França

Roteiro por Strasbourg, a linda capital da Alsácia

França | 02/02/15 | Atualizado em 06/11/18 | 4 comentários

Strasbourg (ou “Estrasburgo”, aportuguesadamente) foi mais um destino que não tava nos meus planos, listas ou metas de viagem. Mas a semana que passei por lá me deixou encantada pela cidade, que é pequenina e fofa, sem ser tediosa. Com um ou dois dias, já dá pra conhecer o “basicão”, mas a capital da Alsácia, charmosa que só ela, merece mais! Tem muito o que fazer em Strasbourg.

A cidade é conhecida por sediar importantes instituições como o Parlamento Europeu, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos e o Conselho da Europa, que me levou até lá, mas perambular pelas ruas da parte antiga garante as mais agradáveis surpresas. Quer ver uma sugestão de roteiro por lá?

O que fazer em Strasbourg

o que fazer em strasbourg

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Free walking tour

No meu primeiro dia, fui direto até a Catedral, onde fiquei lagarteando sob o sol enquanto não dava a hora do free walking tour, passeio guiado com base em gorjetas que adoro fazer quando viajo.

Ao contrário do que acontece em cidades maiores, não existem várias opções de tours do tipo, então se você quiser aprender um pouco mais sobre a cidade de um jeito divertido é bom ficar ligado na hora de programar o roteiro.

O Happy Original Tour funciona atualmente de terça a domingo, às 14h, na maior parte do ano. Em janeiro, fevereiro, março e novembro, o tour rola apenas de sexta a domingo.

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O guia sai da Place de la Cathédrale, que é bem central e pequena o suficiente pra que seja bem fácil identificar a placa do passeio. ;) Se você não sabe como funcionam os “free walking tours” (que não são exatamente free, pois a galera vive disso e espera-se que você pague uma gorjeta se gostar), recomendo ler este post.

Mas como eu acabei voltando pra os mesmos lugares várias vezes e conhecendo outros fora de ordem, em vez de seguir um passo a passo do caminho que fiz no tour, vou ressaltar os principais pontos da cidade, tá? Vamos lá:

Place de la Cathédrale

A Catedral em si é o grande destaque da cidade. Linda até dizer chega, ela chama atenção pela grandiosidade no meio de vários prédios baixinhos. E quando eu digo “grandiosidade”, tou sendo literal: até 1874, ela era o edifício mais alto do mundo. E o melhorrrr: dá pra subir pra ver a vista. São 332 degraus, mas a visão dos telhados da cidade faz valer a pena ^^ A entrada na catedral em si é gratuita, mas tem que pagar 5 €  pra subir (2,50 € pra estudantes).

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Outra parte que é paga é a visita ao relógio astronômico, que fica no interior da igreja e é um dos maiores do mundo, com um mecanismo que data de 1842.

Mas se liga: se quiser vê-lo, tem que comprar o ingresso por 2 € e chegar lá antes das 11h30, quando passa um filminho falando da história do relógio e depois ele começa a se mexer. Resolvi pular essa parte, porque já vi relógios parecidos em outras cidades e não achei tão superlegal hehe.

Saindo de lá, aproveite pra dar uma espiada na Maison Kammerzel, uma das construções medievais mais bem preservadas da cidade. Além de linda, a casa abriga um restaurante que eu não visitei por motivos de #façoviagembarata.

E em frente à lateral da igreja, onde eu lagarteei, você encontra ainda o Palais Rohan, um palácio que já serviu como edifício principal da Universidade de Strasbourg. Hoje, ele é sede de três dos principais museus da cidade: o Museu Arqueológico, o Museu de Artes Decorativas e o Museu e Belas Artes.

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O charme de Colmar, na Alsácia
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Passeio de barco

Do outro lado do Palais Rohan fica o Rio Ill, e bem nesse ponto (Quai des Bateliers) saem os barcos turísticos Batorama pra dar uma volta na cidade. São duas opções de passeio: um que sai só uma vez por dia e percorre apenas a Grande Île e outro mais completo, chamado “Strasbourg, 20 siècles d’histoire”, que dura 1h10 e vai até as instituições europeias.

Vale a pena passar lá pra comprar seu ingresso (que em 2014 custava 12.50 €, com desconto pra crianças de até 12 anos) antes de passear pelos arredores, porque normalmente é preciso esperar um pouco pra pegar o próximo barco.

No caminho, você pode usar fones de ouvido pra escutar informações sobre a cidade (meio engraçadas, aliás :P) em vários idiomas. Além de passar por várias construções históricas, tem a parte mais legal: atravessar uma comporta d’água, que se enche e esvazia pra o barco mudar de nível.

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Mais à frente, esse percurso passa também pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, onde rolaram as atividades do World Forum for Democracy. Com prédios super modernos, essa parte da cidade é bem diferente do resto e é massa pensar no tanto de coisa importante que acontece por trás daquelas paredes.

Mas pra explorar mesmo, nada melhor que o centrinho, por isso se prepare pra caminhar um pouco mais quando o barco voltar ao ponto de saída:

Praças de Strasbourg

Além de se perder pelas ruazinhas dos arredores da Catedral, como Rue Mercière e a Rue des Hallebardes,vale a pena conhecer as praças do entorno. Uma delas, mais pertinho, é a Place Gutenberg, que tava com carrossel e tudo!

