Aprendizado e trabalho

Jornalismo independente: 10 sites para se informar sobre o Brasil e o mundo

Aprendizado e trabalho | 01/11/18 | Atualizado em 10/12/20 | 40 comentários

Viajar é uma ótima forma de tentar entender o mundo, mas tá longe de ser a única e jamais será suficiente. Afinal, obviamente é impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ouvir toda a pluralidade de vozes que compõe nosso planeta e mergulhar a fundo nas questões mais complexas da sociedade. Entre outras coisas, é importante recorrer ao bom e velho jornalismo, essa profissão que inventei de seguir. E especialmente, diria, ao jornalismo independente.

Não é que eu queira desmerecer a importância de veículos de comunicação tradicionais, que ainda reúnem muitos bons profissionais. Mas não se pode negar que muito frequentemente o interesse público da informação é passado pra trás a favor da mercantilização da informação.

Noam Chomsky e outros homens e mulheres sabidos já alertam há muito tempo: a concentração da propriedade dos meios de comunicação, a publicidade como principal fonte de renda e a dependência das informações fornecidas pelo governo, empresas e os mesmos “experts” de sempre provocam uma falsa representação da realidade.

Às vezes, essas distorções não são intencionais. Mas em muitas outras vezes, respondem diretamente a interesses políticos e econômicos. “Ah, é assim mesmo. Temos que nos conformar, o jornalismo morreu”, argumentam alguns. “Nananinanão”,  respondem outros (como eu). Ainda existe bastante jornalismo de verdade por aí, cheio de saúde.

fake news e jornalismo independente

Sim, é difícil sobreviver à margem do mercado tradicional de comunicação (e inclusive dentro dele), no Brasil e no resto do mundo. O jornalismo “alternativo” e a dificuldade de monetizá-lo foi, inclusive, o tema da minha dissertação de mestrado na Espanha.

Mas a boa notícia é que, ao contrário de muitas coisas nessa vida, a solução desse problema tá a nosso alcance: todos nós, juntos, podemos ajudar o jornalismo independente a ter vida longa.

Um primeiro passo é conhecer alguns dos melhores jornais independentes que existem hoje Brasil afora e são, cada um com suas particularidades, comprometidos com a defesa dos direitos humanos. O segundo é assinar suas newsletters, dar audiência aos sites e compartilhar seu conteúdo. E o terceiro é fazer uma doação ou assinatura dos seus preferidos.

Sim, assinatura. Acostumados que estamos com a avalanche de informações gratuitas pela internet, pagar por conteúdo parece uma afronta, né? Mas é pagando que, de grão em grão, a gente consegue evitar o controle da informação por gente com muito mais dinheiro e poder que eu e (suponho que) você.

Não posso te obrigar a seguir os passos dois e três dessa minha receitinha médica pela sobrevivência do jornalismo independente, mas posso facilitar o primeiro. Acompanho alguns veículos bem legais há tempos e conheci outros quando pesquisava pra esse post. Como resultado, juntei aqui uma lista de sites que vale a pena conferir.

O que considero jornalismo independente?

Mas antes de prosseguir com a lista, uma ressalva: estou falando aqui de independência em relação a poderes econômicos e os interesses que concentram a propriedade dos maiores meios de comunicação brasileiros, tá? Não estou falando de “imparcialidade”. Até porque, no que diz respeito a jornalismo, como bem aprendi na faculdade e vivenciei ao trabalhar em redações, geralmente se considera que esse conceito é um mito. 

A comunicação é uma atividade humana e, como tal, não pode existir de forma neutra. Tudo que for retratado por palavras ou imagens vai passar por um viés subjetivo, mesmo que sem intenção. Todo jornalista fala a partir de uma visão de mundo, seja sua ou do meio de comunicação pra o qual trabalha (não se enganem: donos de jornais interferem nas pautas escolhidas e textos produzidos com muita frequência).

