Portugal

Lisboa: roteiro pelo centro histórico

Portugal | 04/02/13 | Atualizado em 02/05/19 | 2 comentários

Um dos momentos que mais me marcaram quando passei o dia em Lisboa, em 2009, foi quando passei, em um daqueles ônibus turísticos, pela Avenida da Liberdade. Não sei bem por quê, já que o boulevard lisboeta não é a minha parte preferida da cidade, mas ao som de um fado, no primeiro andar do busão, ele me impressionou.

Essa avenida tem uma quota razoável de lojas de grife e hotéis de luxo, na vibe Champs Élysées (comparação injusta, mas vocês me entendem). E com tempo bom, sentar entre suas árvores e admirar as calçadas de pedras portuguesas é bem gostoso. Acredito que seja a avenida mais importante da cidade, ligando a Praça do Marquês de Pombal (depois da qual fica o Parque Eduardo VII, que ao menos num dia de chuva me pareceu sem graça) à Praça dos Restauradores – que fica pertinho do hostel onde fiquei.

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Essa praça, que chama atenção por um obelisco que comemora a libertação do domínio espanhol, fica bem perto do centrinho por onde os turistas mais batem perna (Rossio, Baixa, Chiado). E aqui abro um parênteses: do lado da Praça dos Restauradores sai o Elevador da Glória, que leva ao Bairro Alto e ao Mirador de São Pedro de Alcântara (um dos muitos miradouros da capital portuguesa, que oferecem vistas bem legais). De lá, dá pra ver o Castelo de São Jorge, entre outros pontos característicos da paisagem lisboeta.

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Miradouro

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Elevador da Glória :)

A propósito, o Bairro Alto fica animadíssimo à noite, cheeeio de gente nas ruas (um pouco mais e pareceria Carnaval em Olinda), já que  você encontra ali trilhões de barzinhos e a maioria deles não é grande o suficiente pra acolher os clientes. Por isso, a pedida é comprar uma caipirosca/caipiwhatever (por 3 euros! pechincha) e ficar do lado de fora mesmo. Mas se ligue: quase todos os bares fecham às 3h.

Fechando o parênteses e voltando à parte baixa da cidade, logo depois da Praça dos Restauradores ficam a estação de trem do Rossio (uma linda) e o Orion Eden, antigo teatro transformado em hotel (também um lindinho), e logo em seguida a Praça do Rossio (ou melhor, Praça de Dom Pedro IV, cuja estátua marca presença lá no meio).

Nela, a dica é parar no Café Nicola, inaugurado em 1777 e famoso por reunir os literatos portugueses do século XIX (e também pelos pacotinhos de açúcar com frases engraçadinhas). Comemos umas sobremesas delícia por lá, mas com essa fama é claro que é carinho.

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Antigo Teatro Eden

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Café Nicola

Andando só um pouquinho mais, você chega na Praça da Figueira, bem movimentada. Foi lá que eu peguei o eléctrico 15 pra ir até Belém (que fica mais longinho) e o 28 pra Alfama. Pra esse último dá pra ir andando, mas o caminho é ladeiroso e andar no bondinho antigo é divertido ^^

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Falo mais sobre os dois destinos em próximos posts, mas em relação ao eléctrico, se você for pegar mais de um (cada passagem custa 2,85 euros comprando a bordo) a dica é comprar o bilhete que dá direito a transporte ilimitado por 24h (por 6 euros + 50 centavos do  cartãozinho de transporte 7 Colinas ou Viva Viagem, que é reutilizável). Comprei o meu na Casa da Sorte, na própria Praça Figueira.

Continuando o passeio, uma opção é pegar o Elevador de Santa Justa, que também leva ao Bairro Alto (e tem, no topo, uma vista bonitona), ou subir andando mesmo pela Rua do Carmo e virar na Rua Garrett. Você vai estar no Chiado, que é cheio de lojas (fast fashion tipo Stradivarius e H e M e outras mais diferentes).

E no final da Rua Garrett (nº 120, junto ao Largo do Chiado) fica outro café emblemático: A Brasileira, fundado em 1905 e frequentado por gente do naipe de Fernando Pessoa (que foi homenageado com uma estátua na frente, sentadinho tranquilão) e Eça de Queiroz. Ali junto fica a Praça Luis Camões, de onde sai o pessoal do free tour do qual eu falei aqui.

Tá com tempo sobrando em Lisboa? Aproveita e vai conhecer uma das cidadezinhas charmosas que ficam ali pertinho. Fernanda do blog Vontade de Viajar falou sobre 7 palácios de Sintra

Vista do topo do Elevador de Santa Justa

Vista do topo do Elevador de Santa Justa

Quer mais uma opção? Você também pode sair da Praça da Figueira ou do Rossio e andar mais pela Baixa, passando pela famosa Rua Augusta. Fechada pra pedestres, essa rua é bem badalada com turistas, cafés, lojas, artistas de rua…

Mas o que eu curto mesmo é seguir em frente até chegar na Praça do Comércio, que fica na beira do Tejo. O espaço, abertão e enorme, lembra muito uma versão ampliada do querido Marco Zero recifense, sendo também rodeado por edifícios charmosos :)

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Esmagando a amiga na Praça do Comércio :P

E pra quem ainda não cansou de café famoso, é aí que fica o Martinho da Arcada. Dizem que esse é o mais antigo da cidade, mas infelizmente não cheguei a entrar, então se alguém quiser me contar como é, se joga nos comentários!

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2 Comentários

  1. Renata

    Parabéns pelo blog!! Adorei as dicas! Mês que vem vou para Lisboa e com as suas dicas as coisas vão ficar mais fáceis!!

    • Que ótimo, Renata! Fico muito feliz :) Obrigada pelo comentário e boa viagem! :D Aproveita Lisboa por mim ;)

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