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Viagem para a Amazônia: minha vivência numa comunidade indígena

Amazonas | 08/07/19 | Atualizado em 15/07/19 | Deixe um comentário

Tão parecido e tão diferente. Não sei bem o que esperava encontrar na minha viagem para a Amazônia e não sei se já terminei de processar o que vivi por lá, mas sei que todo mundo deveria ir conhecer esse Brasil.

Por um lado, a comunidade indígena onde me hospedei não tem o “exotismo” que preveem os estereótipos, com um modo de vida que é muito parecido com o de outras regiões rurais. Por outro lado, senti como se estivesse em um mundo que foi escondido de mim, com sabores e costumes que não chegam facilmente a outras partes do país.

Encontrei línguas das quais nunca ouvi falar, formas de preparar e consumir a mandioca que nunca imaginei, frutas que não conhecia, plantas medicinais multiuso e uma relação com a mata e o rio que tem um quê de magia. E que, mais do que nunca, clama por preservação.

Neste post, vou contar sobre minha experiência de três dias e meio numa comunidade indígena ribeirinha perto de Manaus. Vem viajar comigo?

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trilha pela floresta na amazônia

Minha viagem para a Amazônia

Fazia muito tempo que eu sonhava em conhecer a Amazônia brasileira, mas pensava que uma viagem até o coração do Brasil seria caríssima. Achava que as passagens aéreas custariam um rim e que os roteiros seriam todos pensados pra gringos. Felizmente, descobri que não é bem assim.

Encontrei, sem nenhuma promoção especial, passagens de ida e volta entre Recife e Manaus por R$ 600. O que não é bem uma pechincha, claro, mas me parece um preço razoável considerando a distância e a baixa procura por essa rota.

Depois descobri que existem muitas agências que operam passeios de alguns dias na floresta além do esquema “hotel de selva luxuoso” que já conhecia. Existem opções interessantes com saída tanto de Manaus quanto de outras cidades do Amazonas, como Tefé, e também de outros estados, como o Pará.

Alguns desses pacotes são surpreendentemente baratos, inclusive. Mas isso porque promovem um turismo de massa, de larga escala, que não era bem o que eu procurava pra essa experiência.

Além disso, a maioria das agências incentiva atrações que envolvem interação com animais, o que é um problema sério na região amazônica, como observa esse relatório da ONG Proteção Animal Mundial. E que também era algo que eu queria evitar.

Felizmente, enquanto planejava a viagem encontrei por acaso a Braziliando. Essa pequena empresa promove experiências de turismo de base comunitária em comunidades nos arredores de Manaus. São “pacotes turísticos” diferentes do que é oferecido pelas agências convencionais.

passeio de canoa

Os roteiros são desenvolvidos conjuntamente com os moradores dessas comunidades, de acordo com suas necessidades, e levando muito a sério a preservação ambiental.

Assim, além de contribuir com um projeto com impacto social positivo, o viajante tem a chance de vivenciar a Amazônia de uma forma mais conectada com a realidade local. Enquanto outros roteiros incluem uma parada de algumas horas numa comunidade ribeirinha, você vai ter a chance de realmente viver esse dia a dia.

A Braziliando trabalha com diferentes comunidades ribeirinhas. A escolhida pra minha experiência foi a de Nova Esperança, na região do Baixo Rio Negro. Ela fica localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, no Rio Cuieiras.

Nessa minha primeira viagem para a Amazônia (de muitas, espero!) viajei junto com um amigo indiano que tava de passagem pelo Brasil. E, apesar de o pessoal na comunidade não falar inglês, foi uma experiência bem legal pra ele também.

viagem para a amazônia

Passamos três dias inteiros lá (mais um dia pra ida e uma noite inteira pra volta), na casa dos anfitriões Juliana e Walmir. Depois, ficamos alguns dias na capital do Amazonas, que também ganhou nossos corações e vai ganhar posts aqui no blog em breve. :)

Quer saber tudo sobre essa viagem para a Amazônia? Neste post, vou falar sobre:

O percurso de barco de Manaus até a comunidade
A comunidade de Nova Esperança
Nossos anfitriões e nossa hospedagem
As atividades que fizemos dia a dia
O percurso de volta pra Manaus
O que levar na mala pra essa viagem
Como viver essa experiência na Amazônia

O percurso de Manaus até a comunidade

Pra chegar em Nova Esperança é preciso navegar pelo Rio Negro e, depois, pelo Cuieiras. Saindo de Manaus num barco de recreio, meio de transporte usado normalmente pela população, são cerca de 7 horas de viagem.

