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O que é overtourism: efeitos negativos do turismo de massa

Dicas Práticas | 11/05/20 | Atualizado em 31/08/20 | 4 comentários

Enquanto escrevo esse texto, destinos turísticos no mundo inteiro sofrem com uma crise sem precedentes devido à falta de visitantes provocada pela pandemia do Coronavírus. Mas pouco tempo atrás, uma crise oposta estava em curso: o chamado “overtourism”.

E por mais que não saibamos como as viagens vão ficar pós-pandemia, acredito que continua sendo muito importante analisarmos os efeitos negativos do turismo de massa. Assim, podemos (espero) rever nossas formas de viajar e de gerenciar o turismo.

Neste artigo, vou falar sobre o que é overtourism, quais são suas principais causas e como esse problema pode ser evitado, tanto a nível institucional quanto individual. Porque não mudamos o mundo sozinhos, mas isso não nos impede de sermos viajantes responsáveis, né?

O turismo é uma faca de dois gumes

Infelizmente, muita gente ainda tem a impressão de que turismo é sinônimo só de coisa boa. Não por acaso, já que a indústria se vende com base em ideias como lazer, diversão e até mesmo “tirar férias de todas as responsabilidades”. Viajar seria, pra muitos, uma merecida oportunidade de não se preocupar com nada.

Mas é preciso, sim, ter responsabilidade. E é essencial a gente se preocupar com nossos impactos nos lugares que visitamos. Se não for por ideais como cidadania, solidariedade e o fato de que somos todos interdependentes nesse mundo (como a pandemia está nos lembrando enfaticamente), que seja pela consciência de que nosso comportamento pode “estragar” os destinos que tanto amamos.

Afinal, apesar de trazer benefícios como geração de renda, trocas multiculturais e a conservação de patrimônios antes abandonados e de espécies de animais em risco, o turismo também tem muitos efeitos negativos. Nos últimos anos, felizmente a mídia começou a dar mais espaço pra esse aspecto, falando sobre o que é overtourism e suas implicações.

o que é overtourism - manifestação contra turismo de massa

“turismo de massa = poluição humana”, diz pichação

O que é overtourism?

A palavra overtourism significa algo como turismo em excesso, mas o que é excesso? Não se trata só de um lugar estar muito cheio.

De acordo com as universidades envolvidas na elaboração desse relatório da Organização Mundial do Turismo (OMT), overtourism é “O impacto do turismo em um destino, ou em partes dele, que influencia excessivamente de maneira negativa a percepção de qualidade de vida dos cidadãos e/ou a qualidade das experiências dos visitantes” (tradução livre).

Ou seja: quando fala-se sobre o que é overtourism, o foco é nas situações em que o impacto do turismo excede os limites físico, ecológico, social, econômico ou político daquele destino. O que, em casos mais graves, destrói espécies de animais e plantas, prejudica populações nativas e deteriora patrimônios históricos.

Impactos do overtourism

Um exemplo dos efeitos do overtourism é quando os moradores de uma cidade são “expulsos” de lá porque os aluguéis por temporada dominaram a área ou elevaram os preços de forma que se tornou insustentável continuar vivendo no lugar, como aconteceu em cidades como Barcelona.

Outro exemplo é o caso de Veneza, em que negócios locais como padeiros e floriculturas fecharam as portas porque não conseguiam competir com lojas de grandes marcas internacionais, ou mesmo lojinhas de souvenires.

No livro Overbooked: the exploding business of travel and tourism e no documentário Crowded Out: the story of overtourism, venezianos dão depoimento dizendo que têm visto a cidade se tornar praticamente um parque de diversões pra estrangeiros enquanto a cultura do lugar vai perdendo espaço.

Sem falar em diversos outros incômodos provocados pelos turistas nessas cidades, como os prejuízos que os cruzeiros gigantes trazem ao meio ambiente e o comportamento irresponsável de turistas que só querem fazer farra.