E, considerando que sempre existe um posicionamento, escolho dar espaço a veículos que se posicionam do lado dos direitos humanos e buscam dar voz às minorias sociais, que costumam ser silenciadas pelo mainstream.

10 iniciativas de jornalismo independente

Agência Pública

Provavelmente o maior ícone do jornalismo independente no Brasil, a Pública é uma agência de jornalismo investigativo fundada em 2011 por repórteres mulheres.  As reportagens da agência costumam ser bem aprofundadas e têm como princípio fundamental a defesa dos direitos humanos e são republicadas em centenas de veículos de comunicação sob a licença Creative Commons.

Eles também atuam fomentando o jornalismo independente através de mentorias, bolsas pra realização de reportagens, eventos e apoio a projetos inovadores.

Fontes de receitas: doações de fundações privadas nacionais e internacionais, patrocínio a projetos e eventos, editais, crowdfunding e financiamento dos leitores.

jornalismo independente da agência pública

Nexo Jornal

Lançado em 2015, o Nexo é um jornal digital que se destaca pelo esforço pra abordar assuntos de interesse geral de forma mais aprofundada e clara. Eles têm ótimos materiais interativos, infográfios e podcasts – rolam até quizzes pra saber se você tá por dentro das notícias da semana. Gosto de como eles costumam ser concisos sem ser superficiais, e a newsletter deles é uma das minhas preferidas.

Fonte de receitas: assinaturas mensais, que custam R$ 12. O jornal dá acesso a 5 conteúdos livres por mês e não tem anúncios.

Ponte

Fundado com apoio da Agência Pública, o Ponte é um jornal independente focado em Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos. A proposta do veículo é dar voz a pessoas que são excluídas do sistema. Os assuntos incluem violência policial, racismo e questões de gênero. A equipe já produziu materiais especiais sobre transsexuais, a Palestina e assédios na PM.

Fontes de receitas: não encontrei essa informação explícita no site, mas aparentemente o financiamento é coletivo. É possível fazer uma contribuição mensal de a partir de R$ 5.

AzMina

Além de uma revista online feminista, a AzMina é uma instituição sem fins lucrativos que usa a informação pra combater a violência contra a mulher. A equipe promove campanhas de conscientização nas redes sociais e produz jornalismo investigativo com enfoque no empoderamento feminino.

Os assuntos abordados no site incluem temas como saúde e sexo, política, maternidade, meio ambiente, violência contra a mulher, esporte, cultura e beleza. Elas já fizeram umas séries de reportagens investigativas bem interessantes, abordando temas como a exploração sexual nas rodovias de Minas Gerais, a criminalização da prostituição e casamentos infantis entre ciganos.

Fontes de receitas: doações de fundações privadas nacionais e internacionais, crowdfundings e financiamento dos leitores, patrocínio a projetos ou eventos e editais.

jornalismo independente do azmina

Leia também:

7 ótimas newsletters pra se informar ou se inspirar

Amazônia Real

Sediada em Manaus, a agência de jornalismo independente Amazônia Real tem como foco produzir reportagens sobre questões da Amazônia. O site costuma ser atualizado uma vez por semana e os temas abordados incluem meio ambiente, povos indígenas, questão agrária, economia, política e cultura.

Acho o portal muito interessante porque raramente vejo essas questões presentes na grande mídia e infelizmente me sinto muito distanciada da realidade dos povos indígenas brasileiros.

Fontes de receitas: apoios da Fundação Ford e da Aliança pelo Clima e Uso da Terra, além de doações de pessoas físicas.

Marco Zero Conteúdo

O Marco Zero Conteúdo é um coletivo de jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público. Com sede no Recife, o site foca em três vertentes principais: semiárido nordestino, urbanismo e relações de poder. A equipe é formada por uma galera com longos anos de atuação em veículos tradicionais e dá bastante voz a movimentos sociais.

