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Chapada Diamantina: Cachoeira da Fumaça e Riachinho

Bahia | 24/05/18 | Atualizado em 31/05/18 | 2 comentários

Todo mundo me disse que a trilha pra Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina, era super puxada. Sim, tem um bocado de subida, e sim, é sol na cabeça o tempo todo. O esforço é considerado moderado e tem outras trilhas bem mais tranquilinhas por lá. Porém, contudo, todavia… Nada de deixar isso te desestimular, viu? Não é nada que uma sedentária como eu não consiga encarar. ;) E além das vistas lindas pelo caminho, tem a recompensa no topo: é muito massa ver não só a cachoeira, que é a segunda mais alta do Brasil (340 metros), mas também o vale lindão.

Se você estiver se perguntando o porquê do nome Cachoeira da Fumaça, saiba que não tem nada a ver com fumo (apesar de existir um bocado disso no Capão :P). É que a cachu é tão alta que a água se espalha pelo ar muito antes de chegar no chão, e pra quem vê parece mais uma fumacinha mesmo.

Esse é outro dos passeios mais populares da Chapada Diamantina. E o melhor é que super dá pra fazer um combo: saindo de lá, muita gente vai direto no Riachinho, tomar um bom banho (já que a Fumaça é só pra olhar) e curtir o fim de tarde. Segui essa fórmula e recomendo! Mas como é esse rolê? Vem que eu te conto.

cachoeira da fumaça

Cachoeira da Fumaça

Assim como a maioria das pessoas, fiz esse passeio a partir do Vale do Capão, que é a cidadezinha mais próxima do acesso pra trilha da Fumaça por cima (também rola de fazer uma trilha por baixo, que dura 3 dias). Da vila até lá são cerca de 1,5 km, então dá pra ir andando. Fui de carro com uma baiana mega gente boa que conheci por lá no dia anterior e dividi com ela a diária de um guia, que é tabelada em R$ 120 pra até quatro pessoas (ou R$ 30 por pessoa se forem mais de quatro).

Precisa mesmo de guia? Não. Qualquer um por ali sabe indicar onde fica o início da trilha e a maior parte do caminho é bem clara. Depois da metade da trilha você pode ficar confuso em algumas bifurcações, mas provavelmente vai encontrar outras pessoas passando e pode segui-las – ao menos em alta temporada.

Mas como éramos as duas inexperientes em trilhas e não conhecíamos nada da região, achamos bom ter a companhia de alguém que conhecia tudo como a palma da mão e ainda nos trazia informações interessantes. E também é legal incentivar o trabalho da galera de lá, né?

Precisa contratar o guia com antecedência? Em épocas mais movimentadas, é recomfendável procurar uma indicação de guia e marcar com ele na véspera ou alguns dias antes. Mas se quiser arriscar, são grandes as chances de você encontrar alguém disponível no mesmo dia, ligando pra Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão (75 3344-1087) ou até mesmo chegando lá: a sede da associação fica no início na trilha e abre às 8h.

associação de guias do vale do capão

Com guia ou sem, todo mundo que vai subir deve dar uma passada lá pra “fazer check-in” e depois passar de novo na volta pra que eles saibam que não tem ninguém perdido ou machucado lá em cima. O acesso é gratuito, mas tem uma caixinha de doações.

Fique ligado: eles só deixam começar a trilha até 13h, porque senão fica corrido pra ir e voltar antes do pôr do sol. De todo jeito, o mais recomendado é ir cedinho mesmo, pra não pegar o sol tão a pino na subida.

São 6 km por trecho (ida e volta 12 km) e a maioria das pessoas leva umas duas horas pra subir, sendo uma hora bem íngreme e a segunda hora de caminhada leve pelos altiplanos chamados de Gerais da Fumaça. Passamos também por uns trechos de riacho com cor de Coca Cola que nem o Poço do Diabo, mas sem pânico: dá pra cruzar pisando nas pedras.

g=trilha da cachoeira da fumaça por cima

trilha da cachoeira da fumaça por cima

mirante na trilha

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Chegamos na Associação às 10h e, incluindo umas paradas pra tirar fotos e admirar a imensidão ao redor, alcançamos o topo às 12h15. Como tava ventando muito, o sol nem me incomodou tanto, mas é bom levar bastante água e chapéu (que encontrei por uns R$ 10 no Capão).

