Rio de Janeiro

Passeios gratuitos no Rio de Janeiro: mais de 40 atrações

Rio de Janeiro | 19/04/19 | Atualizado em 09/07/19 | 2 comentários

Ela é uma das cidades mais caras do Brasil, mas vai dizer que não é também uma das mais lindas? A boa notícia é que existem muitos passeios gratuitos no Rio de Janeiro pra todos os gostos. Tem museus incríveis, trilhas com direito a vistas deslumbrantes, praias, parques, feirinhas, sambas…

Passei um mês por lá conhecendo lugares diferentes todos os dias, quase sempre sem gastar nada além do transporte pra chegar até o local. Não fiquei entediada em nenhum momento e, mesmo comum itinerário cheio, não consegui zerar minha lista de passeios gratuitos no Rio.

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Olha só alguns dos rolês que recomendo por lá num esquema 0800:

Passeios gratuitos no Rio de Janeiro

1. Praias da Zona Sul

Começo pelo óbvio, porque vamos combinar que as praias mais famosas da capital fluminense são lindas demais, né? Qualquer que seja a estação, acho sempre válido dar pelo menos uma passada na orla da Zona Sul. Afinal, os cenários de Ipanema, Copacabana e Leblon não só são super icônicos, mas bem lindos mesmo.

Se você quer economizar, não precisa nem pagar pra alugar cadeira e guarda-sol. Leve sua canga, seu livro, sua água e frutinhas e fique de boas lagarteando na areia. Ou aproveite pra fazer uma caminhada ou dar uma corridinha no calçadão – duvido você não se sentir numa novela. :P

praias da zona sul do rio

passeios gratuitos no rio de janeiro

2. Pôr do sol no Arpoador

Esse rolê também poderia estar incluído em “praias da Zona Sul”, mas merece um tópico à parte. Assistir ao sol se pôr lá na Pedra do Arpoador é um dos meus clichês cariocas preferidos. A tal pedra fica no fim da praia de Ipanema e parece ter sido criada propositadamente pra servir de camarote.

Tanto turistas quanto moradores se reúnem por lá pra ver o céu ficar rosinha, parecendo um quadro. Nos finais de semana, vale a pena chegar um pouco mais cedo por lá pra se instalar com calma num ponto legal. E quando o sol vai embora, muitas vezes rola uma musiquinha ao ar livre ou apresentações de artistas de rua.

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3. Praias da Zona Oeste

Tá, mas isso quer dizer que a equação Rio + praia se resume à Zona Sul? Não mesmo! A Zona Oeste, onde ficam bairros como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, tem um litoral bem diferente do que estamos acostumados a ver em fotos da capital.

Com urbanização bem mais recente, essa região tem muitas áreas de reserva ambiental bem preservadas. As praias por lá têm uma cara mais “selvagem” e costumam ficar menos cheias que as areias de Copacabana ou Ipanema.

Vale a pena conferir a Praia da Joatinga, a Praia do Pepê, a Praia da Barra da Tijuca, a Praia da Reserva, a do Recreio, a do Pontal, a da Macumba, a Piscina Natural do Secreto, a Prainha, a Abricó (de nudismo) e a Praia de Grumari.

Mais distante você encontra as chamadas “praias selvagens”: Meio, Funda, Inferno e Perigoso. Pra chegar nelas é preciso ir até a Barra de Guaratiba e fazer uma trilha moderada. Eu fui até a Praia do Perigoso e fiquei sem acreditar que estava em uma das maiores cidades do país.

praia na zona oeste do rio

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4. Real Gabinete Português de Leitura

Pegar uma prainha no Rio é uma delícia, apesar das águas frias demais pra nordestina que vos fala. Mas se engana quem pensa que a cidade se resume a essa vibe litorânea. O Centro do Rio de Janeiro é cheio de atrações interessantes, muitas delas com entrada gratuita.