Também se costuma falar de overtourism quando ambientes naturais frágeis se tornam degradados pela presença massiva de turistas, quando animais selvagens têm seu comportamento gravemente alterado e até quando pontos turísticos ficam tão cheios o tempo inteiro que ninguém consegue realmente aproveitá-los.

praias poluídas são um dos efeitos do overtourism

Boa parte desses problemas já vinha acontecendo há tempos e sendo apontado por especialistas da área, mas a indústria e a mídia não davam tanta atenção. A definição de o que é overtourism surgiu em 2012, mas por volta de 2017 o termo se popularizou.

Isso porque moradores de cidades afetadas começaram a protestar mais veementemente contra os prejuízos do turismo. Em Barcelona, por exemplo, é fácil ver pichações de “vão embora, turistas” pelos muros. Em 2018, o Oxford English Dictionary escolheu overtourism como uma das suas “palavras do ano”.

Quais são as causas do overtourism?

Depois de entender o que é overtourism, vamos falar das causas por trás do fenômeno? As razões que levam um lugar a ser prejudicado são várias e vou falar só de alguns aspectos que sempre vejo nos artigos sobre o tema. Mas acho importante ressaltar que essas causas todas têm muito a ver com nossa visão de mundo extrativista, ou seja, nossa mania de achar que temos o direito de tirar tudo que queremos de um lugar.

Pra começar, assim como outras indústrias, a do turismo tem como seu principal foco o crescimento. Mais turistas, mais dinheiro e mais lucro podem ser propostas atraentes a curto prazo, mas a realidade nos mostrou bem claramente que é preciso considerar a sustentabilidade desse crescimento.

Essa ideia de que “mais é melhor” e que um ano bem sucedido turisticamente falando é sinônimo daquele em que o número de visitantes é alto geralmente é enganosa. E se o número exceder a capacidade do meio ambiente, dos transportes públicos, dos pontos turísticos etc. de comportar essas pessoas?

E se esses visitantes chegam em navios de cruzeiro, tomam as ruas aos milhares de uma vez e não consomem nada na cidade? E se ficam num resort all inclusive cujos proprietários não pertencem à comunidade local? E se fazem escolhas irresponsáveis e provocam danos sem perceber?

Sobrecarga de poucos destinos

Uma das razões que provocam o excesso de pessoas em alguns lugares é simples: muita gente vai pra os mesmos poucos destinos. Segundo essa matéria da CNN, mais de 36% do 1.4 bilhão de viagens internacionais em 2018 tinham como destino uma das 300 cidades mais populares do mundo.

Os critérios pra definir o que é uma cidade variam, mas considera-se que existam cerca de 2.5 milhões delas no nosso planeta. Estamos diversificando pouco os nossos rolês, né? Sei que alguns lugares são particularmente atraentes e que muitos destinos-clichê o são porque realmente são incríveis. Mas se expandirmos um pouco nosso conceito de viagem e exercitarmos a curiosidade, muitos outros cantos do mundo podem nos oferecer experiências incríveis – e mais autênticas.

Outra questão que tinha influência nisso (falo no passado porque me refiro a um mundo pré-pandemia) era a oferta de voos baratos, muito comum na Europa. Tarifas baixíssimas frequentemente tornam um trecho internacional (e bastante poluente) mais em conta que um percurso de trem dentro de um próprio país, por exemplo.

Isso facilita nossa mania de viajar pra os lugares que são mais “populares”. Muitas vezes fazemos longos percursos, que exigem mais recursos ambientais e saturam destinos, em vez de explorar com mais calma cada cidade ou explorar destinos menos populares nos seus arredores.

Fazer um mochilão pela Europa pulando de uma capital pra outra pode ser muito tentador, mas viajar por terra e conhecer cidades menos turísticas em cada país costuma trazer mais efeitos positivos.

Sazonalidade

Vale ressaltar, também, a questão da sazonalidade. Muitos lugares mundo afora são visitados massivamente em certos períodos do ano, considerados “alta temporada”. E isso frequentemente provoca uma sobrecarga no meio ambiente, patrimônio e na sociedade.

