma cidade pra outra na Europa. Pra quem quer economizar, as dicas são ser flexível, conferir passagens de companhias aéreas de baixo custo, fazer um roteiro de ônibus, comprar passagens de trem com antecedência ou mesmo procurar caronas compartilhadas através de plataformas como Blablacar.

Pra planejar meu itinerário na Europa e em outras partes do mundo eu costumo usar o site Rome2Rio, que mostra as várias opções de transporte que você pode usar pra ir do ponto A ao B. A partir dos resultados da página, você acessa o site de cada companhia de trem, ônibus ou avião e confere preços, horários etc.

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4. Não sinta que precisa conhecer tudo

Uma dica que queria que alguém tivesse me dado (e reforçado) antes das minhas primeiras viagens, especialmente pelas grandes cidades europeias, era pra não ficar na ansiedade de conhecer todos os pontos turísticos possíveis e imagináveis.

Tenho me policiado cada vez mais pra não falar em “atrações imperdíveis” ou “obrigatórias”. Muita gente fala assim, como se viajar fosse uma tarefa a ser cumprida com louvor pra merecer a nota máxima. Ou, quem sabe, um jogo: “parabéns, você zerou essa cidade! Troque as fichas por um unicórnio de pelúcia”.

Mas quando a gente viaja de coração aberto e com disposição pra viver novas experiências, percebe que uma check-list de pontos turísticos é o que há de menos importante. O ponto alto de nenhuma das minhas viagens a Paris foi ver a Torre Eiffel, por exemplo. Não que os pontos turísticos tradicionais não possam ser lindos ou mesmo emocionantes, mas não se obrigue a conhecer tudo se não quiser ou puder.

No fim das contas, o mais marcante de uma viagem quase sempre tem a ver com as pessoas que encontramos, lembranças que construímos junto a gente querida ou coisas que percebemos sobre nós mesmos ou sobre o mundo.

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5. Procure passeios gratuitos

Uma coisa bem legal de viajar pela Europa é que não faltam passeios e atrações grátis ou com preços reduzidos. Em muitos museus, existe ao menos um dia por semana em que a entrada é gratuita. Em países como a Inglaterra, quase todos os museus são grátis todos os dias. E em vários destinos, estudantes têm gratuidade ou preços especiais.

Também costuma ser fácil encontrar rolês gratuitos pra fazer ao ar livre. Ruas charmosas, parques e praças agradáveis, monumentos históricos e até exposições e eventos costumam estar disponíveis no esquema 0800. É só pesquisar! E o mais legal é que muitas dessas atividades são frequentadas por moradores.

Além disso, as principais cidades turísticas da Europa costumam contar com free walking tours, passeios guiados a pé que não têm preço fixo: você paga o quanto puder no final do tour.

passeios gratuitos na europa

6. Faça um seguro viagem

Brasileiros não precisam de visto pra permanecer como turistas por até 90 dias nos países-membros do Schengen, um acordo que inclui a maioria dos países europeus. Mas isso não significa que sua entrada será automaticamente aceita. Ao desembarcar na Europa, podem ser pedidas informações ou documentos pra autorizar que você passe pela imigração.

Em geral, é preciso ter um passaporte válido por pelo menos 6 meses, passagem de saída da área Schengen, comprovante de hospedagem ou carta-convite de alguém que vai lhe receber, comprovante de meios financeiros pra se manter durante a estadia e um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros.

Eu nunca viajo sem seguro viagem pra nenhum destino no exterior, mesmo que não seja obrigatório. E faço questão de não esquecer disso quando viajo só. Afinal, o investimento não é alto e sei por experiência própria que faz MUITA diferença ter um seguro em casos de doença ou acidente. Tem pouca coisa pior do que passar por um perrengue desses sozinha longe de casa e não ter a quem recorrer. Se for viajar sozinha para a Europa, não arrisque!

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7. Não descuide da segurança

Eu falei lá em cima que viajar sozinha para a Europa é uma ótima opção em termos de segurança, né? Mas isso não significa que você pode relaxar completamente, como se não houvesse risco algum. Em qualquer lugar do mundo sempre é preciso ter o mínimo de bom senso, e estando só num país estrangeiro é bom se ligar em algumas dicas de segurança básicas.

Minhas principais recomendações pra quem viaja só, seja pra Europa ou qualquer outro canto, são pesquisar sobre o lugar aonde vai, manter família ou amigos informados sobre seu roteiro e comprar um chip de celular local pra poder se comunicar e googlar o que for necessário.

Também é bom salvar seus documentos mais importantes online antes da viagem, guardar parte do dinheiro e um cartão de crédito separados da sua carteira ou bolsa, procurar hospedagens em áreas seguras, evitar exagerar no álcool e ter atenção redobrada em lugares lotados.