Durante as eleições de 2018, o site fez uma cobertura especial das candidaturas femininas em Pernambuco, através do projeto Adalgisas, e fez uma parceria com a iniciativa Truco, da Agência Pública, pra checar o que foi dito em sabatinas, entrevistas e redes sociais.

Fontes de receitas: parcerias com fundações e organismos internacionais, prestação de serviços editoriais, realização de cursos e palestras e assinaturas ou doações de leitores. Não recebem patrocínio de empresas ou governos.

jornalismo independente do marco zero conteúdo

Agência Lupa

Criada em 2015, a Agência Lupa foi a primeira agência de notícias do Brasil especializada em fact-checking, ou seja,
em acompanhar o noticiário diário pra corrigir informações imprecisas e divulgar dados corretos. A Lupa já produziu checagens em formato de texto, áudio e vídeo, e seu material é veiculado no próprio site da agência e também em veículos de comunicação (independentes ou não).

Apesar de garantir que tem total independência editorial, a Lupa está hoje incubada no site da revista piauí, no modelo de startup.

Fontes de receitas: eles vendem reportagens para publicação em outros meios de comunicação, no mesmo modelo de outras agências de notícias. Além disso, contam com apoio financeiro da Editora Alvinegra, que publica a revista piauí. Outra fonte de receitas é o LupaEducação, que oferece palestras e workshops sobre fact-checking

Alma Preta

A Alma Preta é uma agência de jornalismo especializada na temática racial do Brasil. As principais seções do site são Realidade, que traz a discussão do racismo na política, economia, cultura e esporte; Da Ponte Pra Cá, que aborda a visão da periferia em aspectos como encarceramento em massa e genocídio da população negra; Mama África, com notícias do continente africano; e O Quilombo, onde são publicados artigos opinativos.

Fontes de receitas: eles têm planos de assinatura, aceitam anúncios e oferecem serviços de assessoria de imprensa, design e programação.

jornalismo independente da alma preta

Opera Mundi

A missão do Opera Mundi, criado em 2008, é “traduzir os acontecimentos globais sem perder de vista a perspectiva brasileira e latino-americana sobre os fatos”. Eles publicam notícias diariamente e também produzem materiais multimídia e reportagens aprofundadas sobre temas em mais evidência. Eles são parceiros do Uol e veiculam publicidade, mas se consideram um veículo independente e progressista.

Fontes de receitas: publicidade e assinaturas de leitores.

Brasil de Fato

O Brasil de Fato foi lançado em 2003 e tem uma pegada bem esquerdista, tendo sido criado por movimentos populares. Além do site de notícias com cobertura nacional, eles têm uma radioagência e versões regionais (inclusive impressas) no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná e em Pernambuco.

As principais seções são opinião, política, direitos humanos, cultura, geral e internacional. Além dos especiais, que já incluíram reportagens sobre o cangaço, os 130 anos da Lei Áurea e os conflitos agrários no Pará.

Fontes de receitas: anúncios de sindicatos e ONGs.

Essa lista não tem a pretensão de ser exaustiva. Pra ver muito mais exemplos de projetos de jornalismo independente no Brasil, confira esse ótimo levantamento da Agência Pública.

Ah, e lembrando também que a ideia de uma prática jornalística “neutra” ou “isenta” é mito. A “independência” a que me refiro nesse texto tem a ver com graus maiores ou menores de liberdade em relação aos poderes políticos e econômicos que controlam a grande mídia.

E você, quais outros exemplos de jornalismo independente costuma ler e recomenda?

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40 Comentários

  1. Guilherme Venancio

    Tem um site bem legal de jornalismo independe também. A sede do portal fica no estado de Santa Catarina, o polo do conservadorismo brasileiro. O nome do site é Portal da Resistência (https://portaldaresistencia.org)

  2. Silvannir Jaques

    Oiiee Luísa, tudo bem?! Adorei seu post. Estou estudando sobre Jornalismo Independente e aqui encontrei ótimas fontes! Parabéns!