Achei o percurso todo bem bonito. A cada vez em que olhava pra trás, me impressionava com a paisagem, em que o vale se espalha e as casinhas das vilas parecem bem pequeninas. Tudo isso ouvindo os causos que nos contava nosso guia, Seu Zé, que é uma simpatia e nunca na vida saiu dessa região.

trilha para a cachoeira da fumaça

trilha para a cachoeira da fumaça

Lá em cima, como era de se esperar, o babado fica melhor ainda. Mesmo em época de seca, quando a Cachoeira da Fumaça chega a ficar sem água, acho muito válido fazer a trilha, porque só estar lá no topo já é massa. Mas ver a água cintilando feito purpurina com os raios de sol e uns pequenos arco-íris se formando foi melhor ainda. E quando ventava ainda mais, a água ia de baixo pra cima, formando tipo uma cachoeira invertida. :)

vista do topo da trilha para a cachoeira da fumaça

E ainda tem a parte divertida: todo mundo se organiza pra fazer aquela foto clássica, sentado ou deitado na ponta de uma pedra que se debruça sobre o abismo. É claro que é preciso tomar muito cuidado, porque foto nenhuma vale nossa vida, mas juro que não me arrisquei, tá, mãe? E até minha miga baiana, que sentia vertigem, conseguiu ir ali perto com a ajuda do nosso guia, que segurou as pernas dela enquanto ela se aproximou deitada.

vista do topo da trilha para a cachoeira da fumaça

mirante da cachoeira da fumaça

mirante da cachoeira da fumaça

Depois de uma pouco mais de uma hora lá em cima, incluindo uma pausa pra comer os lanches que levamos na mochila, fizemos o caminho de volta em pouco menos de duas horas. E aí nos presenteamos pelo esforço comendo os famosos pastéis e coxinhas de jaca do Capão, numa lanchonete simples perto da entrada da trilha (R$ 4 e R$ 3 respectivamente). Muito bons e, pra quem não sabe, com zero gosto de jaca (informação relevante pra quem não curte a fruta em sua versão normal, como eu :P).

lanchonete na entrada para a cachoeira da fumaça

pastel e coxinha de jaca

Riachinho

A essa altura eu já tava feliz que só, mas uma das melhores partes do dia ainda tava por vir. Com as barrigas devidamente forradas, fomos até o Riachinho, que fica ali perto, a uns 5 km do Vale do Capão. Muita gente vai pra lá de mototáxi e volta de carona (demos carona pra umas meninas, inclusive) e a partir da entrada são só uns 500 metros até essa mini cachoeira. Leve um dinheirinho, porque é preciso pagar R$ 6 pra entrar.

Quando chegamos tinha bastante gente tomando banho no poço, mas com o cair da tarde a maioria foi indo embora. Aproveitei cada segundo na água, que era bem menos fria do que a da Cachoeira da Purificação. Com cuidado, dá pra subir nas pedras e ficar embaixo da queda d’água, que é uma delícia. E do outro lado tem também um poço menor com uma bela de uma vista. <3

Achei a melhor maneira possível pra lidar com o calor e o cansaço ao mesmo tempo, e recomendo ficar por lá pra ver o cair do sol, que vai pintando as pedras bege e a água avermelhada nuns tons lindos de dourado e cobre. Tem como não encerrar um dia desses agradecendo ao universo?

riachinho na chapada diamantina

riachinho na chapada diamantina

riachinho na chapada diamantina

riachinho na chapada diamantina

riachinho na chapada diamantina

riachinho na chapada diamantina

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2 Comentários

  1. Flavia

    Muito boas suas informações. Estava preocupada com a dificuldade da trilha e você me deu uma animada!!!

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