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Tudo sobre Foz do Iguaçu: dicas práticas e roteiro dia a dia

Paraná | 10/04/18 | Atualizado em 21/10/18 | 3 comentários

Em 2017 o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, bateu o recorde anual de visitação, com mais de 1,64 milhão de visitantes. Se você ainda não foi até lá, talvez esteja na hora de colocar o destino nos planos e ver ao vivo o que atraiu esse povo todo. ;)

Além do lado brasileiro do parque, sua viagem a Foz do Iguaçu pode incluir atrações com a parte argentina das cataratas (que, confesso, é minha preferida), a Usina de Itaipu, o Parque das Aves, o Templo Budista e outras atividades como fazer compras no Paraguai e curtir os restaurantes e a vida noturna. Quer se programar? Eu te ajudo:

Planejando uma viagem a Foz do Iguaçu

Quando ir

A resposta pra essa pergunta é fácil: quando você quiser e puder. Na época de chuvas (primavera e verão) a vazão de água das cataratas é maior, e o volume das águas impressiona. Em compensação, é bom se preparar pra encarar sol forte enquanto caminha pelas trilhas. Já na época mais seca (outono e inverno) algumas quedas d’água podem estar “secas”, mas dá pra visualizar um pouco melhor a água caindo sem a “nuvem” de água que se forma ao redor.

Assim como em qualquer destino popular, recomendaria evitar feriadões e férias escolares pra ter mais tranquilidade. Mas se não puder, tudo bem – a estrutura nas atrações é boa e se você chegar bem cedo consegue driblar um pouco as multidões. Fui entre o Natal e o Ano Novo e passei muito tempo na fila do parque brasileiro porque imprevistos me fizeram chegar tarde, mas em todos os outros lugares foi mais tranquilo.

cataratas do iguaçu no lado brasileiro

Quanto tempo ficar

Se você quer ver só as cataratas, dois dias inteiros já são suficientes pra dar conta do básico. Estando de carro, acordando cedo e dispensando os passeios extra nos parques das cataratas, dá até pra encaixar nesse curto período mais uma atração como o Templo Budista, o Parque das Aves ou Itaipu no dia em que for ao lado brasileiro das quedas d’água. Caso queira ir em outros lugares ou ir duas vezes no lado argentino pra fazer mais passeios (o ingresso do segundo dia tem 50% de desconto), separe mais dois ou três dias inteiros.

O que fazer

No primeiro dia, recomendo acordar cedo e ir no lado brasileiro das cataratas e fazer o Macuco Safari, passeio que passa por baixo da queda d’água. Se você sair cedo, ainda dá pra combinar o rolê com uma visita ao Parque das Aves, que fica bem pertinho e é bem mais interessante do que eu imaginava.

macuco safari

tucano no parque das aves em foz do iguaçu

No dia seguinte, prepare-se pra passar umas boas horas explorando o lado argentino das cataratas, onde é preciso andar mais (e onde os cenários me pareceram ainda mais impressionantes). Além dos passeios “básicos” (circuito inferior, circuito superior e garganta do diabo), você pode fazer outras atividades por lá, como o Aventura Náutica (que é basicamente o mesmo esquema do Macuco Safari, só que mais barato e aparentemente mais radical – mas no momento está suspenso), Grande Aventura, Passeio Ecológico e Safari de 4×4. Se for sua vibe, também dá pra passar no Ice Bar na volta pra Foz.

lado argentino das cataratas

No outro dia, você pode voltar lá no lado argentino pra fazer outros passeios ou então ir conhecer atrações como a Usina de Itaipu, onde é possível visita guiada em ônibus panorâmico, ir no polo astronômico, ver a iluminação noturna, entre outras opções que mencionei aqui.

usina de itaipu

No caminho pra lá vale a pena fazer uma parada pra conhecer o Templo Budista da cidade, que tem entrada gratuita e reúne umas estátuas bonitonas. E se quiser fazer compras, programe um dia pra ir até o Paraguai ou ao free shop argentino.

Se seu orçamento estiver folgado, aproveite pra fazer um passeio de helicóptero. Encontrei duas opções: um voo de 10 minutos sobre o Parque Nacional e Cataratas do Iguaçu e outro de 30 minutos sobre a Usina de Itaipu, Ponte da Amizade, Marco das Três Fronteiras, Ponte Tancredo Neves, Parque Nacional e Cataratas do Iguaçu. Falei mais sobre eles aqui.

Clicando nos links nos parágrafos anteriores você vai direto pra os posts que escrevi com muito mais detalhes sobre cada atração. :)

Onde se hospedar

Como viajei em família, fiquei hospedada no Vivaz Cataratas, que tem restaurante, bar, piscina e serviço de “animadores” e me pareceu uma boa escolha pra quem está com crianças. A diária num quarto duplo custa hoje em torno de R$ 220, o que achei bom pra estrutura do lugar. A localização também é boa: na Rodovia das Cataratas, perto do aeroporto, do lado brasileiro das cataratas e do Parque das Aves.

Na mesma Rodovia das Cataratas você encontra outras opções nesse estilo “resort”, como o Mabu Thermas, que tem estrutura mais sofisticada, sistema all-inclusive e piscinas aquecidas (R$ 1.200 pra duas diárias). Também ouvi falar bem do Wish (R$ 550), do Bourbon (R$ 471) e do Recanto Cataratas (R$ 415). Pra economizar mais, você pode optar pelo San Martin (R$ 260).

