Colômbia

Quanto custa viajar para San Andrés: gastos detalhados

Visitar uma ilha caribenha talvez soe como uma viagem muito cara, mas felizmente nem sempre é o caso. San Andrés, no Caribe colombiano, é um destino com preços bem razoáveis considerando o que oferece. Quer saber quanto custa viajar para San Andrés? Veja os preços de tudo que gastei na minha viagem em janeiro de 2019.

Quanto custa viajar para San Andrés

Um spoiler: dependendo do seu estilo de viagem, você vai ver que os gastos em San Andrés podem sair mais em conta que em algumas praias brasileiras. E além de o mar ser DESLUMBRANTE, conhecido por suas “sete cores”, os passeios costumam ser organizados, as comidas de qualidade, o pessoal simpático… Mas vamos ver item a item?

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Passagens aéreas para San Andrés

O valor das passagens aéreas para San Andrés pode variar bastante dependendo do seu lugar de origem, época do ano e antecedência da compra. Em uma busca agora (fevereiro de 2019) pra viajar em abril ou maio, encontrei ida e volta de São Paulo por R$ 1.700.

O que muita gente faz, no entanto, é combinar San Andrés com outros destinos na Colômbia ou países próximos. Nesse caso, ou se você encontrar uma passagem em conta pra cidades como Bogotá, pode valer mais a pena comprar os trechos internos separadamente.

A Colômbia tem boas companhias aéreas low cost (de baixo custo), como a Wingo, que pertence à Copa Airlines e não deixa praticamente nada a dever em relação às cias “convencionais” brasileiras. Até os limites de bagagem de mão são bons: uma mala de até 10 kg e um item pessoal de até 6 kg, com dimensões que me parecem justas.

Eu fui a San Andrés no meio de um rolê mais longo pela Colômbia e paguei R$ 244 pelo trecho Bogotá – San Andrés e R$ 185 pra fazer San Andrés – Cartagena, ambos pela Wingo. Também dá pra voar pra lá pela Viva Colombia e Latam Colombia.

Se você for só pra Colômbia, não é necessário passaporte, desde que seu RG esteja em bom estado e dê pra lhe reconhecer facilmente na foto. Caso vá fazer conexão no Panamá, é preciso do passaporte pra embarcar. Também vale lembrar que a Colômbia exige o certificado internacional de vacina contra a febre amarela.

Taxa de turismo

Pra entrar em San Andrés, é preciso pagar pela “tarjeta turismo”, uma taxa fixa pra qualquer viajante de mais de 7 anos de idade que vá passar ao menos 24 horas na ilha. Soube que quem entra pelo Panamá pode pagar em dólares, mas viajando pela Colômbia o pagamento é em pesos. Atualmente, são 109 mil COP (pesos colombianos), o que equivale a uns R$ 120.

A tarjeta é basicamente um formulário que você deve preencher com seus dados pessoais e do voo e apresentar na “imigração” da ilha. O ideal é compra-la no guichê da companhia aérea no aeroporto, antes de ir pra área de embarque, mas eu não sabia disso e consegui comprar no balcão da sala de embarque mesmo. Não vi essa exigência descrita em nenhum lugar, mas me pediram pra mostrar a passagem de saída de San Andrés.

Não se esqueça de guardar a tarjeta direitinho, porque você deve apresenta-la ao sair da ilha (se não, tem que pagar de novo).

Hospedagem em San Andrés

Desde que comecei a pesquisar sobre quanto custa viajar para San Andrés, percebi que a hospedagem seria o item mais pesado do orçamento, mas também não é nada surreal. Não existem muitas opções de hotéis luxuosos por lá, ou aqueles resorts megalomaníacos de outras praias do Caribe, mas fora isso você encontra opções de hospedagem bem variadas.

Paguei 765 mil pesos colombianos pra passar 5 noites num quarto duplo na Posada San Martín em alta temporada (382 mil por pessoa, cerca de R$ 410). Pra abril de 2019, vi quartos duplos com diárias por R$ 120.

Fiquei satisfeita com a pousada, que é simples, mas organizada. Tem uma área comum com TV, mesas e cadeiras – que usei bastante pra trabalhar, porque o wi-fi é fraco e só funciona perto da recepção, mas se você tá de férias isso não deve ser tão importante.