É possível fretar uma lancha privada pra fazer o trajeto de Manaus até Nova Esperança em duas ou três horas, mas custa em torno de R$ 600 por trecho pra um passageiro e R$ 1 mil pra grupo de 2 a 5 pessoas.

Esse valor tava totalmente fora do nosso orçamento, então fizemos o trajeto de barco recreio, que tem saídas regulares do porto em frente à Feira Manaus Moderna, no Centro da cidade. Cada trecho custa hoje R$ 35 por pessoa, pagos na hora de descer da embarcação.

Confesso que fiquei apreensiva ao pensar nas sete horas de viagem de barco, porque tinha ouvido falar que essas embarcações às vezes vão superlotadas e que já aconteceram acidentes na região. E além de pensar na segurança, imaginei que podia ser desconfortável, cansativo ou tedioso.

Mas me preocupei à toa, porque o percurso acabou sendo uma das minhas partes preferidas dessa experiência.

barco de recreio

Na manhã da nossa partida de Manaus, uma hora antes do barco sair, o anfitrião Walmir foi nos encontrar no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que fica junto da Feira Manaus Moderna. Depois de comprarmos umas comidinhas pra viagem, fomos com ele até o barco, a uns 10 minutos dali.

Ele já tinha amarrado nossas redes no primeiro andar. Ainda bem, porque não tem ganchos e eu não saberia dar aqueles nós “de marinheiro” que a galera aparentemente nasce sabendo, haha.

viagem para a amazônia

Colocamos as mochilas no chão, embaixo da rede, e vi que havia alguns coletes salva-vidas na parte de cima. Mandei uma foto pra minha mãe, que tinha me perguntado sobre isso.

“Será que tem pra todo mundo?”, ela questionou. “Não sei, mas não vamos precisar!”, respondi, já despreocupada, antes de avisar que íamos partir e em breve ficaria sem internet.

O barco não tava cheio e o clima era de total tranquilidade. Fomos observando as comunidades ribeirinhas, com algumas casas isoladas pelo caminho. De vez em quando, barcos pequenos se aproximavam do nosso, enquanto reduzíamos a velocidade, pra que passageiros chegassem ou partissem.

barco de recreio

O dia tava friozinho e nublado, a brisa uma delícia, e eu não sentia vontade de fazer nada além de preguiçar na rede. Passei um bom tempo só olhando as famílias dormindo abraçadas em redes e as largas margens do rio, que de tão tranquilo nem fazia o barco balançar (felizmente pra mim, que enjoo fácil).

pôr do sol visto do barco

O primeiro andar, onde ficamos, me pareceu mais agradável, porque embaixo tinha o agito, cheiros e barulhos da mini cozinha do barco. Além da pseudocozinha, no térreo tinha também um banheiro masculino e um feminino (sem papel, mas com sabão).

No nosso barco eles vendiam almoço (PF), hambúrguer, cerveja, refrigerante e salgadinhos. Mas me disseram que nem sempre tem comida disponível, então vale a pena fazer como a gente e comprar umas frutas e castanhas no mercado antes de embarcar.

barco de recreio de manaus a nova esperança

A maior parte do percurso foi pelo Rio Negro, até que adentramos o Rio Cuieiras. Passamos por outras comunidades e, enquanto os últimos raios de sol se deitavam sobre as crianças brincando no rio, aportamos no nosso destino.

“Bem-vindos à nossa com”, dizia uma placa bonita, mas quebrada, na entrada de Nova Esperança. Que boas-vindas, viu? Já nos encantamos desde o início!

comunidade de nova esperança

A comunidade indígena de Nova Esperança

Nova Esperança foi fundada por indígenas da etnia Baré. Hoje, vivem lá cerca de 40 famílias, sendo que grande parte tem alguma relação de parentesco entre si. A maioria vive do roçado ou da venda de artesanato.

A tradição do artesanato, como você deve imaginar, é passada de pais pra filhos. Juliana, nossa anfitriã, aprendeu com a mãe a fazer pulseiras, colares, brincos e outros objetos a partir de sementes, palha e penas. Walmir, seu marido, ensinou o filho a trabalhar com madeira.

artesanato indígena em nova esperança

Os produtos são vendidos pra turistas que param lá em barcos pra conhecer o lugar rapidamente, ou pra revendedores em Manaus e outras partes do Brasil.