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Sugestões de roteiros pela Europa

Já decidiu que vai viajar sozinha para a Europa, mas não sabe quais países ou cidades incluir no roteiro? As combinações são infinitas e a decisão é muito pessoal, é claro. Mas se você estiver buscando inspiração, dá uma olhada nessas sugestões de itinerários bem redondinhos que podem ser feitos em menos de um mês.

Pra se decidir, recomendo levar em consideração o clima na época da sua viagem, o tempo que você tem disponível, o preço das passagens de/para o Brasil e dos trechos internos, quanto você quer gastar e o tipo de destino que você quer visitar (praia, metrópole, campo…?).

Caso você esteja planejando um mochilão mais longo, de alguns meses, dá pra misturar vários desses roteiros abaixo. No final do post, compartilho o itinerário da minha eurotrip mais recente, que fiz sozinha durante quase quatro meses. #partiueuropa

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Portugal e Espanha

Pra quem não quer gastar muito, nem passar muito frio no inverno, nem ter perrengues idiomáticos, um roteiro ibérico pode ser uma ótima opção. Portugal e Espanha são países vizinhos, relativamente baratos e cheios de atrações, entre belezas naturais, patrimônios arquitetônicos e delícias gastronômicas.

Dá pra passar meses explorando cada um deles, mas também dá pra montar um roteiro legal e fácil de executar pra conhecer os destinos mais populares entre turistas. Uma sugestão é priorizar Lisboa, Madri e Barcelona, que são cidades relativamente grandes e merecem no mínimo três dias inteiros cada.

Se tiver mais tempo, você pode acrescentar cidades como Porto, em Portugal, e Sevilha, na Espanha, que merecem pelo menos dois dias cada (recomendo ficar uns três ou quatro pra curtir com calma, porque as duas são bem delicinha). Outra dica é fazer bate-voltas pra cidades como Coimbra e Sintra, em Portugal, e Toledo, na Espanha.

Também vale a pena incluir Córdoba e Granada no roteiro, caso tenha um tempinho extra pra explorar mais o sul da Espanha. Fiz intercâmbio em Sevilha e me apaixonei pela Andaluzia, região que reúne muitos dos deliciosos clichês relacionados ao país.

viajar sozinha para portugal

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Londres, Paris, Berlim e Roma

Pra uma primeira eurotrip, uma escolha comum é apostar nas grandes cidades. Todas as capitais europeias têm seus atrativos, mas Londres, Paris, Berlim e Roma estão entre as maiores e mais efervescentes. São cidades aonde sempre considero válido voltar, já que oferecem uma vida cultural muito interessante.

No entanto, vale resistir à tentação de fazer pinga-pinga de uma capital à outra e acabar não conhecendo nada direito. No caso dessas cidades maiores, recomendo dedicar pelo menos 5 dias inteiros pra cada, sem contar com os dias de deslocamento.

Pra esse itinerário, recomendo checar os preços de voos em companhias low cost com antecedência.

viajar sozinha para londres

Berlim, Amsterdam, Bruxelas e Bruges ou Gante

Sou suspeita pra falar desse roteiro pela Europa porque Berlim e Amsterdam estão entre minhas cidades preferidas no mundo, mas essa combinação é muito legal e fácil de fazer sem precisar de avião. Pra quem gosta de cerveja, esse é um roteiro perfeito pra incluir rótulos renomados entre um ponto turístico e outro.

Sugiro passar pelo menos cinco dias inteiros em Berlim, três ou quatro em Amsterdam e então seguir pra Bélgica. Lá, você pode curtir Bruxelas durante uns três dias e então seguir viagem ou fazer bate-volta pra Bruges (muito charmosa, mas bastante turística) e/ou Gante (que também é uma graça e tem um ambiente mais universitário/vida real).

viajar sozinha para a europa - bruxelas

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Praga, Viena e Budapeste

Se você procura um ambiente meio “conto de fadas”, mas com cidades de porte médio e com boa oferta de atrações turísticas, o Leste Europeu é uma ótima pedida. Mas tem um detalhe: só recomendo ir pra essa região no inverno se você curte frio ou se quiser experimentar como é essa estação. Não é a época ideal pra passar muito tempo ao ar livre e essas são boas cidades pra fazer quase tudo caminhando.

Três dias inteiros são suficientes pra conhecer os principais pontos turísticos das capitais da Áustria, Hungria e República Tcheca. E dá pra ir de uma cidade a outra de ônibus ou trem pagando pouco. Geograficamente, a ordem lógica é fazer Praga, Viena e Budapeste, ou o contrário.