Um exemplo de lugar incrível que nem todo mundo conhece é o Real Gabinete Português de Leitura. O prédio, construído na década de 1880, abriga uma coleção de literatura portuguesa com milhares de obras espalhadas por três andares.

Mas mesmo que você não esteja nem aí pra os livros, não deixe de dar uma passadinha lá, porque a biblioteca é a coisa mais linda. O espaço é bem preservado e dá a sensação de que você tá dentro de um filme. Ah, e eles também recebem exposições e eventos.

A entrada é gratuita, mas o lugar só funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

gabinete português de leitura

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5. Museu do Amanhã

“Amanhã é hoje. E hoje é o lugar da ação”. A frase que estampa as sacolinhas da loja de presentes do Museu do Amanhã resume bem o espírito do lugar. É que a proposta do museu é provocar os visitantes pra construirmos um amanhã melhor que esse que se desenha no momento.

Através de instalações audiovisuais e artísticas, além de jogos e informações em touch screen, o espaço apresenta diversos dados sobre nosso passado, presente e futuro, com foco na importância da preservação do meio ambiente.

O museu fica na Praça Mauá, no Centro do Rio, que foi renovada há poucos anos. Ele tem entrada gratuita às terças-feiras.

museu do amanhã

6. Museu de Arte do Rio

Também lá na Praça Mauá você encontra o Museu de Arte do Rio. O lugar ocupa dois prédios interligados, sendo um em estilo modernista e outro antigo (o Palacete de Dom João VI).

O espaço abriga exposições temporárias com temáticas bem variadas. Agora, por exemplo, tá rolando uma com obras de artistas brasileiras e estrangeiras, outra sobre a história do samba.

A entrada no museu também é gratuita às terças-feiras. Veja os horários de funcionamento e como chegar.

7. Pequena África

Esse ponto aqui não é uma atração específica, e sim uma região que reúne vários lugares que ajudam a entender a história da escravidão no Rio de Janeiro. A área conhecida como “Pequena África” inclui a região portuária e os bairros Saúde, Gamboa e Santo Cristo.

Dá pra fazer um tour por lá com guia ou por conta própria, com a ajuda do post que escrevi sobre o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana e do site Passados Presentes, que inclui um mapa da área.

Os principais pontos incluídos do roteiro são o Largo de São Francisco da Prainha, a Pedra do Sal, o Cais do Valongo e da Imperatriz, os Jardins Suspensos do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos.

roteiro pequena áfrica

8. Mosteiro de São Bento

Fundado em 1590 por monges portugueses vindos da Bahia, o Mosteiro de São Bento é um conjunto arquitetônico onde é possível visitar a Igreja de Nossa Senhora de Monserrate, um dos mais valiosos patrimônios históricos do século XVII preservados no Brasil. O interior da igreja é quase todo folheado a ouro, com uma riqueza de detalhes absurda.

mosteiro de são bento

mosteiro de são bento

9. Paço Imperial

O Paço Imperial já foi moradia de governadores e vice-reis, sede do reino, centro administrativo do Império no Primeiro e Segundo Reinados e repartição pública no período republicano. Em 1938, ele foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e nos anos 1980 foi transformado em centro cultural.

Lá, você encontra uma exposição permanente que conta a história do próprio prédio e também mostras temporárias de pintura, fotografia e outras artes. O espaço também inclui uma livraria, restaurante etc.

10. Museu Histórico Nacional

Outro prédio histórico transformado em museu é o Museu Histórico Nacional. Ele funciona no que antes foi a Fortaleza de Santiago, construída pelos portugueses em 1603. O museu foi criado em 1922 e reúne um acervo de mais de 250 mil itens.