  3. Israel Alves de Lima neto

    Oi boa tarde, estou querendo fazer uma denuncia sobre o direito humanos, fato que aconteceu comigo.
    Vc poderia me ajudar.

    • Oi, George! Não conhecia a revista, e tenho certeza que há muito mais sites interessantes que também ficaram de fora da lista. Obrigada pela contribuição! :)

  4. Roberto Cardozo

    Tentei encontrar informações isentas mas todos os citados têm tendência esquerdista. Está realmente difícil obter informações não tendenciosas, seja pra que lado for.

    • Oi, Roberto! Sou jornalista e aprendi que a ideia de “objetividade” não existe, porque quem faz uma reportagem sempre parte de um viés de acordo com sua própria visão de mundo ou aquela do veículo de comunicação em questão. O que não impede, é claro, de que se observe o princípio de apresentar os pontos de vista dos dois ou mais lados envolvidos na questão. Como falei no post, a ideia de uma prática jornalística “neutra” ou “isenta” é mito. A “independência” a que me refiro nesse texto tem a ver com graus maiores ou menores de liberdade em relação aos poderes políticos e econômicos que controlam a grande mídia. As informações SEMPRE foram “tendenciosas”, só que muitas vezes essas tendências são escondidas. No caso dos meios de comunicação convencionais, existe uma relação de dependência de grandes anunciantes (sem falar na quantidade de jornais e grupos de comunicação que pertencem a políticos e líderes religiosos). Nos sites que indiquei, as fontes de ingressos estão discriminadas. E sim, indico essas páginas porque sou uma pessoa de esquerda e acredito numa forma de ver o mundo que coloca os direitos humanos e a dignidade das pessoas em primeiro lugar. :) Um abraço!

  5. Levi

    Entao esta explicado, realmente no Brasil nao temos uma classe jornalistica isenta, e claro e evidente que 90% ou mais dos veiculos de imprensa, tendem a esquerda, acredito que seria o minim o um jornalista, por mais que tenha sua orientação, tratasse do assunto de maneira neutra, mas o contrario, vemos um ataque gratuito as ideas de direita, que as vezes chega a ser sujo. Meu conselho, mude de canal e ignore estes, pois nao vivem pela verdade, vivem pela causa.

  6. Jeferson

    Olá Luisa. Tudo bem?
    Estou em busca de novos sites de noticias que, de fato, noticiem sem um viés político, tanto liberal quanto conservador. Por sugestão do Google cheguei a este site, tendo como busca “jornalismo imparcial”. Neste, O título “Jornalismo independente: 10 sites para ajudar a entender o Brasil e o mundo” não condiz com o conteúdo, uma vez que alguns (não acessei todos) são dependentes e parciais. Como entender um País mostrando apenas um dos lados da moeda? Gostaria de encontrar algum site que transmita informação de forma ética e imparcial, deixando que o leitor faça o seu julgamento, mas como você disse em resposta acima: “As informações SEMPRE foram “tendenciosas””.
    Um abraço. :)

    • Oi, Jeferson! Como expliquei no post e em outros comentários, o critério que usei para escolher os veículos listados aqui (de acordo com pesquisadores que estudei no meu mestrado, que tratou de veículos de comunicação alternativos espanhóis que tinham como foco cumprir o papel social do jornalismo) foi a independência em relação a poderes econômicos. Um abraço!

  7. Camila lemos

    Gostei da lista que indicou alguns desses eu não conhecia.

  8. Elisabete Teruel

    Estou estudando jornalismo independente e gostei muito dos primeiros passos que vc me deu como dicas… tenho 64 anos.

  9. Natália Amaralina

    Muito grata por cada indicação, eu estava perdida e com muita vontade de ler algo informativo hoje aqui no meu trabalho e pensei poxa não tem nada legal e singular não sou acostumada a ler noticias então desconhecia sites bons e confiáveis mas gostei bastante de suas recomendações sem contar que sua opinião em relação a imparcialidade é fato que não gostam de falar.

