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O que fazer viajando sozinho: 14 dicas para aproveitar sua própria companhia

Dicas Práticas | 02/07/18 | Atualizado em 16/07/18 | Deixe um comentário

O que fazer viajando sozinho ou sozinha? A resposta pode ser bem simples: praticamente tudo que você faria viajando com companhia. Talvez você não se sinta confortável indo só pra balada ou não possa pagar a diária inteira de um guia pra um passeio, por exemplo. Mas no geral, viajar só nunca me impediu de fazer muita coisa.

Por outro lado, tem várias atividades que ficam ainda melhores numa viagem solo. Reuni 15 das minhas preferidas, como forma de inspiração especialmente pra quem não sabe se vai conseguir aproveitar a própria companhia. Spoiler: vai, sim! :)

O que fazer viajando sozinho (a)

Observar as pessoas

Uma das minhas atividades preferidas quando tou sozinha em qualquer lugar (seja viajando ou na minha cidade) é o tal do “people watching”. Que nada mais é do que ir pra um lugar público (parque, praça, praia… até shopping center serve), sentar e ficar observando as pessoas.

Em lugares que são novidade pra gente, é especialmente interessante notar como os moradores e turistas se vestem, o que fazem e como interagem entre si. Já testemunhei muita coisa interessante em alguns minutos ou horas de bisbilhotagem pública. :P

Se conectar à natureza

Tá num lugar mais deserto, tipo uma praia tranquila ou um parque nacional, e não tem muita gente pra observar? Aproveite e foque no ambiente ao seu redor. Curtir um lugar bonitão em boa companhia é ótimo, mas foi nos momentos em que fiquei sozinha na natureza que fiquei mais atenta aos detalhes e mais emocionada por estar ali.

Coloque os pés na areia, suba nas pedras. Mergulhe na cachoeira, no rio ou no mar. Deite na grama, sinta os raios de sol na pele, escute os barulhos. Do vento, dos passarinhos, da água correndo. Pare pra admirar o céu estrelado, volte à infância brincando de ver formas nas nuvens. Olhe pra dentro e pra todos os seres vivos ao redor e perceba que somos, de certa forma, uma coisa só.

cachoeira na chapada diamantina

Conhecer outros viajantes

Não quer ficar só? Uma das vantagens de estar sozinho é ter mais disponibilidade pra encontrar outros viajantes pela estrada, se você estiver na vibe. Em muitas cidades turísticas mundo afora, a coisa mais fácil do mundo é conhecer gente pra trocar uma ideia, fazer passeios, explorar a culinária (ou cultura etílica) local, coisa e tal.

Você pode fazer isso se hospedando em albergues (mesmo que seja em quarto privativo), recorrendo a grupos no Facebook, usando apps e sites específicos, participando de passeios em grupo com agências ou tours guiados gratuitos ou mobilizando sua rede de contatos. Saiba mais sobre essas e outras formas de conhecer pessoas viajando.

Conhecer moradores do lugar

Se sua ideia for mergulhar o máximo possível na cultura local, nada melhor do que conhecer moradores do lugar, né? Com sorte, uma conversa no ônibus ou um pedido de ajuda ou recomendação no meio da rua podem virar um bate-papo mais longo ou até um passeio com aquele recém-conhecido.

Mas se a coisa não acontecer naturalmente, também rola muito de ir atrás: use o chat e os eventos do Couchsurfing, se hospede através dessa rede ou de AirBnb, pegue caronas… E aproveite ao máximo cada encontro. :)

Se perder de propósito

Confesso que sou bem viciada em GPS e muito desorientada, então quando tou viajando não costumo ir nem na esquina sem checar o caminho no celular. Mas em bairros seguros e agradáveis, especialmente onde as principais atrações não são pontos turísticos propriamente ditos, acho uma delícia deixar o mapa de lado e perambular sem rumo.