O café da manhã também é simples, com a opção de misto quente ou ovo mexido com pão torrado e geleia. Achei um ponto fraco, mas nada absurdo.

Ficamos num quarto com ar condicionado, TV, frigobar e banheiro privativo, mas sem água quente – artigo raro por lá. No geral, só sentimos falta de um lugar pra pendurar roupas molhadas pra secar.

Em relação à localização, achei bem boa, apesar de não ser à beira-mar nem nada do tipo. A pousada fica numa área mais “local”, meio bagunçadinha e mais simples, mas aparentemente segura (o prédio da polícia fica bem pertinho) e a uns 10-15 minutos da praia principal. Também fica perto das lojas do centro, de um supermercado e do famoso restaurante La Regatta.

quanto custa viajar para san andrés

hospedagem em san andrés

Outras opções em conta perto do centro são o El Viajero Hostel, o Airbnb Tu Casa en el Mar, o Villa San Miguel, o Hostal Mar y Mar e o hotel Molino de Viento. Nas minhas buscas, esses lugares apareceram com diárias entre R$ 80 e R$ 200 por pessoa em quarto duplo (ou quarto compartilhado, no caso do hostel). Veja aqui outras opções de hospedagem em San Andrés.

Transporte em San Andrés

A ilha de San Andrés não é grande (são 26 km²) e não tem muitas praias propriamente ditas, mas tem vários acessos ao mar espalhados pela sua costa, além de ilhotas (Cays, que eles pronunciam “qui”) ao redor. Pra dar a volta à ilha, existem várias opções de transporte.

A mais barata é usar o ônibus comum, que custa uns R$ 5. Também dá pra andar de táxi, combinando o valor antes. Não sei quanto custam corridas pra outras partes de San Andrés, mas do aeroporto pra pousada nos cobraram 15 mil COP (cerca de R$ 18). E existe ainda um tour de ônibus que dá a volta à ilha, fazendo breves paradas nas principais atrações, por 25 mil COP (uns R$ 28).

ônibus em san andrés

ônibus turístico em san andrés

O mais conveniente, no entanto, é alugar algum transporte particular pra circular no seu ritmo ao menos um dia, aproveitando pra visitar os pontos mais distantes e ter uma noção geral da disposição da ilha. É possível escolher uma moto/scooter, bicicleta, bike elétrica, carrinho de golfe simples, uma “mulita” (ou “mule”, uma espécie de carro de golfe melhorado), ou um carro propriamente dito.

Existem várias empresas que alugam esses transportes pela ilha, e sua hospedagem provavelmente terá alguma pra indicar, mas vale a pena pesquisar um pouco e pechinchar.

Alugamos um carrinho de golfe no Danilo RentaCar por um dia por 100 mil COP (cerca de R$ 115) com gasolina incluída. Vi aluguéis do mesmo tipo de carrinho desde 150 mil a 180 mil COP (entre R$ 160 e R$ 200), sendo que alguns cobravam 15 mil COP a mais pela gasolina.

Os carros dessa empresa pareciam todos velhos e sabíamos que alugar lá era um risco, mas resolvemos corrê-lo. :P O nosso parou de funcionar por um problema elétrico quando estávamos voltando, mas o dono chegou rapidamente com outro carro pra substitui-lo.

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As “mulitas” pareciam uma opção mais confortável de dirigir, só que mais cara. Vi por 250 mil COP (uns R$ 270), mas uma leitora disse que conseguiu negociar pra 180 mil. Pra quem tá em um grupo maior, me parece bem válido, já que nelas cabem umas quatro pessoas.

Em outro dia, alugamos bicicletas elétricas por 40 mil COP, que dá menos de R$ 50 (o preço inicial era 45 mil  COP, mas pechinchamos). Usamos as bikes pra visitar algumas atrações mais distantes que não tínhamos conhecido no primeiro dia, mas a ideia principal era ter a experiência de andar numa delas pela primeira fez. :P

Pra as ilhotas, é preciso ir de barco, mas vou falar disso no item “passeios”.

