Colômbia

Roteiro em San Andrés: o que fazer dia a dia na ilha

Colômbia | 27/02/19 | Atualizado em 08/03/19 | 6 comentários

Tá procurando largas praias vazias, uma cidadezinha charmosa, pousadas fofas ou resorts incríveis? Então acho que San Andrés não é pra você. Não faz questão de nada disso e quer curtir um mar absurdamente lindo num ambiente com a energia gostosa colombiana e preços bem mais em conta que em outras partes do Caribe? Então pode ir comprando as passagens e montando seu roteiro em San Andrés.

A ilha tem estrutura meio precária e oferta de hospedagem simples (sei de um resort lá, o Decameron, que dizem ser meia-boca). Pessoalmente, gosto dessa atmosfera mais informal, gosto de ver que meu dinheiro tá indo pro povo local e gosto de não me sentir num parque de diversões ou numa realidade paralela criada pra gringos.

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Não gostei de ver que não parece haver muita fiscalização ambiental em San Andrés. Acredito, por exemplo, que seria interessante limitar o acesso de pessoas aos cayos, ilhotas próximas à ilha principal que podem ser visitadas de barco e tendem a ficar bem cheias.

Mas fiquei feliz por ver muitos turistas de outras partes da Colômbia e da América Latina, além de ter achado os serviços organizados e o povo simpático, com uma animação caribenha maravilhosa.

roteiro em san andrés

Eu comecei a sonhar com essa ilha quando minha amiga Camila foi pra lá e escreveu um post aqui pra o blog falando sobre o que fazer em San Andrés. Mas não fazia ideia que em menos de um ano eu estaria embarcando pra visitar esse paraíso!

Agora, é minha vez de falar sobre minha experiência por lá. As dicas dela continuam válidas e muito úteis – no texto, ela fala sobre como chegar, clima, como se deslocar na ilha e onde se hospedar, por exemplo. Mas além de ter feito alguns passeios que ela não fez, anotei meu itinerário dia a dia pra compartilhar em detalhe com vocês. :) Vamos lá?

roteiro em san andrés

Roteiro em San Andrés: o que fazer em 6 dias

San Andrés pertence à Colômbia, apesar de ficar a quase 800 km da costa do país. A ilha tem só 26 km² e quase não tem praias propriamente ditas, mas tem vários acesso ao mar e os tais cayos (ou cays, que o pessoal lá pronuncia como “qui”), pequenas ilhas que podem ser acessadas caminhando pelo mar ou em uns 15 minutos de barco.

Se seu objetivo for apenas “ticar” passeios e atrações específicas uma atrás da outra, seu roteiro em San Andrés pode se limitar a quatro dias. Mas dá pra ficar muito mais, já que praia é pra se curtir com calma, né? Ainda mais quando ela é linda assim!

Eu passei quatro dias e inteiros e mais duas metades e achei ótimo, mas não me incomodaria em ficar mais alguns. ;)

Dia 1

A primeira providência a tomar ao chegar em San Andrés (depois de fazer check-in na pousada, né) é comprar um snorkel e um sapatinho aquático. O combo sai por cerca de R$ 50 e tá à venda em várias lojinhas do centro. Dá pra curtir a ilha sem isso? Até dá, mas você vai querer alugar snorkel em várias atrações e pode machucar os pés em pedrinhas. Não recomendo!

sapatos aquáticos

Tarefa concluída? Agora pode começar a explorar San Andrés. Se ainda houver luz do sol, sugiro ir na praia principal e ficar de boas na areia ou num barzinho. Todo mundo chama ela de “praia principal” mesmo, mas o nome oficial é Spratt Bight. E muita gente nem dá tanta bola pra ela, mas acho isso um erro.