Dá um certo alívio não ter lugares específicos pra conhecer, nem opiniões alheias pra acatar, e poder simplesmente ir seguindo a própria vontade e intuição. Entrar nas ruas que quiser, parar quando der na telha, encontrar lugarzinhos fofos que parecem pequenos tesouros, observar a arquitetura, os costumes, as pessoas…

rua no lower east side de nova york

Fazer compras

Nessas caminhadas sem rumo, já descobri muitas lojas maravilhosas, e mesmo tentando viajar sem comprar, eu costumo dar uma passada só pra admirar as belezinhas. Às vezes, no entanto, vale a pena fazer compras mesmo. Tanto em outras regiões do Brasil, porque existem itens que você não encontra em casa, quanto no exterior, pelo mesmo motivo e também pelos preços, que podem ser bem mais acessíveis.

Tem gente que não gosta de fazer compras só, especialmente de roupas, porque precisa ouvir a opinião de alguém. Mas eu acho maravilhoso poder passar quanto tempo quiser percorrendo a loja ou tirando e botando roupas no provador sem ficar aflita por estar deixando alguém esperando. E caso precise mesmo de uma ajuda pra decidir o que levar, sempre rola de recorrer ao Whatsapp, né?

Perder noção do tempo numa livraria

O melhor tipo de lojas pra se descobrir, pra mim, são as livrarias – ao menos nos países onde se fala um idioma que eu domino. Apesar de raramente levar algo pra casa, por razões de preço e de peso na mala/mochila, já fiquei muitas e muitas horas explorando os títulos de livrarias pelo mundo.

Mais uma vez, é ótimo não ter que se preocupar com a espera de ninguém e poder explorar cada seção da livraria sem pressa e até mesmo pegar um monte de livros pra folhear, começar a ler e decidir se vai levar ou não. Já esbarrei por acaso com livrarias e sebos muito maravilhosos em cidades como Praga, São Francisco, Nova York e Londres, e encontrei neles vários livros e visões de mundo que eram novos pra mim.

Fazer aulas de algo novo (ou não)

Já parou pra pensar que mesmo numa viagem curta você pode incluir algum curso no seu itinerário e aprender mais sobre um assunto que lhe interesse? Se você ama cozinhar, uma aula pra aprender receitas locais pode ser um mergulho interessantíssimo na cultura do destino. Se gosta de esportes, que tal praticar aquele que é típico no país visitado e não se encontra tão facilmente no Brasil?

Uma viagem pode ser uma ótima oportunidade pra fazer algo que você nunca experimentou antes. Desde um curso sobre vinhos a uma introdução ao mergulho, equitação, algum tipo de dança… Pense que você não conhece ninguém ali, então não precisa sentir vergonha se não se sair tão bem quanto gostaria.

No mínimo você vai ter vivido uma experiência nova, e com sorte pode até encontrar um novo hobbie ou mesmo uma nova vocação. Sempre dou o exemplo de uma conhecida que fez aulas de tango em Buenos Aires só por diversão e acabou se apaixonando tanto que se tornou dançarina profissional. ;)

Por outro lado, também é super válido procurar aulas de algo que você já costuma fazer na sua cidade. Tipo a yoga de todo dia, aquela aula de pintura que você tem semanalmente, uma sessão de zumba na academia…

Além de ajudar a não perder o ritmo, pode ser uma ótima oportunidade pra descobrir novas perspectivas sobre o que já é familiar e conhecer outras pessoas com os mesmos interesses que você.

Ler e ouvir música

Não tá a fim de interagir com outras pessoas? Sem problemas. Eu, por exemplo, adoro os encontros que as viagens me dão de presente, mas também sou introvertida e amo ficar na minha. Com uma boa playlist ou um bom livro, nunca me sinto realmente sozinha. :)

O ideal, aliás, é ter várias opções pra diferentes momentos e estados de humor: umas playlists animadas e outras mais lentinhas; um livro levinho, tipo guilty pleasure, e outro mais denso; e assim por diante. Felizmente a tecnologia facilita isso e não é preciso levar pilhas de CDS ou de livros, né?