Caso tenha um orçamento folgado, pode aproveitar a experiência delícia de se hospedar dentro do Parque Nacional das Cataratas, no Belmond Hotel das Cataratas (R$ 1.200 pela diária em quarto duplo).

hotel das cataratas

Se quiser ficar no centrinho de Foz (boa opção pra quem está sem carro e quer sair pra comer ou curtir à noite), algumas recomendações são o Ibis Foz do Iguaçu (R$ 170), o Bogari (R$ 210) e o Nadai Confort Hotel e Spa (R$ 270). Outra opção é ficar no Tarobá (R$ 230), que fica perto do terminal de ônibus que leva ao parque das cataratas e a Itaipu.

Pra quem procura hostel, vale dar uma olhada no Tetris (R$ 135 pelo quarto duplo e de R$ 45 a R$ 60 no dormitório misto ou feminino), que é bem colorido e formado por contêineres, e no Che Lagarto (R$ 130 pelo quarto duplo e desde R$ 34 em quarto compartilhado ), que faz parte de uma rede internacional.

Também é possível se hospedar na Argentina, na pequena cidade de Puerto Iguazú, mas pelo que vi os preços lá são mais altos. Dá pra ir de ônibus de lá pra as cataratas, mas fica mais complicado ir até Itaipu ou ao Paraguai.

Alguns hotéis bem recomendados por lá são o Saint George (R$ 612), que fica pertinho do terminal de ônibus; o Mercure (R$ 970), que fica no meio da mata e segue o padrão da rede; o Iguazu Jungle Lodge (R$ 680), que fica num local tranquilo, mas próximo ao centro; e o NaMara (R$ 294), que tem estrutura simples, mas ótima pontuação no Booking.

Opções de hostels com boa reputação são o Tucan (R$ 300 pelo quarto duplo com banheiro compartilhado ou R$ 60 no dormitório coletivo), o Butterfly (R$ 200 no quarto duplo e R$ 75 no coletivo) e o Iguazu Falls (R$ 242 duplo e R$ 81 coletivo).

Os preços mencionados aqui se referem a uma noite de estadia para duas pessoas em junho de 2018 e foram buscados em abril, através do Booking.com. Clique nos links no nome de cada hotel e selecione as datas e número de pessoas que viajam com você pra conferir os valores atualizados.

Como se deslocar por lá

A melhor opção, na minha opinião, é alugar um carro. Se você estiver num grupo de até cinco pessoas e alguém topar dirigir, vai sair em conta e você vai ter a liberdade de ir e vir quando quiser. Foi isso que fiz com minha família, e foi ótimo: dá pra circular facilmente pela cidade usando o GPS e também é tranquilo ir até a Argentina.

Falando nisso, uma observação importante: pra ir ao lado argentino, lembre-se de emitir o seguro Carta Verde, que é obrigatório. A empresa onde alugamos o carro nos indicou um escritório que ficava na Av. Mercosul, 101. É uma casinha simples, com uma placa escrito “Carta verde” na frente. O documento é emitido na hora e tem validade de três dias.

Não fui ao Paraguai, mas pelo que pesquisei não é permitido entrar lá com carros alugados, então a opção é ir até a fronteira e atravessar a pé.

fronteira entre brasil e argentina

Se alugar carro não for uma opção pra você, não se preocupe: é facílimo encontrar agências que oferecem todos os passeios, pegando e “devolvendo” você no hotel. A vantagem é que não é preciso se preocupar com nada, só esperar eles passarem pra pegá-lo, e a desvantagem é ficar com o roteiro mais engessado.

Caso você queira independência, mas não queira ou possa dirigir, também dá pra andar de táxi (inclusive até o lado argentino). Você pode combinar com o motorista pra passar o dia com você ou ir pegá-lo em determinado horário, por exemplo. Só esteja preparado pra gastar mais.

E se você quiser economizar, tem a boa e velha opção do transporte público. Com um pouco de paciência, dá pra ir de ônibus até todas as atrações mencionadas acima, incluindo o lado argentino das cataratas e Ciudad del Este, no Paraguai. Se informe na sua hospedagem sobre as melhores rotas e preços das passagens.

O que levar

  • Pra cruzar a fronteira pra Argentina é obrigatório ter em mãos identidade em bom estado com foto em que seja possível reconhecê-lo, ou então o passaporte.
  • Se no seu grupo houver menores de idade e um dos pais ou ambos não estiverem presentes, lembre-se de levar a autorização pra viagem internacional pra ir pra Argentina (mais informações aqui).
  • Pra os Parques das Cataratas, sugiro usar roupas leves, sapatos confortáveis, protetor solar e repelente.
  • Outros itens úteis são capas de chuva e protetor pra celular à prova d’água, mas também são vendidos na entrada do parque brasileiro.
  • Se for no Macuco Safari ou Aventura Náutica, leve roupas que sequem rápido, roupas de banho pra vestir por baixo, câmera à prova d’água (se tiver uma, tipo GoPro com a capinha) e toalha.

Você conhece Foz do Iguaçu e arredores? O que recomenda pra quem tá planejando uma viagem pra lá? Conta aí nos comentários!

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3 Comentários

  1. Tatiana

    Estive em Foz também e conheci um super motorista que me deu muitas dicas, me levou pra muitos lugares e tinha um preço bem legal. O carro dele é bem espaçoso e ele é super divertido. Marcos Bicalho – excelente motorista e preço muito bom. Carro sedan e super confiável – (45) 99124-3045

  2. Aline Dias Batista

    OLÁ TUDO BEM, MEU FILHO VAI COMPLETAR DOIS ANINHOS EM DEZEMBRO ESTAMOS PENSANDO EM FAZER ESSA VIAGEM. O QUE VOCÊS RECOMENDAM? ESTOU NA DUVIDA SE É UMA BOA VIAGEM PARA FAZER COM CRIANÇA NESSA IDADE.

    • Oi, Aline! Vi muita gente com crianças pequenas por lá. O problema de dezembro é que faz bastante calor, então talvez seja um pouco incômodo pra ele…

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