É claro que, pela facilidade de acesso, ela costuma ficar bastante cheia. Além disso, tem uma pegada mais urbana e não tem o mesmo charme que uma ilhota no meio do mar. Por outro lado, a água ali também é turquesa e transparente, e a areia é branquinha.

praia principal

praia principal de san andrés

Você pode escolher entre ficar embaixo da sombra de um coqueiro, torrar no sol ou alugar uma espreguiçadeira + tendinha + cadeira por 30 mil COP pra usar o dia inteiro. No calçadão, você encontra lojas, restaurantes, cafés, um quiosque de informações turísticas e agências que vendem passeios.

quiosque de informações turísticas em san andrés

Caso você tenha chegado mais pra o fim da tarde, como eu, pode ir direto pra o jantar. E pra começar com o pé direito, recomendo ir logo no La Regatta, restaurante mais famosinho da ilha. Com razão: ele tem uma decoração bem pitoresca e fica localizado junto à marina, num ambiente super gostosinho. A comida também é boa e bem servida, mas um pouco cara (uns R$ 45 por prato).

Como o lugar é concorrido, recomenda-se fazer reserva pelo site com alguns dias de antecedência. Se não fizer, também dá pra chegar lá com paciência pra ficar na lista de espera, como eu fiz.

la regatta

la regatta

la regatta

Dia 2

No primeiro dia inteiro do seu roteiro em San Andrés, recomendo acordar cedo e fazer o que quase todo mundo faz quando chega: dar a volta à ilha. Parte do caminho não tem muito charme, mas quando você começa a dar de cara com o mar, o visual é bem bonito.

roteiro em san andrés

Pra dar esse rolê, é possível fazer um passeio num ônibus turístico ou escolher entre um carro de golfe, um carro propriamente dito, uma moto, uma bike normal, bike elétrica ou um carro que é tipo o de golfe melhorado, que eles chamam de “mulita”. Também dá pra ir de um ponto a outro de ônibus normal, mas eu deixaria isso pra os dias seguintes, porque não dá tanta liberdade.

ônibus em san andrés

Pra quem tá em grupo, a opção mais em conta geralmente é o carrinho de golfe. Não é a coisa mais confortável de dirigir, mas funciona, então tá valendo, né?

Alugamos o nosso no Danilo RentACar, mas não recomendo muito porque os carros dele são velhinhos. Pagamos bem mais barato que a média, mas o carro quebrou no caminho e tivemos que esperar uns 20 minutos até que o dono foi nos “resgatar”.

carrinho de golfe

Nessa volta, sugiro fazer uma parada em alguns acessos ao mar. Um deles pode ser La Piscinita, onde são cobrados 5 mil COP pra entrar e supostamente é um dos melhores pontos pra snorkel. Eu não consegui ir lá porque o dono do lugar que dá acesso tinha perdido o filho e estava de luto. :(

Minha primeira parada, então, foi em West View. No fim das contas achei ótimo chegar lá meio cedo (antes das 10h), porque pegamos o lugar relativamente vazio. Quando fomos embora já estava ficando bem cheio.

E vale a pena passar um tempinho lá com calma, porque que delícia, viu? São cobrados 5 mil COP de entrada, mas você pode entrar e sair quantas vezes quiser durante o dia.

west view

west view

Lá dentro, você encontra um toboágua e um trampolim com acesso livre (adorei). Também tem um bar e aluguel de coletes salva-vidas, locker e snorkel. Sem falar no mar muito transparente e cheio de peixinhos!

snorkeling em west view

trampolim em west view

Ah, e tem um passeio de “escafandro” (pago à parte) em que você pode caminhar pelo mar, com um tubo de oxigênio. Fiquei um pouco nervosa com a ideia desse passeio porque os tubos passam por onde as pessoas nadam, mas pareceu uma experiência legal. Olha aqui:

west view

E um detalhe: na entrada eles oferecem um pedaço de pão pra cada um pra atrair os peixes. Apesar de comum em várias praias, especialistas dizem que isso não faz bem aos animais, que não evoluíram pra comer pão, e desequilibra o meio ambiente.

Ao lado do West View tem um bar chamado Reggae Roots, que estava bem mais vazio e pareceu legal, mas era preciso pagar pra entrar, ou então consumir. Queria entrar pra ver direitinho e mostrar a vocês, mas a garçonete foi chata e desisti.