Ele abriga uma exposição de longa duração sobre história do Brasil, incluindo áreas como “A construção da nação” e “A cidadania em construção”, que provoca reflexões sobre nosso papel na história. Além disso, recebe mostras temporárias; quando fui lá, estava em cartas uma expo interessantíssima sobre “o Rio e o mar”. Ah, o prédio também tem pátios e jardim agradáveis e um restaurante.  A entrada é gratuita aos domingos.

museu histórico nacional

museu histórico nacional

11. Caixa Cultural

Continuando a programação cultural pelo Centro do Rio, vale a pena conferir as exposições e debates com acesso gratuito na Caixa Cultural, que fica junto da estação Carioca do metrô. Inaugurado em 2006, o espaço funciona no edifício-sede da Caixa e abriga um teatro, dois cinemas, quatro galerias de arte e salas pra oficinas.

12. Centro Cultural Banco do Brasil

Outro que vale a visita é o Centro Cultural do Banco do Brasil, instalado num edifício neoclássico de 1880. A antiga sede do tempo tem cinema, galerias, teatro, livraria, café e biblioteca. A programação é bem diversificada.

13. Centro Cultural dos Correios

Por fim, vale mencionar também o Centro Cultural dos Correios, que funciona num prédio bonito inaugurado em 1922. Nos três andares do espaço você encontra um teatro, uma galeria de arte e várias salas de exposições.

centro cultural dos correios

14. Saara

Cansou de programas culturais? Então vá bater perna no Saara, centro comercial da cidade. Composto por 11 ruas nas adjacências da Rua da Alfândega, essa espécie de shopping a céu aberto reúne umas 800 lojas.

Lá você encontra roupas, brinquedos, tecidos, itens de decoração e mais um monte de itens a preços populares. Mesmo que não queira comprar nada, sempre curto dar uma andada por essas áreas pra ver a movimentação do povo. Ali pertinho fica a Igreja da Candelária.

saara

15. Confeitaria Colombo

Fiquei em dúvida se incluía a Confeitaria Colombo aqui porque pra realmente aproveitar o que ela tem a oferecer é preciso pagar, obviamente. Mas o lugar é tão bonito e simbólico que merece uma visita mesmo que você não vá comer nada.

Fundada em 1894, ela já foi eleita como um dos cafés mais bonitos do mundo. A arquitetura e o ambiente do lugar nos transportam pra Bell Époque carioca, e vale imaginar os clientes célebres que já passaram por ali, como Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Juscelino Kubitschek.

Tem um restaurante no primeiro andar, e existe também uma filial da confeitaria no Forte de Copacabana.

16. Outros lugares no Centro

Juntei num mesmo item outros lugares no Centro e arredores que não visitei, mas me recomendaram: o Passeio Público, Espaço Cultural da Marinha, o Arco do Teles, a Casa França-Brasil, a Igreja de Nossa Senhora da Candelária, o Teatro Municipal e o Museu de Arte Moderna.

A maioria tem acesso gratuito em pelo menos um dia da semana. Pesquise os horários de funcionamento atualizados e aproveite!

teatro municipal do rio

17. Santa Teresa

Pra quem tá com disposição pra caminhar, subir umas ladeiras e curtir um clima pacato no meio do burburinho da cidade, o bairro de Santa Teresa é uma ótima pedida. Ele é um dos meus preferidos entre os passeios gratuitos no Rio, já que só o charme das ruas já compensa a ida até lá.

santa teresa

Mas ainda tem mais: o bairro é repleto de ateliês, galerias de arte, restaurantes e bares. Além disso, abriga o Parque das Ruínas, onde uma galeria de arte foi instalada ao redor das ruínas de uma mansão. Lá você também encontra um café e uma bela vista.

vista do parque das ruínas em santa teresa

Pra chegar lá, você pode pegar o histórico (e caro) bondinho, que foi restaurado recentemente, mas também dá pra ir andando a partir da Lapa.

Nesse caso, você pode aproveitar pra passear pelos arredores da Cinelândia, dar uma olhada nos Arcos da Lapa e adentrar o bairro pela famosa Escadaria Selarón. Só fique atento aos seus pertences, porque essa região não é das mais seguras.

arcos da lapa

18. Parque Lage

Se você curte lugares bucólicos, românticos e tranquilos, vai se encantar pelo Parque Lage, no bairro Jardim Botânico. Cheio de verde, esse parque abriga a Escola de Artes Visuais e é conhecido pelo belo casarão com um lago-piscina no meio e o Cristo Redentor ao fundo, que rende ótimas fotos.