Não tem sinal de celular na comunidade, nem fornecimento de energia elétrica. As casas têm geradores, mas eles só são ligados algumas horas por dia, já que custa caro abastecê-los com combustível. Muitos moradores têm wi-fi, mas só podem usar nesses intervalos em que conectam a energia.

comunidade de nova esperança

Apesar de falarem português, eles tentam manter vivo o Nheengatu, idioma dos Baré. Essa língua é como uma versão moderna do Tupi, que foi espalhada pelos jesuítas e se tornou o idioma mais falado na Amazônia durante uns 200 anos. Na escolinha da comunidade, as crianças têm aulas de Nheengatu. Eles nos ensinaram algumas palavras, mas já esqueci tudo, haha.

escola na comunidade de nova esperança

Nossos anfitriões e a hospedagem

Walmir e Juliana, que foram nossos anfitriões, têm um quarto de hóspedes e usam o dinheiro do turismo como complemento de renda. Eles já hospedaram dezenas de pessoas de várias partes do Brasil e do mundo e são bem atenciosos.

nosso anfitrião walmir

nossa anfitriã juliana

Sempre perguntavam se precisávamos de alguma coisa e se queríamos comer mais (a resposta, confesso, muitas vezes era “sim” :P). Nos deixaram bem à vontade e foram bem pontuais com a programação de “atividades de descoberta” previstas no roteiro.

A casa é simples, como tudo por lá, mas bem ajeitadinha. O quarto de hóspedes tem uma cama de casal, rede, mesa e banheiro com chuveiro (frio), privada e pia. Tem uma tomada no quarto, onde pudemos recarregar nossos celulares e câmeras – mas, como já falei, a energia elétrica é limitada.

quarto de hóspedes

Eles têm quatro filhos: Kalison tem uns 17 anos, Samara uns 14, Maria Clara tem 3 e Maria Júlia uns 7 meses. Todos muito fofos, mas caí de amores pela espertíssima e independente Maria Clara. Um amor!

As refeições tavam todas incluídas no pacote da Braziliando. A comida era caseira, gostosa e bem servida. Comemos algumas delicinhas típicas, como bolo de macaxeira, bolinhos de tapioca, flocos de tapioca misturados no café com leite, tucumã, peixes pescados ali mesmo e sucos de frutas do quintal.

viagem para a amazônia

comida na amazônia

comida na amazônia

A variedade de frutas e legumes é meio limitada, porque o solo não é bom pra plantar muita coisa e eles não vão pra Manaus com tanta frequência, nem têm como armazenar perecíveis por muito tempo. Mas ficamos sempre satisfeitos!

Nosso dia a dia em Nova Esperança

Dia 1: trilha pela floresta e caminhada pela comunidade

Quando fechamos a viagem pela Braziliando, recebemos um roteiro com a programação dia a dia. As atividades podem mudar se as condições climáticas não ajudarem, mas demos sorte e tudo saiu como planejado.

No primeiro dia, saímos umas 9h30 com o mateiro Cristiano e fomos de barco, em um percurso bem bonito de uns 10 minutos, até o início da trilha pela selva. Esse trecho da ida e volta foi minha parte preferida do rolê, especialmente porque estivemos por lá no período de cheia e a paisagem tava linda.

Cristiano disse que na seca o caminho é bem diferente; pudemos imaginar a mudança de cenário ao ver uma placa completamente submersa pela água, que em outras épocas do ano fica aparecendo.

Não achei a trilha muito excepcional, mas foi bem gostoso andar pela mata fechada e ver vários elementos importantes pra quem vive junto da floresta. Muitas plantas com usos medicinais, outras usadas pra fazer cobertura pra casas ou pra roupas típicas e até uma que serve como repelente natural.

trilha pela floresta na amazônia

Pensei que íamos ser devorados por mosquitos e até comprei roupas claras pra evitar isso, além de me encher de repelente. Felizmente, não levei nenhuma picada (nem na trilha, nem no resto dos dias na comunidade). O suor, por outro lado, não foi fichinha: que umidade!