Nossa parada seguinte foi no restaurante El Rincón de La Langosta, um restaurante/bar bem agradável, com boa música e acesso ao mar. São 3 metros de profundidade e dá pra usar uma espécie de escadinha formada nas pedras.

el rincón de la langosta em san andrés

el rincón de la langosta em san andrés

el rincón de la langosta em san andrés

Não tinha quase ninguém quando fui, então pedimos só um petisco de camarão e ficamos lá curtindo a tranquilidade. Os preços eram um pouco mais altos que a média, mas a maior parte do cardápio era de itens feitos com lagosta, então acho que faz sentido.

Outro ponto por onde você pode passar durante a volta à ilha é o Hoyo Soplador, uma fenda no meio das pedras de onde “sopra vento” devido à força do mar. Eu dei uma espiada de longe e achei que ao menos nesse dia o fenômeno não estava tão interessante assim.

Fiquei meio incomodada com o assédio de vendedores (sobre o qual já tinham me alertado). Me cobraram 5 mil COP só pra ir lá olhar, então segui caminho.

Normalmente, os veículos alugados devem ser devolvidos até as 18h. Voltamos ao centro perto desse horário, compramos cervejas e petiscos numa loja de conveniência na praia principal e ficamos aproveitando o fim da tarde no calçadão. Se você quiser economizar, esse é um bom hábito, aliás. Várias lojinhas vendem bolsas térmicas pequenas por uns R$ 35.

roteiro em san andrés

Ah, também recomendo muito um quiosque de picolés que fica quase em frente ao Beer Station – tomei uns 7 sabores diferentes nos meus dias por lá e gostei de todos (cada um saía por 5 mil COP, uns R$ 7).

Dia 3

Comece o dia indo até o quiosque da Coonative Brothers na praia principal, uma cooperativa que oferece passeios de barco. Eu contratei o passeio que acredito ser o mais popular: El Acuario e Johnny Cay, com saída às 9h e retorno umas 15h30. Mas se você puder, recomendo fazer as duas coisas em dias separados, porque achei corrido. Gostei do serviço da cooperativa; foram organizados e demonstraram preocupação com nossa segurança.

coonative brothers

barco para el acuario

El Acuario é a região com piscininhas naturais super transparentes junto a duas ilhotas, Rose Cay e Haynes Cay. Chegamos lá umas 10h e pouca e ficamos 1h30. Pra mim, foi pouco tempo, porque além do “aquário” propriamente dito – onde é fácil passar mais de uma hora admirando os peixinhos -, queria curtir mais a ilha de Haynes Cay.

Lá, é possível alugar snorkel ou sapatos aquáticos ou um locker pra colocar suas coisas por 10 mil COP cada, ou comprar os sapatinhos por 20 mil COP.

rose cay (el acuario)

rose cay (el acuario)

Pra chegar nas piscinas naturais, recomendo dar a volta pela areia pra evitar pisar nos corais e destruir vida marinha. Rose Cay é uma lindeza, porque se forma uma espécie de banco de areia e dá pra andar por um bom tempo com a água bem rasinha. No entanto, acho que deveriam limitar o acesso de pessoas por dia, porque o lugar pode ficar bem cheio e provavelmente isso prejudica o ambiente.

De lá, dá basta ir andando com água até a cintura por uns 10 minutos pra chegar em Haynes Cay, que foi meu lugar preferido em San Andrés. Tinha MUITO menos gente lá, bastante grama com sombra onde dava pra deitar e pequenos bares que serviam bebida e comida.

haynes cay

Outra opção de atividade lá no Acuario é um passeio num “barco de fundo transparente” (eles vendem assim, mas na verdade não é o fundo todo que é transparente, mas sim um “buraco” no meio). O tour dura 30 minutos e custa 25 mil COP, mas não me pareceu muito interessante.