Muita gente vai tomar café da manhã lá curtindo a vibe a vista, mas se tiver tempo aproveite pra explorar o parque em si. O lugar tem pequenas trilhas, laguinhos, ruínas e até uma gruta com estalactites.

parque lage

19. Largo do Boticário

No quesito “fofura”, outro dos meus queridinhos entre os passeios gratuitos no Rio é o Largo do Boticário, que fica escondidinho no bairro Cosme Velho. Ele é, basicamente, um pequeno pátio com lindas fachadas de casas antigas e um córrego passando ao lado. Não tem nada pra fazer por lá além de olhar, mas adoro a sensação de ser transportada pra o passado.

A parte ruim é que esse cantinho cheio de charme andava bem abandonado, com as casas fechadas à espera de moradores que se dispusessem a reformá-las. Em 2018, uma lei autorizou a mudança de uso reforma do espaço, desde que mantida a arquitetura original. Segundo esse post do Viaje na Viagem, o grupo Accor vai abrir um hostel lá em 2020.

20. Mirante Dona Marta

Não quer ir até o Largo do Boticário só pra ver e depois ir pra outra parte da cidade? Aproveite e encaixe essa paradinha no caminho pra o Mirante Dona Marta, cujo acesso fica lá perto.

Esse mirante dá direito a uma das vistas mais incríveis do Rio, do alto dos seus 360 metros. Dá pra ver o Cristo, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e vários outros ícones cariocas.

Acredito que não tem como subir por transporte público e não é aconselhável ir a pé. Dá pra ir de carro e estacionar, mas se for de táxi ou Uber, recomendo pedir pra o motorista esperar, porque geralmente é difícil pedir transporte por aplicativo lá de cima.

mirante dona marta

21. Mirante do Pasmado

Outro mirante legal, ainda que com uma vista menos deslumbrante, é o Mirante do Pasmado. O lugar, que fica no bairro de Botafogo, é pouco conhecido até por cariocas. Apesar de ser cercado por uma vegetação densa, que atrapalha um pouco a vista, dá pra ver a praia de Botafogo, o Pão de Açúcar e o Corcovado.

A subida é íngreme, mas pavimentada. Dá pra subir de carro/táxi ou a pé, mas nesse caso fique atento à segurança e aos carros subindo e descendo, porque não tem calçada.

22. Forte do Leme

E já que estamos falando em vistas, tem outro mirante que muita gente também ignora, apesar de ser numa área bem turística: o Forte do Leme, também chamado de Forte Duque de Caxias.

Ele fica no alto do Morro do Leme, no finalzinho da praia de mesmo nome, e tem acesso a pé. O percurso até o topo é pavimentado e íngreme, mas bastam 20 a 30 minutos pra chegar na recompensa.

De um lado, você dá de cara com uma vista linda das praias do Leme e de Copacabana e o Corcovado. Do outro, pode admirar o visual da Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e outros morros. A entrada é gratuita às terças-feiras.

vista do forte do leme

23. Parque Penhasco Dois Irmãos

Outro mirante que é desconhecido de muitos turistas é o Parque Penhasco Dois Irmãos, no Leblon. Ele tem vários mirantes com uma bela vista pra as praias do Leblon e de Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas e outros pontos importantes da cidade.

São uns 20 minutos de caminhada até o primeiro mirante, que achei mais bonito. Também fica ali o monumento em homenagem aos mortos no acidente da Air France. Lá embaixo, perto da praia, vale conferir ainda o Mirante do Leblon, com quiosques de comida e bebida que funcionam durante o dia e à noite.

vista do parque dois irmãos

24. Trilhas

Outra “categoria” de passeios gratuitos no Rio de Janeiro que eu amo é a de rolês pela natureza. A Floresta da Tijuca é a maior floresta urbana do mundo e oferece várias trilhas. Além disso, tem muitos morros e pedras que podem (e merecem) ser subidos.