Tá certo que muita gente só pode viajar em períodos de férias escolares. É fato também que alguns destinos são mais interessantes em determinadas épocas do ano por questões climáticas. Seja pra evitar um período de monções na Índia ou pra ter mais chance de neve numa estação de ski na Argentina, por exemplo. Mas isso não significa que esses destinos não ofereçam atrativos em outras épocas do ano.

Turismo irresponsável

Também é importante considerar o comportamento dos visitantes. Quando não há regulamentações ou fiscalização adequadas e certas práticas são popularizadas no destino, ele pode se tornar desagradável pra quem mora lá. Por exemplo, quando um lugar vira point pra festas de despedidas de solteiro ou é muito visitado por gente que só quer usar drogas.

Sem falar de outros tantos comportamentos irresponsáveis que podem prejudicar um lugar e seus habitantes, como desrespeitar as regras e os costumes locais, deixar lixo etc. Nesse sentido, uma questão que prejudica muitos destinos de praia é o desperdício de água. Em lugares onde o acesso à água potável é limitado, não são raros os casos em que a população local tem falta do recurso porque ele é usado em excesso em hotéis.

Leia também:
Como ser um turista mais sustentável
Turismo irresponsável: coisas que fiz viajando e me arrependo

Aluguéis por temporada

Outro ponto problemático em grandes cidades é o AirBnb, que permite que pessoas físicas aluguem quartos em suas casas ou apartamentos inteiros pra estadias de curta duração.

Ao contrário de hotéis, que passam por um processo de regulamentação e pagam impostos específicos, esses apartamentos geralmente não são regulamentados. Por isso, podem estar em bairros já saturados de turistas, por exemplo.

E frequentemente trabalham com valores que tornam aluguéis por parte de residentes economicamente inviáveis. Explicando: muita gente lucra com alguns dias de estadia de um turista o que ganharia com um mês de aluguel de um morador. Assim, as pessoas que são nativas do lugar não encontram aluguéis que possam pagar e são forçadas a se mudar.

Existem soluções pra isso, que inclusive foram implementadas em algumas cidades. Alguns exemplos são limitar o número de apartamentos disponíveis no AirBnb (e sites similares) num determinado lugar e permitir apenas o aluguel de quartos, e não da casa inteira.

Vale ressaltar que a plataforma teve esses efeitos por não haver políticas de regulamentação pra garantir a sustentabilidade do turismo.

Grandes cruzeiros

Além disso, muitos dos destinos que mais sofrem com o overtourism são também portos de parada de cruzeiros gigantescos. Através deles, milhares de passageiros chegam ao mesmo tempo no lugar, vão direto pra os pontos turísticos mais lotados e contribuem pouco ou nada com a economia local.

Afinal, quem chega numa parada do cruzeiro não paga por hospedagem, não faz muitas refeições e muitas vezes usa serviços turísticos oferecidos pela empresa de cruzeiro ou seus parceiros que têm acordos comerciais com ela. Pra completar, os navios geram bastante poluição e muitas vezes têm políticas trabalhistas terríveis, porque não têm que responder à legislação de nenhum país.

o que é overtourism: grandes cruzeiros costumam contribuir com o problema

Redes sociais

Como produtora de conteúdo digital, eu não podia deixar de fazer uma autocrítica e mencionar a contribuição das redes sociais, em especial o Instagram, pra o overtourism. Afinal, várias situações já demonstraram que a “viralização” de um destino através de fotos na rede é capaz de levar multidões a visitar esse lugar.

Um exemplo é o “Portão do Céu” no Templo Lempuyang, em Bali (Indonésia): o lugar passou a receber tanta gente que se formam filas de horas e horas pra fazer a foto mais famosa por lá.

Outro caso parecido é o do Horseshoe Bend, no Arizona (EUA), que recebia só algumas centenas de turistas por ano e hoje é visitado por mais de 1 milhão de pessoas no mesmo período. Olha ele na foto aqui embaixo, que você provavelmente já viu no Instagram:

o horseshoe bend tem sofrido os efeitos do overtourism

O que pode ser feito a respeito do overtourism?