Na hora combinada, voltamos pra o barco (11h45) e seguimos por mais uns 10 minutos até Johnny Cay. Essa ilhota que fica em frente à praia principal (dá pra ver de lá) e é outro dos lugares mais populares da ilha.

johnny cay em san andrés

Ela é mais agitada, tanto em termos de gente e música quanto em relação à água do mar, e também pode ficar bem cheia em alta temporada. Não é o lugar ideal pra quem busca tranquilidade, mas até que encontrei uns trechos mais calmos.

johnny cay

johnny cay

Em Johnny Cay você pode alugar uma tendinha com duas cadeiras por 35 mil COP (negociamos e conseguimos por 20 mil COP), ou com duas espreguiçadeiras por 45 mil COP. Tem lockers pra alugar também, além de drinques (20 mil COP) e cerveja (7 mil COP).

johnny cay em san andrés

Almoçamos “pratos feitos” por 30 mil COP e achei bem gostoso e muito bem servido (com pouca fome dá pra dividir). As opções eram peixe, frango ou carne com arroz de coco ou arroz branco, patacón ou batata frita e salada.

johnny cay em san andrés

cerveja em san andrés

Na volta à praia principal, fomos num barzinho à beira-mar, Beer Station, tomar umas cervejinhas e comer petiscos até o anoitecer. Esse é um bar de rede e não tem nada de especial, mas a localização é boa e as comidinhas também.

Dia 4

Nesse dia, minha prioridade era fazer o passeio de caiaque transparente pelo mangue oferecido pela EcoFiwi. Poderíamos chegar lá de ônibus facilmente (é só pedir pra descer em Mango Tree).

No entanto, resolvemos alugar bicicletas elétricas numa loja perto da pousada, só porque nunca tínhamos andado em uma antes. Achei divertido, apesar de ter ficado um pouco tensa porque o trânsito (principalmente de motos) é BEM caótico na ilha.

bicicletas elétricas

Ah, e o tour de caiaque? Foi massa! Eu sou da terra do manguebeat e já conheci outros mangues por aí afora, mas nunca tinha visto um com água tão clarinha como os de Old Point, lá em San Andrés.

Pouca gente faz esse passeio e acredito que a única empresa que o oferece é a Ecofiwi. O tour deve ser reservado com pelo menos um dia de antecedência. Achei o criador do tour, Victor, bastante sério e preocupado com educação ambiental.

passeio de caiaque

O passeio custou 90 mil COP (pouco mais de R$ 100 atualmente) e durou duas horas, com uma parada pra snorkeling. A paisagem é linda e é bem gostoso ir remando com calma pelas águas rasas e tranquilas e passar por “túneis” de mangue. Só não curti muito ter que ir num caiaque duplo, porque sou péssima sincronizando as remadas. :P

passeio de caiaque

passeio de caiaque

passeio de caiaque

Depois do passeio, ganhamos um lanchinho com itens típicos locais tipo fruta pão e banana frita e suco de manga. Simples, mas valeu por um almoço. Ah, e do outro lado da estrada fica o acesso à trilha do manguezal Old Point, formada por 1km de plataformas de madeira com painéis informativos sobre o mangue e os animais que o habitam. Vale a pena ir conferir também.

De lá, seguimos de bike até a praia Cocoplum, onde fica o bar Aqua Beach Club. Dessa praia, se atravessa andando pelo mar até a Rocky Cay, uma micro ilhota de pedra. Na praia também alugam toldo e cadeira, mas dá pra ficar sentado na canga de boas (não é cobrada entrada, e se você for consumir, pode estacionar no bar).

praia cocoplum

Assim que chegamos, fomos até Rocky Cay. Leva-se uns 15-20 minutos pra chegar até lá andando pela água e, a não ser que você seja baixinho(a), acho que é tranquilo ir mesmo sem saber nadar. Recomendo deixar itens que não possam molhar num locker do bar (10 mil COP), mas também dá pra levar segurando sobre a cabeça se quiser.

De todo jeito, é desnecessário levar dinheiro pra lá, porque a ilhota é realmente muito pequena e não tem praticamente nada. A graça de ir até lá é ver um navio encalhado ali perto, ou até mesmo nadar até ele se você tiver disposição.