Como saímos já meio tarde, não vimos nenhum animal. Mas se você for fazer a trilha até umas 7h da manhã, pode conseguir ver macaquinhos e outros bichos que depois se escondem.

trilha pela floresta na amazônia

Voltamos pra casa de Walmir e Juliana umas 13h e depois do almoço Walmir nos levou pra caminhar pela comunidade. Nos mostrou a biblioteca, a escola e outros espaços coletivos e respondeu às mil perguntas que fiz sobre Nova Esperança.

Conhecemos os campinhos de futebol dos homens e das mulheres, um espaço pra eventos e um pra reuniões, uma igreja católica e uma presbiteriana, uma biblioteca e um postinho de saúde.

igreja na comunidade de nova esperança

comunidade de nova esperança

biblioteca na comunidade de nova esperança

Também visitamos a escola, que foi reformada recentemente depois de muitos atrasos por desvio de verbas. Só algumas das salas estão funcionando, porque faltam materiais. Felizmente há espaço suficiente pra os poucos alunos (cerca de 70) e a estrutura é bem melhor hoje, já que antes eles precisavam dar aulas em espaços improvisados.

Dia 2: farinhada, banho de rio e canoagem pela floresta alagada

O segundo dia começou com farinhada! Por mais que as comunidades ribeirinhas da Amazônia tenham suas particularidades, a maioria delas tem algo em comum: a mandioca. E o processo de fazer farinha, de forma artesanal e cuidadosa, é bem interessante.

A mãe de Walmir, Arlete, nos recebeu junto com o marido pra bater um papo e explicar como funciona. Já aposentados, eles continuam trabalhando no roçado e gostam de fazer a própria farinha em vez de compra-la pronta. Por isso, acordam cedo pra pegar a mandioca na roça, lavar, tirar a casca, triturar, prensar, peneirar, assar… Um trabalhão!

Dona Arlete é um amor e conversar com ela foi outra das minhas partes preferidas dessa vivência na Amazônia. Eles nunca viram o mar, não gostam da cidade (Arlete já morou em Manaus) e são cheios de orgulho da sua cultura. Além de super pacientes pra jogar conversa fora e me aguentar quase queimando a farinha deles (ops!).

farinhada

farinhada

farinhada

farinhada

Depois da visita à casa de farinha, voltamos pra casa e almoçamos peixes típicos da região. Eles tavam uma delícia e foram pescados na mesma manhã por Cristiano, que nos guiou na trilha no dia anterior, e preparados por Walmir.

Pós-almoço descansamos na rede e nos juntamos às crianças da comunidade pra nadar no rio. A água tava bem gostosa – fria, mas não muito. ;)

Às 16h, encontramos José, filho do cacique, pra andar de canoa pela floresta inundada (igarapés e igapós). Não conheço a Amazônia na época de seca, quando se formam praias de rio que devem ser bem legais, mas AMEI a cheia. O rio vira um espelho, e ver os troncos imensos das árvores cobertos de água é surreal. Esse passeio foi emocionante!

passeio de canoa pela floresta alagada

Navegamos pelas “trilhas aquáticas” entre as plantas, devagarinho, admirando os vários tons de verde da mata e o silêncio que só era entrecortado pelo remo entrando na água e os passarinhos cantando.

passeio por igarapés e igapós

Na volta, fomos ver o pôr de sol deslumbrante à beira do rio. Como sempre, as crianças brincavam por lá, naquela alegria de quem não cresce entre quatro paredes.

crianças tomando banho de rio

barco no rio cuieiras

Dia 3: manhã livre, oficina de artesanato e retorno a Manaus

O terceiro dia da nossa viagem para a Amazônia foi meio preguiçoso. Tivemos a manhã livre, e enquanto meu amigo saiu pra fotografar, eu fiquei trabalhando e curtindo os sons da comunidade: o balanço da rede, as cigarras e sabiás e, às vezes, um gerador ligado ao fundo.

Depois do almoço, tomei um banho de rio pra me despedir e fomos conhecer o trabalho de artesanato do pessoal de Nova Esperança.

Eles fazem muita coisa bonita com sementes e madeira. Comprei um chaveiro em formato de boto super fofo, feito pelo filho de Walmir. E achei legal que em cada produto tem uma etiqueta falando um pouco sobre Nova Esperança e dizendo o nome do artesão responsável pela peça.

artesanato indígena em nova esperança

artesanato indígena em nova esperança

Ao entardecer, sentamos com Juliana pra oficina de artesanato. Ela mostrou alguns dos colares e pulseiras que costuma fazer e perguntou o que queríamos aprender. Escolhi um modelo de pulseira mais fácil, obviamente, já que tenho habilidade manual perto de zero.