Entre as trilhas mais fáceis, vale conferir a Cachoeira dos Primatas, que fica no bairro Jardim Botânico e tem uma queda d’água de pouco volume, mas num cenário bonito.

Outro roteiro mais popular e que encanta pela vista deslumbrante lá no topo é a trilha da Pedra Bonita, que tem fácil acesso e não é das mais cansativas. Sem falar nas famosas Pedra do Telégrafo, Pedra da Gávea e Morro dois Irmãos.

vista da pedra bonita

Tem também a trilha pra o Morro da Urca – sim, aquele mesmo do Pão de Açúcar. Senão quiser pagar pelo bondinho, você pode ir caminhando pela trilha, que fica no início da pista de cooper Cláudio Coutinho (outra lindeza), junto da Praia Vermelha. A trilha é leve, apesar de íngreme, e é percorrida em cerca de 30 minutos.

Não é a mesma coisa que ir até o topo de bondinho, mas é uma lindeza! E uma opção é subir até esse pedaço andando e depois pegar o bondinho.

vista do morro da urca

vista do morro da urca

vista do morro da urca

25. Mureta da Urca

E já que está pela Urca, que tal ir dar um pulo lá na mureta da Urca? A cada fim de tarde, um monte de gente se instala na mureta ao redor da baía pra curtir o pôr do sol e tomar uma cervejinha.

O point mais badalado é o trecho em frente ao Bar Urca, mas muita gente vai também pra parte conhecida como “pobreta”, que fica a alguns minutos dali.

O apelido “pobreta” surgiu porque nesse trecho do murinho, no início da Rua Marechal Cantuária, você compra as cervejas no bar Urca Grill, que pratica preços mais camaradas que o concorrente. O cenário é parecido, mas achei ainda mais bonito, com o Cristo ao fundo. Caminhar entre os dois bares também é uma delícia, já que o bairro da Urca é uma graça.

mureta da urca

26. Lagoa Rodrigo de Freitas

Outro lugar delicinha pra ficar ao redor da água é a Lagoa Rodrigo de Freitas. Lá, você pode caminhar, pedalar, andar de pedalinho, tomar uma água de coco, fazer um piquenique, andar de skate ou só sentar e contemplar a vista.

27. Casa Museu Eva Klabin

E na região da Lagoa você encontra a Casa Museu Eva Klabin, que abriga a coleção de arte clássica reunida por Eva Klabin. O acervo inclui mais de duas mil peças, do Egito Antigo ao Impressionismo.

Além disso, vale a pena admirar a própria casa, onde a colecionadora viveu por mais de 30 anos e que serve de retrato da vida da alta sociedade carioca. A entrada é gratuita aos finais de semana e feriados e todas as visitas são acompanhadas por guias.

28. Parque da Catacumba

Outro lugar com entrada gratuita e acesso ali pela Lagoa Rodrigo de Freitas é o Parque da Catacumba, reserva ecológica com trilhas de nível fácil que levam a um mirante. Também tem um parque de aventuras com tirolesa e arvorismo, mas essa parte é paga.

parque da catacumba

29. Palácio do Catete (Museu da República)

O Museu da República funciona no Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo Barão de Nova Friburgo. Em 1892, o palácio foi comprado pelo governo federal pra sediar a Presidência da República, anteriormente instalada no Palácio do Itamaraty.

O prédio foi palco de momentos importantes da história nacional, como o velório do presidente Afonso Pena em 1909 e o suicídio de Getúlio Vargas em 1954. Ele foi sede do Poder Republicano por quase 64 anos, período em que 18 presidentes usaram suas instalações. Em 1960, quando a presidência foi transferida pra Brasília, o lugar passou a abrigar o Museu da República.