Ou então fazer snorkeling, o que achei massa porque é uma experiência diferente de piscinas naturais. Quase todo o “chão” é formado por corais, o que é bem lindo, mas também exige cuidado. Não é recomendável ficar em pé, pra não destruí-los, e o mar é um pouco agitado, então é preciso certo esforço pra ficar sempre flutuando.

No fim da tarde, sentamos no Aqua Beach Club pra comer camarões empanados (15 mil COP) e tomar minha milésima limonada de coco (7 mil COP). Achei os preços bem razoáveis pra estrutura do lugar, que é mais pra “sofisticado”.

bar na praia cocoplum

petiscos na praia cocoplum

Dia 5

No último dia inteiro do meu roteiro em San Andrés, o ponto alto foi o tour de parasail, que vou explicar logo mais. Mas antes do horário de saída desse passeio, que só consegui reservar pra hora do almoço, fomos tirar um cochilo na praia principal e dar um rolê pelas lojinhas do centro.

Explicando: San Andrés é uma zona livre de impostos. Por isso, na Carrera 2 (rua só pra pedestres) e arredores, você encontra um monte de lojas de importados, a maioria cosméticos.

Não consumo muito essas coisas e nem sei os preços normais pra dizer se valia a pena, mas acabei comprando uma GoPro 7 lá por R$ 1 mil a menos que o preço atual no Brasil. Também vi alguns acessórios oficiais pela metade do valor praticado aqui. Ah, vale ressaltar que a única loja autorizada GoPro na ilha é a Jacobo.

Tá, mas e esse danado desse parasail? O passeio é assim: você entra num barco e navega por uns 10 minutos até o meio da baía, onde a galera iça uma espécie de paraquedas que fica preso no barco. Aí você é puxado pelo paraquedas e fica sobrevoando o mar!

parasail em san andrés

parasail em san andrés

Normalmente se sobe em dupla. Vestimos o colete salva-vidas e a “cadeirinha”, o cara prende ela no suporte ligado ao paraquedas, nos sentamos e o barco vai andando enquanto voamos. Subimos uns 100 e poucos metros e ficamos lá no alto por 15 minutos. A única parte ruim foi que eu queria passar uma hora.

O passeio em si é super tranquilo; eles fazem manobras pra descermos e subimos algumas vezes, tocando na água, mas na maior parte do tempo ficamos de boas sentadinhos lá no céu, sem balançar. Não teve nenhum solavanco, mas tem um sinal com as mãos pra descer se você precisar.

Diferentes agências oferecem o passeio. Eu fiz com a Richie Parasail e custou 160 mil COP (cerca de R$ 180). É um dos passeios mais caros de San Andrés, mas pra quem não com o orçamento muito apertado achei que vale a pena demais. Surreal ver os tantos tons de mar lá de cima; vimos até um grupão de arraias nadando.

Dia 6

Esse último dia pode ser reservado pra voltar em algum lugar que você gostou mais, ou pra Johnny Cay ou El Acuario se você seguir meu conselho e separar essas atrações em dois dias pra curti-las com mais calma.

Ou, se você quiser fazer mergulho de cilindro, pode trocar o itinerário de um dos outros dias por esse e mergulhar antes, já que é preciso esperar no mínimo 24h para andar de avião.

Eu vacilei e não aproveitei aquele marzão lindo (e os preços mais amigos que em muitos outros destinos) pra fazer mergulho. Mas antes de pegar o voo pra Cartagena, me despedi bastante bem de San Andrés: peguei um barco pra El Acuario de novo, mas dessa vez fiquei só lá. Assim, deu pra curtir minha querida Haynes Cay com mais calma.

haynes cay

haynes cay

haynes cay

Hospedagem em San Andrés

Fiquei na Posada San Martin, uma das opções mais em conta que achei (menos de R$ 150 pelo quarto duplo). Ela é simples, tipo pousadinha de praia mesmo, e não fica tão pertinho da beira-mar. Ainda assim, achei a região segura (tem um prédio da polícia quase ao lado) e bem central. Eram uns 10-15 minutos andando até a praia e menos que isso pra chegar no famoso restaurante La Regatta, em várias lojas e num supermercado.