Eu adoro um bom livro em papel, mas pra viajar sou fãzona do Kindle justamente por me permitir carregar uma biblioteca inteira comigo e trocar de título sempre que o da vez não estiver me prendendo o suficiente. Numa pequena bad que tive durante uma viagem sozinha ano passado, o que me ajudou a ficar de boas foi ir pra um bar legal comer um sanduíche delícia e ler um livro massa duas noites seguidas.

lendo à beira da piscina

Visitar museus e galerias

Se tem uma coisa que eu acho que não funciona bem com companhia é visitar museus e galerias. A não ser que esteja num grupo guiado, acho muito difícil meu tempo coincidir com o de outras pessoas na hora de apreciar obras de arte ou consumir conteúdos num desses espaços. Tanto que quando vou num museu com alguém gosto de combinar um horário pra encontrar a pessoa no final e me separar durante o percurso.

Estar sozinha lhe permite seguir seu próprio ritmo. Dá pra se deter por um tempão em frente àquele quadro ou informação que chamou sua atenção e passar direto por seções inteiras que não despertem seu interesse, por exemplo. E se for algo que realmente lhe atraia, você vai estar tão distraído que não tem nem como se sentir só.

Escrever num diário

Pensamentos, acontecimentos, insights, angústias, desenhos, sensações, colagens… Vale registrar de tudo num diário de viagem, que pode ser feito usando qualquer caderninho pequeno o suficiente pra caber na sua bolsa.

Acho uma delícia parar num café ou bar simpático, pedir um latte ou uma cervejinha e me perder em pensamentos e letrinhas, sem grandes preocupações estéticas ou mesmo lógicas na hora de colocar as ideias no papel.

Durante meu mochilão pela Europa e pelo Brasil no ano passado, escrevi quase todos os dias, e menos de um ano depois já me surpreendo ao reler minhas observações daquela época e lembrar de como me senti e das conclusões a que cheguei.

Diários de viagem são ótimas ferramentas pra aplacar a solidão, desenvolver o autoconhecimento e, claro, pra servir de recordação da experiência pra o futuro.

diário de viagem

Escrever cartões postais

Continuando na onda old school, por que não aproveitar que tá com a caneta em mãos e escrever também uns cartões postais pra pessoas queridas? Tá certo que você provavelmente já tá mantendo contato com todo mundo pelas redes sociais, mas quem é que não acha massa receber algo pelo correio além de cobranças e propagandas?

Vale falar do quanto você tá sentindo falta daquela pessoa, de coisas que fez e fizeram você se lembrar dela ou simplesmente contar como tá a viagem e como você tá se sentindo. Se não tiver os endereços, tente pedir antes da viagem sem dizer pra quê – o efeito surpresa é mais legal ainda.

Ir numa peça ou show

Ir pra um show sozinho pode parecer estranho, mas se você realmente curte música ou é muito fã daquela banda, provavelmente a apresentação em si vai ser suficiente pra valer por ótimos momentos. Imagina ver seu artista preferido numa turnê que não vai passar por aqui ou descobrir por acaso uma banda incrível de outro país que nunca encontrou no Spotify?

A parte boa é que mesmo que você não entenda a língua, a música é um troço universal e se tiver a ver com você, vai emocionar do mesmo jeito. De quebra, você pode até fazer amigos por lá e colecionar ótimas histórias.

Eu nunca fui num show pago totalmente sozinha, mas já me diverti em festivais de música ao ar livre em vários lugares, como o Bourbon Jazz Festival em Paraty. E também fui pra peças de teatro e espetáculos de dança incríveis, como o musical do Fantasma da Ópera em Londres e o Balé Folclórico Nacional do México, na CDMX. Experiências bem legais, nas quais fiquei ainda mais imersa por estar sozinha.

Tirar um dia pra se cuidar

Tá cansado de viajar, meio pra baixo ou só a fim de se paparicar um pouco? Em várias partes do mundo, dá pra aproveitar e fazer uma massagem ou passar um dia num SPA pagando bem menos do que você faria aqui no Brasil.

Também pode ser massa ir praticar exercícios num ambiente diferente: ir correr naquele parque lindo, malhar na praia, fazer yoga numa praça perto do hotel… E falando em hotel, o seu tem banheira? Aproveita e tira umas horas pra ficar “em banho maria” por lá, sem ter ninguém pra incomodar. ;)

E você, tem outras dicas de o que fazer viajando sozinho? Conta aí nos comentários!

Crédito da primeira e da última fotos do post: Pexels – licença Creative Commons Zero (CC0)

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