    • Que bom que você gostou, Natália! Espero que sejam úteis! :) Obrigada pelo comentário!

  10. Muito obrigado por compartilhar conosco, por mais que a disseminação da informação na internet seja veloz temos muitos problemas com confiabilidade.

  11. Vagner LIma

    Olá Luisa! Obrigado pelas dicas. Não conhecia seu site tampouco os citados no texto. Óbvio que me tornarei assíduo consumidor do seu conteúdo e vou avaliar quais das mídias independentes supracitadas vou seguir. Abs

    • Que bom que você gostou, Vagner! Fico muito feliz. Seja bem-vindo por aqui :D Obrigada por comentar!

  12. Angelo

    Mto bom, cheguei no seu artigo qdo buscava referência sobre o Nexo jornal. Eu assisti alguns vídeos deles e fiquei fã, impressionado com a qualidade e com estilo q vc definiu mto bem. Parabéns e obrigado. Vou compartilhar sua pág.

    • Gosto cada vez mais do trabalho deles, Angelo! Você já leu a Revista Gama, que eles também têm produzido? Muito legal! Obrigada por comentar e por compartilhar :) Um abraço!

  13. Ricardo

    Aos que chegaram aqui atrás de jornalismo imparcial, saibam que de imparcial não têm nada. Tudo de viés de esquerda, independentemente de influência econômica. Quem busca o jornalismo imparcial, quer jornalismo sério. Abraços

    • Oi, Ricardo! Se você leu o texto, viu que enquanto jornalista, não acredito em imparcialidade no jornalismo (assim como muitos teóricos da área) e que falo de independência em relação aos poderes econômicos hegemônicos :) Todo veículo de comunicação e profissional de imprensa tem uma ideologia, então acho muito mais honesto quando ela fica clara. Um abraço

  14. Que bacana esta reportagem. Vou conhecer jornais diferentes dos tradicionais. Nem imaginava que existiam.

  15. Edson Luiz

    Luíza, a parcialidade e tendenciosidade que você denúncia não é a mesma que você aplica, e sem ao menos o esforço de buscar a isenção e a imparcialidade, muito pelo contrário, reafirmando de forma que soa doutrinada a premissa de que não é possível sequer tentar a objetividade. É porque você realmente não acredita em objetividade, e isso só dirá respeito à crença, ou porque você não quer buscar a objetividade ?

    • Oi, Edson! Antes de mais nada, ressalto que meu blog não é neutro e não pretende sê-lo, inclusive quando me defino como feminista e levanto com frequência pautas ligadas a direitos humanos. No artigo em questão, digo claramente que “escolho dar espaço a veículos que se posicionam do lado dos direitos humanos e buscam dar voz às minorias sociais, que costumam ser silenciadas pelo mainstream”. O que denuncio, como também digo no texto, é a parcialidade que se finge imparcial e é, na verdade, profundamente influenciada pelos poderes econômicos dominantes. O debate sobre a objetividade no jornalismo é extenso e não foi nenhuma “doutrina” que me fez desacreditar da aplicação prática desse conceito, mas minhas experiências como jornalista (num jornal que se diz “objetivo” e sempre esteve repleto de matérias “encomendadas” ou censuradas por políticos ou grandes empresas) e o mestrado que fiz em 2012-2013, com pesquisa sobre o papel social do jornalismo. Em resumo, concordo com o que diz o Manual de Redação da Folha de São Paulo: “Não existe objetividade em jornalismo. Ao escolher um assunto, redigir um texto e editá-lo, o jornalista toma decisões em larga medida subjetivas, influenciadas por suas posições pessoais, hábitos e emoções.” Não sei se você leu o texto que linkei no artigo sobre esse assunto, mas coloco ele aqui também: https://medium.com/@naimasaleh/o-mito-da-imparcialidade-do-jornalismo-para-n%C3%A3o-jornalistas-f5b0e78cd16c