Dentro do prédio, você encontra cômodos reconstituídos como funcionavam antes, desde salas de jantar e de festas a quartos e escritórios (o quarto presidencial foi mantido como o “Quarto de Getúlio”), além de exposições de curta duração.

O lugar também tem um jardim bem bonito e a entrada pra o museu é grátis às quartas-feiras e domingos.

palácio do catete

30. Rodas de choro e samba

É programação musical que você quer? Então se jogue! Os passeios gratuitos no Rio de Janeiro incluem, também, várias rodas de choro e samba.

Entre as opções mais tradicionais, se destacam o chorinho da Praça General Glicério, em Laranjeiras; o Samba da Rua do Ouvidor, no Centro; e o famoso Samba da Pedra do Sal.

Informe-se sobre a programação atualizada, já que alguns desses só funcionam uma vez por semana e outros podem ter deixado de funcionar.

samba da pedra de sal

31. Feirinhas de rua

Outro passeio gratuito fácil de encontrar no Rio são as feirinhas de rua. Várias delas são realizadas periodicamente há muitos anos em diferentes partes da cidade.

Vale conferir a Feira da Praça São Salvador e a Feira Hippie de Ipanema, que acontecem aos domingos, a Feira de Antiguidades da Praça XV e a da rua General Glicério, aos sábados, além da Feira do Lavradio, no primeiro sábado de cada mês. Dei mais detalhes sobre isso no post sobre feirinhas de rua no Rio.

feirinhas no rio

32. Instituto Moreira Salles

O Instituto Moreira Salles (IMS) fica na Gávea e abriga exposições fotográficas, uma pinacoteca e uma biblioteca. A visita já vale a pena só pelo local, já que ele fica instalado numa casa modernista bem bonita com jardins igualmente lindos

Algumas atividades pagas são promovidas por lá, mas o centro cultural e as exposições têm entrada gratuita.

instituto moreira salles

33. Ilha da Gigóia

Meio escondidinha no meio da Barra da Tijuca, a Ilha da Gigóia é um dos passeios gratuitos no Rio que nos fazem esquecer que estamos numa cidade grande. Repleta de bares e restaurantes charmosos, ela rende uma tarde super gostosa.

Num bairro feito pra carros, o alívio já começa ao encontrar um lugar onde não há nenhum veículo motorizado. Nos arredores da Ilha da Gigoia, o único tráfego é o dos barcos que fazem a travessia até a ilha e, aqui e ali, um jet ski. Saiba mais lendo o post sobre a Ilha da Gigóia.

ilha da gigoia

34. Museu de Arte Contemporânea de Niterói

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) é muito conhecido pelo prédio onde está instalado, que foi projetado por Oscar Niemeyer e tem formato de disco voador.

Inaugurado em 1996, o museu fica de frente pra Baía de Guanabara, com mais uma das muitas vistas lindonas do Rio de Janeiro. O espaço abriga a coleção João Sattamini, com cerca de 1300 obras dos anos 1950 até hoje, além de mais de 300 obras de coleção própria, fruto de doações.

Você pode chegar lá na barca que vai até Niterói, passeio que super gostoso, ou de ônibus. Quem for de bicicleta tem entrada grátis todos os dias, e às quartas-feiras a entrada é franca pra todos os visitantes.

mac em niterói

35. Paquetá

Outro rolê de barca bem gostosinho é até Paquetá, um bairro do Rio que mais parece um teletransporte pra outra época. Vale a pena separar uma tarde pra circular sem rumo por lá, seja de bicicleta ou a pé, e admirar as casas históricas e o infinito azul da Baía de Guanabara.

Meus lugares preferidos por lá são o Cemitério de Pássaros, criado há décadas por artistas nascidos na ilha, e o Parque Darke de Mattos, na ponta da orla da praia José Bonifácio.