Entendendo o que é overtourism, percebemos logo que é um dos muitos exemplos do que acontece quando consumimos um recurso finito sem pensar no amanhã, como nós humanos temos mania de fazer.

É verdade que simplesmente banir o turismo não é a solução pra maioria dos destinos, que dependem dessa indústria economicamente. E sei que você aí, que ama viajar, quer continuar explorando o mundo, né? Além disso, sigo acreditando no potencial transformador do turismo de forma positiva. Comecei esse blog aqui, lá em 2012, por acreditar que conhecer novas culturas com a mente aberta pode nos ensinar muito e nos ajudar a mudar o mundo pra melhor.

Mas é preciso se assegurar de que essa atividade seja feita de forma a beneficiar as pessoas e o lugar. Pra que o turismo seja sustentável, é essencial que ele seja desenvolvido pensando nos interesses não só dos visitantes, mas também das comunidades locais.

E como fazer isso? Obviamente a questão é bem mais complexa do que sou capaz de dizer aqui, mas vou dar alguns exemplos com base no que já li.

Ações por parte dos destinos turísticos

No meu ponto de vista, as autoridades responsáveis (como prefeituras e secretarias de turismo) precisam se assegurar de que o turismo traga vantagens pra o lugar. E pra isso, podem aplicar uma série de medidas.

Alguns exemplos são consultar a população e envolvê-la na gestão do turismo, trabalhar pra reduzir a sazonalidade que mencionei lá em cima e cobrar taxas dos viajantes e usar a verba em prol da conservação do local. Também é possível regulamentar ou limitar as opções de hospedagem (incluindo aluguéis por temporada com os do Airbnb).

Além disso, as instituições competentes também podem trabalhar pra capacitar profissionais e empresas fora do trade turístico tradicional ou em regiões menos saturadas da cidade em questão. Também podem divulgar outros destinos nos arredores, pra dar uma “pulverizada” nos lugares visitados.

Banir cruzeiros acima de determinado tamanho também pode ter ótimos efeitos, assim como controlar o valor de aluguel de imóveis e o número de visitantes a acessarem determinada atração num intervalo de tempo. Outra medida interessante é privilegiar negócios de propriedade de moradores do lugar ou mesmo criar limites pra investidores estrangeiros.

Essas são só algumas ideias, mas as soluções devem sempre ser específicas pra cada realidade. O fato é que enquanto a meta principal dos órgãos de turismo for simplesmente aumentar o número de visitantes, continuarão existindo efeitos negativos. É preciso se perguntar, como sugere esse artigo em inglês: o destino vai usar o turismo ou ser usado por ele?

Exemplos de ações de destinos

Mundo afora, alguns dos destinos mais gravemente afetados pelo overtourism resolveram tomar atitudes pra tentar controlar a situação. Machu Picchu, no Peru, é um exemplo: o número de visitantes a cada intervalo de tempo foi restrito, numa tentativa de proteger as ruínas.

Amsterdam, na Holanda, viu o número de visitantes crescer tanto que resolveram parar de promover a cidade como destino turístico. O foco deles passou a ser administrar a presença dos turistas e divulgar outras cidades do país. Além disso, foi proibida a abertura de novos hotéis dentro do cinturão dos canais.

Dubrovnik, na Croácia, passou a limitar o número de passageiros de cruzeiro desembarcando ao mesmo tempo, além de promover visitas à cidade durante épocas de baixa temporada. Depois de ficar mais famosa por causa do seriado Game of Thrones, a parte histórica (e linda) da cidade passou a enfrentar uma superlotação absurda.

Já em Barcelona, uma das medidas tomadas foi o aumento do rigor no controle de aluguéis de imóveis de temporada. E em Botsuana, país muito procurado pelos safaris, foi implementada uma taxa de turismo, que supostamente é usada pra conservar os parques naturais.

cruzeiro

Ações por parte dos viajantes

As medidas do poder público são essenciais pra que o turismo seja administrado de forma a beneficiar a população local. Mas isso não significa que nós, viajantes, podemos “lavar nossas mãos”.