  16. Juscelino

    É sabido que não dá para esperar imparcialidade do jornalismo, já que cada vez mais o jornalismo leva opinião e não necessariamente informação sobre os fatos. Esse viés escancarado atrai apenas os que pensam igual, contradizendo toda essa história de pluralidade. Quanto a associar a esquerda com uma maior preocupação social e dignidade humana, eu também já pensei assim, mas não acredito mais que a esquerda representa isso, fazem apenas discursos bonitos, basta ver o nosso país que depois de tantos anos nas mãos da esquerda, continua com metade da população sem esgoto. Onde está a dignidade nisso?

    • Na minha opinião, o problema da situação atual do Brasil tá longe de poder ser reduzido à visão de mundo orientada à esquerda, que tem, sim, como premissa uma preocupação com a dignidade humana. Existem diversos fatores que interferem aí, como a colonização que afetou imensamente nosso continente, fatores geopolíticos atuais e diversos problemas dentro do nosso sistema político, inclusive nos partidos de esquerda. Um abraço

  17. Juscelino

    Poxa, que legal, vcs excluem comentários que divergem das suas opiniões. Que bela pluralidade. kkkk

    • Oi, Juscelino! O seu comentário não tinha aparecido ainda porque aprovo todos os comentários que entram no blog, devido aos spams e à importância que dou pra ler todos :) Faço tudo do blog sozinha e não tenho condições de conferir todos os dias, então não pude liberá-lo nas menos de 24h entre sua mensagem anterior e essa aqui.

  18. Thiago Feitosa

    Entrei aqui imaginando que fosse encontrar portais e sites compromissados em informar e só encontrei mais ideologia… triste viu :(

    • Oi, Thiago! :) Expliquei no texto meus critérios na escolha dos meios de comunicação aqui listados. Sinto muito que não tenha respondido ao que você buscava! Considero que tudo é político e ser contra “ideologias de esquerda” é uma ideologia :) Um abraço!

  19. Luis nobre

    Que pena, achei que o título seria honesto quando lí que os 10 sites eram independentes, imaginei sem viés !!!
    E com respeito discordo das suas afirmativas, pois vejo jornalistas sem viés sim que quando tem que falar coisa errada do governo simplesmente falam, e quando tem coisas a elogiar, elogiam.
    Somente a estes dou crédito, pois não sou nem a favor e nem contra o governo, eu torço para que faça o melhor para meu país.
    Horrível saber que alguns deputados de oposição votam contra projetos simplesmente por não concordar com o presidente.
    Realmente é o pior das espécies.

  20. Luis nobre

    ** concordarem

  21. Luis nobre

    Exatamente Thiago Feitosa.
    Apagaram meu comentário anterior, mesmo eu não faltando com respeito, estranho !

    • Luis, todos os comentários do blog passam por aprovação e só tenho tempo de ler todos uma vez por semana. Seu comentário não tinha sido apagado, apenas não tinha sido lido por mim ainda. Pode ver que está aprovado aí abaixo.

  22. Bolsonaro é o cara!

    se esses são os bons, não quero nem pensar como são os ruins! tá de brincadeira né?! só pode

  23. Como recém chegado ao JANELAS ABERTAS, deixo os meus cumprimentos para a administradora e extensivos a todos os participantes.
    Como escritor e jornalista, viajante e cidadão do mundo, gostaria de sugerir a todos um Portal Internacional de notícias de e para todos os países da Comunidade de Língua Portuguesa “CPLP” e Núcleos Lusófonos em todo o Planeta, o qual aceita a participação de todos os jornalistas independentes e racionais. Trata-se do Portal “RC-News.info” – ” https://rc-news.info ” .
    Aproveito o ensejo para deixar o convite para uma visita ao meu site: https://yursaiednac.net

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