Demorei um pouco pra aprender os movimentos certos pra trançar a palhinha nas sementes (colhidas atrás da casa e furadinhas por ela), mas depois que peguei o jeito queria fazer várias! Acabei sendo a primeira a terminar. Graças à paciência de Julian, trouxe pra casa dois souvenirs feitos por mim. ;)

oficina de artesanato na Amazônia

A volta de barco pra Manaus

Eu já desconfiava, e acertei: a volta pra Manaus, à noite, foi ainda mais especial que a ida. Chegamos no barco correndo, já que ele ia sair 40 minutos antes do previsto (19h). Mas a afobação se aquietou rapidinho quando paramos pra olhar os raios cortarem as nuvens. Cada descarga elétrica era um “woooow” e a gente ali, bestinha, feito criança.

Cruzamos a noite por quase 12h admirando as estrelas e a escuridão. A volta foi mais demorada que a ida porque passamos algumas horas atracados em frente a uma comunidade perto de Manaus, mas tava tão gostoso que nem me importei.

a volta de barco noturno para manaus

viagem para a amazônia

Vozes baixas no silêncio do barco, cervejas baratas e calma. E como se não pudesse melhorar, chegamos de volta à cidade junto com o amanhecer, que veio colorindo o porto em rosa e laranja. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Venci a preguiça pra levantar da rede às 5h da manhã e observar os barquinhos descarregando montes de couve e bananas gigantes. O barco continuaria atracado; tinha gente esperando a hora de ir pra um consultório médico ou resolver burocracias.

Voltei pra rede e deixei que ela me aninhasse mais um pouquinho. Já estávamos de volta, mas queria que essa experiência permanecesse em mim.

a chegada no porto de manaus

a chegada no porto de manaus

O que levar na mochila

Itens de higiene
Camisas confortáveis (dry-fit é uma boa)
Calça comprida pra trilha
Tênis confortáveis (não precisa ser bota de trilha)
Meia de cano alto pra usar por cima da calça na trilha
Roupa de banho
Chinelo
Capa de chuva
Óculos escuros
Protetor solar
Repelente
Lanterna
Saco plástico pra roupa suja
Mochilinha pra atividades diárias
Remédios que costuma tomar
Câmera e carregadores
Saco impermeável pra equipamentos
Dinheiro trocado pra comprar artesanato
Manta ou saco de dormir pra o barco e pra noite
Pijama (incluindo de frio)
Travesseiro pra rede (levei o de avião)

Recomendo levar mochila em vez de mala, se possível, pra facilitar a entrada e saída no barco e a caminhada pelo porto e pela comunidade. Também é bom não levar muito peso.

Se tiver levado muita bagagem pra Manaus, sugiro pedir à sua hospedagem pra guardar o que você não for usar durante os dias na “selva”. O Local Hostel, onde fiquei, já tá mais do que acostumado a armazenar as mochilas do pessoal durante uns dias.

barco na chegada em nova esperança

Como fazer essa viagem para a Amazônia

Quer saber mais sobre as vivências oferecidas pela Braziliando? Entre em contato com eles pelo site ou pelo e-mail discover@braziliando.com. Ah, e até dia 30/09/2019 você ganha 10% de desconto usando o cupom janelasabertas.

Tive o prazer de conhecer uma das sócias, Tereza, num evento em São Paulo. Tanto pessoalmente quanto pela internet, ela e a filha Ana foram muito atenciosas. Depois que confirmamos a ida, elas enviaram um material com informações práticas sobre a viagem e uma apresentação sobre a questão indígena no Brasil.

O trabalho que elas têm feito pra ajudar a desenvolver o turismo de base comunitária na Amazônia, com impactos sociais e ambientais positivos, é muito legal. Recomendo conferir as opções deles pra sua viagem para a Amazônia!

A blogueira recebeu um desconto para realização da vivência com a Braziliando em troca de divulgação. As opiniões expressas aqui são pessoais. O Janelas Abertas preza pela transparência e sempre sinaliza eventuais patrocínios ou parcerias. Saiba mais sobre as políticas do blog.

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