Tem uma área comum com TV, mesas e cadeiras (onde tem o café da manhã) e alguns bancos, duas redes, mesa alta com bancos altos. O wi-fi é fraco e só funciona (mais ou menos) perto da recepção, mas se você não precisar trabalhar como eu, não acredito que seja um problema.

Achei o café da manhã fraquinho, mas deu pra o gasto: uma opção de misto quente ou ovo com pão torrado e geleia, e chocolate ou café (ruim). Ficamos num quarto com 3 camas, ar condicionado, TV e frigobar. O chuveiro não tinha água quente, mas isso é bem comum não só em San Andrés, como em toda a costa da Colômbia.

quanto custa viajar para san andrés

hospedagem em san andrés

Outras opções em conta perto do centro são o El Viajero Hostel, o Airbnb Tu Casa en el Mar, o Villa San Miguel, o Hostal Mar y Mar e o hotel Molino de Viento. Nas minhas buscas, esses lugares apareceram com diárias entre R$ 80 e R$ 200 por pessoa em quarto duplo (ou quarto compartilhado, no caso do hostel). Veja aqui outras opções de hospedagem em San Andrés.

Ficou com alguma dúvida ou tem mais dicas para um roteiro em San Andrés? Conta nos comentários!

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6 Comentários

  1. Isabel Christina Souza Aguiar

    Hei! Tudo na paz? Tomara.
    Um amigo e eu viajaremos para a Colômbia no próximo dia 12 (pois é, a essa hora na próxima sexta estaremos a poucas horas daquela parte de nosso planeta).
    O objetivo principal da viagem é Cartagena, por isso lá ficaremos do dia 15 ao dia 21 (deveríamos ficar mais dois dias, mas meu amigo quis passar um tempo em Bogotá, assim…).
    A parte final da viagem será dedicada a San Andres, de 21 à noite a 24 à tarde. Eu sei, é pouco tempo, mas era isso ou nada.
    Gostei do relato de sua viagem, obrigada. Pareceu-me legal o passeio pelo mangue e aquele do voo sobre o mar do caribe colombiano. Seria possível fazer os dois num só dia? O segundo dia seria dedicado às praias e ilhas mais próximas. Você gostaria de opinar sobre isso. : )
    Ah, antes do tchau, você lembra sobre aluguel de coletes, sobre a oferta desse serviço?
    É isso.
    Obrigada e tchau!
    Isabel Aguiar

    • Oi, Isabel! :) 5 ou 6 dias são bastante pra Cartagena e vale a pena visitar Bogotá, então eu não me preocuparia quanto a isso :)
      Sobre os passeios do mangue e o parasail: dá pra fazer os dois em um dia, sim! Só aconselho agendar ambos assim que chegar a San Andrés, porque têm horários de saída específicos e grupos limitados.
      Todos os passeios que eu fiz, pelo que me lembro, ofereciam a opção de alugar colete. No caso desses dois passeios específicos, o uso era obrigatório. :)

      Um abraço e boa viagem!

  2. Carol

    Oii Luisa tudo bem?

    vou para San Andres mês que vem e estou apaixonada e ao mesmo tempo perdida!

    os passeios eas atividades … contratou alguma agência ou pesquisou tudo antes de ir ??

    • Oi, Carol! Não contratei agência, nem pesquisei tudo hehe. Pesquisei a maioria das coisas que queria fazer e, chegando lá, fui na praia principal pra pedir informações e resolvi tudo. Chegando lá você vai ver que não tem complicação! As pousadas e hotéis costumam agendar passeios, mas a grande maioria pode ser contratada na hora mesmo. Das coisas que fiz, só o parasail e o passeio de caiaque que precisam ser reservados pelo menos no dia anterior. Um abraço e boa viagem!

  3. Natalia Costa

    Ola Luisa, minha conterrânea! Me conta uma coisa, vc levou real ou dolar? Foi pra Cartagena tbm? Amei seu post, bem explicadinho e rico em detalhes!

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