De lá, seguindo pela Rue des Grandes Arcades, você chega até a Place Kléber, o centrinho comercial da cidade, com várias lojas tipo Galeries Lafayette, SFR, Stradivarius, Pomme de Pain e FNAC nos arredores.

E uma curiosidade: num desses prédios foi composta a Marseillese, hino da França. Sim, porque a origem dele não é de fato marselhesa: a música, que foi criada em uma noite, é chamada assim por ter sido cantada pelo exército de Marselha no caminho pra Paris.

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Pegando a direita, você encontra a Place Broglie, e continuando em frente chega à Place de la Republique. Em volta dela, ficam o Palácio do Reno (Palais du Rhin), a Biblioteca Nacional (que tem o segundo maior acervo do país depois da de Paris) e o Teatro Nacional (o único fora de Paris).

No centro da praça, o Monumento aos Mortos representa uma mãe com um filho alemão e outro francês, ambos feridos na guerra – unidos na morte, como observou o guia. Aliás, a Alsácia foi muito disputada entre os dois países (tem gente que mudou de nacionalidade quatro vezes durante a vida!), mas hoje o que acontece é que a galera vai na Alemanha comprar produtos de limpeza porque são mais baratos lá.

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Petite France

Depois, rume em direção à Petite France, uma das partes mais turísticas e lindinhas da cidade, que certamente consta em qualquer lista de “o que fazer em Strasbourg”.

Com várias casinhas em enxaimel (aquele estilo típico alemão, com madeiras cruzadas nas paredes), a região é rodeada pelo canal, pontes, flores, cafés com mesas do lado de fora… Puro charme, né?

Só que o nome (“pequena França”) tem uma história menos meiga do que a aparência do lugar: no século 15, um hospital foi construído na ilha pra vítimas de varíola e, depois, pra soldados franceses com sífilis – que os alemães chamavam de “Doença Francesa”, enquanto os franceses a chamavam de “Mal Italiano” :P Daí que o nome “Petite France” tem mais a ver com essa associação negativa do que com o patriotismo da galera…

Outra curiosidade: na Idade Média, essas casas fofas em enxaimel eram habitadas por pescadores, moleiros (meuniers) e curtidores de couro (tanneurs), e até hoje algumas ruas levam o nome dessas profissões (Rue des Meuniers, Rue des Tanneurs etc.). Ah, e um dos destaques desse pedaço da cidade são as Ponts Couverts, pontes históricas rodeadas por torres que eram usadas pra proteger a cidade – mas fique ligado porque senão você nunca vai encontrá-las: apesar do nome, elas não são mais cobertas.

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Bares e restaurantes de Strasbourg

Apesar de passar boa parte do tempo no World Forum for Democracy, conheci vários bares, cafés e restaurantes na cidade. A vida noturna por lá não é muito agitada, mas pra quem passa pouco dias não deixa a desejar ;) Pra dançar, um dois points é o Barco Latino, um bar-barco que fica no Quai des Pêcheurs.

Lá, além de bailar ao som de música latina (pedimos até brega e funk pra o DJ, pra mostrar aos amigos gringos, e ele desenrolou :P), você pode sentar numa das mesinhas do lado de fora e tomar uma cerva ou um vinho num clima descontraído e coisa e tal. Ah, e tem outros bares-barco do lado. Adoro!

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Se sua vibe for mesmo sentar, conversar e tomar cervejinhas, outra dica é o La Lanterne, uma micro-cervejaria que fica na rua de mesmo nome e produz lá mesmo as cervejinhas. Além de um monte de restaurantes/bares chamados winstubs que você encontra por todo lado, outro clássico local é comer as clássicas tartes flambées (que provei em Colmar, pertinho de Strasbourg).

Também super recomendo o L’Épicerie, restaurante especializado em tartines (tipo uns sanduíches abertos/torradas/brusquetas, enfim: um pão com algo em cima).  A decoração do lugar, que imita uma mercearia (épicerie, em francês) já vale a visita.

Sentar à mesa longa compartilhada, comer umas tartines salgadas e doces ou uma das tortas feitas por lá e escutar as músicas francesas super clássicas que dão o tom da trilha sonora são outras delicinhas que deixam a experiência ainda mais legal. Saudades, Strasbourg! <3

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4 Comentários

  1. MIGUEL

    Ola ,
    Boa tarde , amei o seu articlo !

    Chamou me noemia e trabalho para uma agençia de viajem em strasbourg (frança) que se chama One city tours http://www.onecity-tours.com/.
    Nossa atividade é turistica,e promove a nossa cidade , com passeios em Segway.

    Voçe pode me contactar quando quizer , jaizimin@hotmail.fr, jaizimin@gmail.com, ou +33662380286.
    obrigado anteçao !!

  2. Janine

    Oiie adorei a materia mas a cidade nao é pequena nao; temos em Strasb 450.000 mil habitantes ;)

    • Oi, Janine! Que bom que você gostou do post :D Realmente não é bem “pequenina”, mas tamanho é relativo, né? Se compararmos com Paris, Lyon ou Recife, onde eu moro, ela é bem menor… :) Obrigada pelo comentário!

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