Alimentação em San Andrés

Existem refeições pra todos os bolsos em San Andrés. Se quiser ir num restaurante com ambiente e localização mais legais e comida de primeira, espere pagar entre 35 e 55 mil COP pelo prato (entre R$ 40 e R$ 60, mais ou menos) e uns R$ 10 por uma long neck.

jantar em San Andrés

Não tá com dinheiro sobrando? Sem bronca. Encontrei menus completos de almoço com sopa, prato principal, sobremesa e bebida por uns R$ 25 e pizzas individuais por R$ 15, por exemplo. Se preferir um lanche rápido, como empanadas (que na Colômbia costumam ser fritas), dá pra gastar uns R$ 6. Uma limonada de coco, bebida típica (e maravilhosa), pode custar desde R$ 8 a R$ 15.

petiscos e bebidas em san andrés

cerveja em san andrés

O que muita gente faz pra economizar é levar (ou comprar lá, por uns R$ 40) uma bolsa térmica pra colocar cervejas compradas em mercadinhos ou lojas de conveniência (por uns R$ 3). Tem muitos lugares onde comprar petiscos, entre comidinhas típicas da Colômbia e itens importados. Pode “farofar” sem medo!

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Passeios em San Andrés

Quando estava estimando quanto custa viajar para San Andrés, o que mais li foi gente falando que lá se gasta muito menos com os passeios que em outros destinos caribenhos.

Não conheço outras praias do Caribe, mas sei que em muitas delas os tours são cobrados em dólar, enquanto em San Andrés os preços são todos em COP. Além disso, são mais amigos que em algumas praias do Nordeste brasileiro, por exemplo.

Pra entrar em alguns lugares que dão acesso ao mar, como Piscinita e West View, é cobrada atualmente uma taxa de 5 mil COP (cerca de R$ 7). Pra ir nos banheiros das atrações, normalmente se paga 1 mil COP, enquanto alugueis de snorkel, lockers e coletes salva-vidas ficam em torno de 5 mil e 10 mil COP.

Os passeios de barco pra visitar as ilhotas mais conhecidas que só têm acesso pelo mar também saem em conta: são de 15 a 20 mil COP pra ir só até El Acuario ou Johnny Cay, ou 30 mil COP pra visitar as duas no mesmo dia (menos de R$ 40).

passeio de barco em san andrés

Existem passeios mais caros, mas mesmo assim achei mais barato que o mesmo tipo de atração em outros lugares. Um exemplo é o Parasail. Esse passeio, em que você sobrevoa o mar pendurado num paraquedas atado num barco, custa hoje 160 mil COP (uns R$ 180), enquanto a mesma atividade no Rio de Janeiro sai por cerca de R$ 270.

O mergulho usando uma espécie de escafandro, que é feito no West View e aparece na imagem abaixo, custa 100 mil COP (R$ 115), enquanto o tour de caiaque transparente pelo mangue vale 90 mil COP (uns R$ 105). Também rola de fazer mergulho de cilindro por lá, pagando cerca de 160 mil COP pelo batismo (uns R$ 180).

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E mesmo se você não quiser pagar pela maioria dos passeios, ainda dá pra curtir muito. Só a praia principal já é lindona – certamente a praia “urbana” mais bonita que já vi. Lá, assim como em Johnny Cay e Cocoplum, a galera cobra pelo aluguel de pequenos toldos com cadeiras ou espreguiçadeiras (30 mil COP pelo dia inteiro, o que dá uns R$ 35), mas nada impede de estender a canga sob o sol ou sob a sombra de um coqueiro. ;)

Compras

San Andrés é zona livre de impostos, então você vai encontrar por lá muitos eletrônicos, perfumes, bebidas e outros itens importados com preços mais baixos que no Brasil. Não sei os valores de produtos desse tipo pra dizer o que compensa comprar lá, mas vi que a GoPro mais recente estava cerca de R$ 1 mil mais barata.

Além disso, você encontra na ilha bastante artesanato colombiano, incluindo as famosas bolsas Wayuu, que custam cerca de 55 COP (60 e poucos reais). Também vi umas lojas de roupas que pareciam legais, e umas com itens de praia tipo bolsa impermeável, chapéus, boias, coisa e tal. Caso pretenda fazer umas comprinhas, lembre-se de reservar uma folga no orçamento pra isso.