Também vale conferir a Ponte da Saudade (que na verdade não é uma ponte, e sim um píer bonito e melancólico) e a Pedra da Moreninha, que supostamente serviu como inspiração pra o romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

Sem falar nas praias, afinal, estamos falando de uma ilha, né? Além da Praia da Moreninha, outras mais conhecidas são a das Gaivotas, a de São Roque, a do Buraco e as de Moema e Iracema, batizadas em homenagem ao romance de José de Alencar. Saiba mais no post sobre Paquetá.

paquetá

36. Parque Guinle

Localizado no bairro de Laranjeiras, o Parque Eduardo Guinle é um dos meus preferidos no Rio. Ele é pouco turístico, sendo uma ótima opção pra quem procura tranquilidade.

O espaço não é muito grande, mas tem portões e paisagismo muito bonitos, além de um simpático lago com patos e gansos. Pra completar, até os prédios ao redor do parque são bem charmosos.

37. Oi Futuro

Ali perto do Parque Guinle você também encontra o Centro Cultural Oi Futuro, onde fica hoje o interessante Museu das Telecomunicações. O lugar também costuma abrigar ótimas exposições gratuitas de arte contemporânea e também tem uma biblioteca especializada em arte e tecnologia.

38. Aterro do Flamengo

Se quiser continuar nessa região, vale seguir do Oi Futuro pra o Aterro do Flamengo. Adoro ficar sentada ali só admirando o mar e o Corcovado e olhando os aviões chegarem e partirem do Aeroporto Santos Dumont, ali pertinho.

Se você for uma pessoa mais ativa, pode aproveitar que essa área tem boa estrutura pra esportes. Por lá, dá pra correr, andar de bike, skate ou patins ou jogar futevôlei, tênis, basquete ou futebol.

39. Feira de São Cristóvão

Mais conhecido como Feira de São Cristóvão, o Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas é basicamente um pedacinho do Nordeste no Rio de Janeiro.

O lugar é basicamente um pavilhão coberto recheado de estandes com comidas (pra levar pra casa ou pra comer em restaurantes), bebidas e artesanatos típicos da região, ao som de músicas como forró. Aos finais de semana, a feira funciona também à noite, com bares e karaokês, mas nesse caso o acesso é pago.

feira de são cristóvão

40. Quinta da Boa Vista

Também no bairro de São Cristóvão você encontra a Quinta da Boa Vista, um dos maiores parques urbanos do Rio de Janeiro, muito pouco visitado por turistas. O lugar foi residência oficial da família real de 1808 até a Proclamação da República, em 1889. Vários jardins, lagos, portões e estátuas foram preservados, assim como o antigo palácio da família real, onde foi instalado o Museu Nacional.

Você deve lembrar que esse museu ficou famoso recentemente por uma razão bem triste: o incêndio de grandes proporções que destruiu grande parte do seu acervo e do próprio prédio.

Ele é a mais antiga instituição científica do Brasil e era o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, integrando a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Visitei o lugar em 2017 e me surpreendi com o acervo. Infelizmente, hoje as exposições estão fechadas por tempo indeterminado.

41. Mercadão de Madureira

Conheci o bairro da Madureira, um dos mais representativos do subúrbio carioca, em um tour que fiz em 2017. E minha parte preferida do passeio foi a visita ao Mercadão de Madureira.

Considerado o centro de compras popular mais completo da cidade, ele tem 580 lojas com todo tipo de mercadoria, atraindo cerca de 100 mil pessoas por dia. Ele é bem organizado, com direito a escadas rolantes e ar condicionado.

Quase tudo que você quiser, encontra por lá: bijuterias, cosméticos, ervas medicinais, flores, artigos pra festas, fantasias, itens de decoração, bebidas, comidas e um monte de lojas dedicadas a artigos religiosos. Dá pra passar umas boas horas procurando os melhores preços ou só fuçando produtos curiosos.

mercadão de madureira

E você, conhece outros passeios gratuitos no Rio que não estão aqui nessa lista? Já conhece alguns desses lugares e recomenda também? Compartilha aí nos comentários!

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2 Comentários

  1. Ricardão

    Parabéns Luiza, texto muito verdadeiro e útil pra quem vem…

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