Se tiver mais tempo, vale estender o roteiro, parando em cidades como Berlim e Amsterdam. De Praga pra Berlim, são umas 6 horas de ônibus, e de Berlim pra Amsterdam umas 10h. Fiz esse roteiro completo em 2017 e adorei!

viajar sozinha para praga

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Copenhagen, Oslo, Estocolmo, Helsinque

A Escandinávia é uma região lindíssima, mas bastante cara. É uma boa opção pra viajar sozinha para a Europa se você preza por conforto e segurança e tem o orçamento mais folgado. Recomendo esse itinerário especialmente pra quem só pode viajar durante o verão europeu e quer fugir de multidões e do calor exagerado de alguns destinos mais ao sul do continente.

Dessas cidades aí em cima, eu só conheço as duas últimas. Amei Estocolmo e achei Helsinque interessante e agradável no verão, apesar de oferecer menos atrações turísticas. Pelo que já li, as capitais da Dinamarca e da Noruega são charmosíssimas. E se tiver mais tempo, você pode esticar o roteiro em alguns desses países pra fazer umas belas viagens de trem, conhecer fiordes, coisa e tal.

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Sérvia, Bósnia, Croácia e Eslovênia

Quer fazer um mochilão por países menos convencionais, mas muito interessantes? Então sugiro considerar Sérvia, Bósnia, Croácia e Eslovênia, ou incluir também outros países desse pedaço da Europa, como Albânia e Montenegro. Conheci os quatro primeiros em 2017 e me surpreendi muito!

Vale ressaltar, no entanto, que não é tão fácil viajar por países como Bósnia e Sérvia quanto no resto da Europa, porque muita coisa ainda funciona nos moldes de controle estatal da época comunista. Pra alguns trens e ônibus, tive que ir diretamente na estação conferir os horários e comprar as passagens, e a maioria das pessoas nas ruas não falava inglês. Ainda assim, são países seguros e muito interessantes e dá pra viajar sozinha por eles sem grandes problemas.

Se você procura algo um pouco mais fácil e com uma grande concentração de paisagens deslumbrantes, pode focar em Croácia e Eslovênia. A Croácia por si só rende um mês de viagem, especialmente se você calhar de estar lá no verão. Passei 10 dias nesse país, que reúne cidades históricas lindas, praias de águas transparentes e parques nacionais deslumbrantes.

A Eslovênia, apesar de pequena, também é uma graça. Só passei alguns dias por lá e me concentrei na capital, Ljubljana, e nas cidadezinhas Piran e Bled, ambas lindíssimas. Mas com mais tempo, tem muito mais coisa pra explorar no país, que também é seguro e agradável.

viajar sozinha para a Croácia

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Explorar um só país

Até agora só falei de roteiros pela Europa incluindo vários países diferentes, né? Mas é claro que também é uma delícia dedicar mais tempo a conhecer um país específico com calma. A escolha vai depender muito das suas preferências pessoais e de critérios que mencionei lá em cima, tipo grana disponível e o clima na época do ano.

Mas algumas sugestões de países interessantíssimos e cidades que você pode incluir no itinerário são Itália (Roma, Florença, Nápoles e Veneza), Alemanha (Frankfurt, Berlim, Dresden e Munique), França (Paris, Lyon, Estrasburgo, Nice e Côte d’Azur) e Reino Unido (Londres, Brighton, Cambridge, Oxford, Manchester, Liverpool, Edimburgo, Glasgow).

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viajar sozinha para a escócia

Meu mochilão sozinha pela Europa

No meu mochilão de 4 meses pela Europa, no verão de 2017, eu fiz o seguinte roteiro: Barcelona, Nantes, Saint-Père-en-Retz (bate-volta pra Pornic), Bruxelas, Gante (bate-volta pra Bruges), Antuérpia (bate-volta pra Leuven), Bree, Amsterdam (bate-volta pra Zaanse Schans), Berlim, Praga (bate-volta pra Cesky Krumlov), Bratislava, Budapeste (bate-volta pra Szentendre e Esztergom), Ljubljana (bate-volta pra Bled), Piran, Belgrado, Sarajevo, Mostar, Dubrovnik (bate-volta pra Mljet), Split (bate-volta pra Trogir), Hvar, Zagreb, Manchester ((bate-volta pra Liverpool), Edimburgo, Glasgow, Brighton, Londres e Lisboa.

Algumas dessas cidades entraram no roteiro porque queria visitar amigos e outras não seriam minha prioridade caso fosse viajar sozinha para a Europa pela primeira vez, mas recomendo todas! Só não curti tanto Bratislava e Zagreb, mas isso é pessoal.

E você, tá pensando em viajar só pra Europa, ou já fez uma viagem assim? Compartilhe dúvidas ou relatos nos comentários!

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