Gastos para uma pessoa em San Andrés

Tá, mas quanto gastei na prática? Os valores a seguir foram de uma pessoa viajando em dupla durante 5 dias, em pesos colombianos (COP), em janeiro de 2019. Dividi por dois os itens que foram compartilhados:

Tarjeta turismo: 109 mil
Quarto duplo na Pousada San Martín: 765 mil (382 mil por pax)
Snorkel e sapatinhos aquáticos: 45 mil
Arroz de camarão La Regatta: 43 mil
Cerveja La Regatta: 8,5 mil
Carrinho de golf por 1 dia: 100 mil (50 mil por pax)
Comidinhas no supermercado: 22 mil
Entrada West View: 5 mil
Locker West View: 5 mil (2,5 mil por pax)
Colete salva-vidas West View: 5 mil
Drink Coco Loco no West View: 10 mil
Camarão no Rincón de la Langosta: 44 mil (22 mil por pax)
Limonada de coco no Rincón de la Langosta: 12 mil
Cerveja na loja de conveniência: 2,5 mil
Água de 1,5 litro na loja de conveniência: 3,5 mil
Barco pra El Acuario e Johnny Cay: 30 mil
Locker no El Acuario: 10 mil (5 mil por pax)
Almoço em Johnny Cay: 30 mil
Cerveja em Johnny Cay: 6 mil
Batatas fritas e 3 cervejas no Beer Station: 30 mil (15 mil por pax)
3 águas de 1,5 litros no mercadinho: 10 mil
4 picolés: 20 mil
Aluguel de bike elétrica: 40 mil
Passeio de caiaque no mangue com Ecofiwi: 90 mil
Camarão empanado no Aqua em Cocoplum: 28 mil (14 mil por pax)
Limonada de coco no Aqua em Cocoplum: 7 mil
Passeio de parasail com Richie Parasail: 160 mil
Pizza individual e suco em bistrôzinho: 21 mil
Barco pra El Acuario: 15 mil
Cerveja em Haynes Cay: 5 mil
Menu completo de almoço em bistrôzinho: 25 mil
Táxis ida e volta aeroporto: 30 mil (15 mil por pax)

Total pra uma pessoa: 1.230 COP (cerca de R$ 1500 reais)

Sem somar a hospedagem e tarjeta turismo, que são gastos únicos e essenciais, foram 869 mil COP. Ou seja, uma média de R$ 173 por dia com alimentação, transporte e passeios. Se não incluísse o parasail, o caiaque e as bikes elétricas, que foram os rolês mais “supérfluos” que fiz, o total seriam 579 mil COP, ou uma média de R$ 115 por dia.

O melhor é que fiquei com a impressão de que o meu dinheiro estava indo realmente pra população local, e não pra grandes conglomerados. Além disso, a grande maioria dos serviços e produtos me deixou bem satisfeita.

parasail

Vale ressaltar que não fiz essa viagem no esquema “mochileiro”, como costumo fazer. Paguei por algumas bebidas superfaturadas, fui em restaurantes legais e fiz uns passeios mais caros. Mas também não fiz grandes extravagâncias, me hospedei num lugar simples e acabei fazendo só uma refeição na rua (um “almojantar”) quase todo dia.

Dá pra economizar mais? Sim! O jeito mais fácil seria comer em lugares mais baratos, levar cervejas numa bolsa térmica e fazer menos passeios. Mas mesmo aproveitando bastante, me surpreendi com quanto custa viajar para San Andrés: não chega a ser uma super pechincha, mas me parece um valor justo pelo paraíso.

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2 Comentários

  1. Gisele

    Menina, era o POST que eu precisava! Valeu por compartilhar. Embarco domingo com minha família.
    Vc se acorda das tomadas? Precisa de adaptador mesmo?

    • Oi, Gisele! Que bom! :) Lá no instagram também tem várias dicas de SA (no feed e nos stories). Precisa de adaptador, sim! As tomadas são de dois pinos “chatos”. Um abraço e boa viagem!

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