Sabendo o que é overtourism e como ele é ruim pra as pessoas e os lugares que tanto amamos, também temos o dever de viajar de forma responsável. Isso significa nos informar e, sempre que possível, evitar contribuir com esses efeitos negativos.

Viajar de forma consciente ou responsável é ficar atento às consequências da sua presença no lugar e se esforçar pra que aquela experiência seja tão boa pra quem te recebe quanto é pra você.

o que é overtourism - turistas no camboja

Leia também:
Todos os posts sobre turismo responsável
Por que e como viajar de forma mais consciente

Algumas formas de não contribuir com o overtourism são evitar viajar em grandes cruzeiros comerciais, priorizar viagens na baixa temporada e explorar destinos menos populares entre turistas.

Esse último ponto, aliás, é interessante não só pra as pessoas do destino (que provavelmente vão se beneficiar economicamente) como também pra você, que evita multidões. Além disso, tem mais chances se conectar com as pessoas e o lugar de forma mais tranquila e mais “autêntica”.

Também é super importante que nós viajantes tentemos fazer com que nosso dinheiro fique com a população local. Pra isso, você pode escolher hospedagens que não sejam administradas por grandes corporações (especialmente as estrangeiras), procurar restaurantes e lojas que pertençam a moradores, fazer passeios com guias locais etc. Outra dica é buscar projetos de Turismo de Base Comunitária.

Sabe o que também pode ajudar? Viajar mais devagar. O slow travel, movimento que vai na contramão das “viagens maratona” em que o foco é dar check no máximo de pontos turísticos possível, costuma ser ótimo não só pra quem viaja, mas também pra os destinos. Especialmente se você usar esse tempo pra explorar lugares além dos pontos turísticos tradicionais.

Leia também:
O que é slow travel e por que é tão bom pra você e pra o mundo

Conheço pessoas que passaram meses no Peru e não foram a Machu Picchu, por exemplo. Nesse período, descobriram vários outros atrativos incríveis e mergulharam muito mais profundamente na cultura local do que a multidão que passa alguns dias e vai só no lugar mais famoso do país.

Por fim, cabe destacar nosso papel enquanto cidadãos pra evitar que a má gestão do turismo traga efeitos negativos pra o lugar onde vivemos. Temos a responsabilidade de eleger representantes que se preocupem com essas questões. E, depois disso, cobrar deles posturas de acordo com os interesses da maioria da população – e não os ganhos econômicos de determinadas empresas.

efeitos negativos do turismo de massa

Entendeu o que é overtourism e quais as principais problemáticas envolvidas? Conta aí nos comentários o que você pensa sobre o assunto!

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4 Comentários

  1. Não conhecia o termo, mas me senti muito contemplada pelo artigo. Quando viajo, costumo viajar mesmo na cidade e confesso que sou do tipo que não tem foto no lugar e sim registros do olhar que tem do lugar. Esse artigo expandiu minha visão sobre as problemáticas e impactos. Obrigada!

    • Oi, Stéphanie! Que massa teu depoimento :) Fico feliz que o texto tenha sido útil! <3 Obrigada por comentar! Um abraço

  2. Tenho pensado muito sobre overtourism ultimamente, principalmente depois de ter visitado Madri. Morei lá há muitos anos e retornei faz pouco… fiquei chocada com a descaracterização do centro por conta das inúmeras lojas de comida rápida e de souvenir. Acho que grandes cidades europeias estão se parecendo umas com as outras nesse sentido de abertura massiva de lojas ¨lowcost¨ e perdendo a essência de cada lugar.

    • Imagino o choque, Lucila! É uma pena mesmo! E além das grandes cidades europeias como você mencionou, acho ainda mais triste quando são lugares colonizados, que se adaptam pra parecer mais com os países do Ocidente tidos como referência :(

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