Escócia

O que fazer em Edimburgo: principais atrações da capital escocesa

Escócia | 04/04/18 | Atualizado em 03/01/19 | 4 comentários

Saí da estação de trem, no centro de Edimburgo, com a sensação de que tinha entrado numa máquina do tempo. A área mais turística da capital escocesa inclui a Old Town (cidade velha, que contabiliza uns 3 mil anos de história) e a New Town (que também não é bem um broto, afinal, foi criada há mais de 200 anos). E além de preservar muito bem os prédios e becos da parte antiga, eles souberam explorar a história da cidade e as tradições escocesas superbem. Além de visitar várias das suas principais atrações, que ficam perto umas das outras, meu principal programa por lá não me custou um tostão: andar sem rumo pelas charmosas ruas medievais.

edimburgo

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O que fazer em Edimburgo

Royal Mile

Se por acaso você só tiver algumas horas em Edimburgo, não pense duas vezes: vá direto pra Royal Mile, principal rua da Old Town. Calçada com paralelepípedos, ela tem um castelo medieval numa ponta e o mais antigo palácio habitado da Europa na outra. E apesar de ser bem turística e repleta de clichês, é um ótimo passeio por si só.

Antes da existência da New Town, quase todo mundo que morava em Edimburgo se espremia por ali mesmo. Parte da diversão em caminhar por ela é imaginar os tempos em que a população crescente ocupava prédios altos, apertados e úmidos e circulava entre os “closes” (becos) que se tornaram praticamente uma instituição da cidade, recebendo nomes de profissões ou de personalidades importantes.

beco na royal mile

Além de vários pubs, você encontra por lá prédios bonitos e superantigos, homens tocando gaita de fole e várias lojas vendendo tartan, cashmere e uísque (falei em clichês, né?).

Calton Hill

Pra os fãs de vistas como eu, o destino seguinte pode ser a Calton Hill. Subir essa colina requer um tiquinho de fôlego, mas nada de outro mundo, e a recompensa é uma vista ampla da cidade. De lá de cima dá pra ver a Princes Street, o Castelo e a Arthur’s Seat, outra colina (na verdade um vulcão inativo) que também vale a visita.

Ah, e me surpreendi ao encontrar lá em cima uns monumentos bonitões, com destaque pra uma acrópole incompleta que começou a ser construída em 1822 e foi abandonada quando acabou a grana (ops!).

vista do calton hill em Edimburgo

monumento no calton hill em Edimburgo

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Free walking tour

Caso não esteja a fim de subidas no momento, outra opção é ir até o ponto de encontro, lá na Royal Mile, de um dos free walking tours que percorrem a zona turística. Eu fiz o da Sandeman’s com uma guia chamada Josie (uma das poucas guias genuinamente engraçadas que já vi, aliás, com um humor bem britânico maravilhoso).

No passeio, passamos pela Catedral de St. Giles e descobrimos que na verdade ela não é uma catedral: uma igreja tem que ter bispos ou cardeais pra ser considerada como tal, e esses “personagens” não existem na hierarquia da igreja da Escócia. Mas mantiveram o nome assim mesmo, porque no passado ela tinha sido uma catedral de fato e aparentemente a galera lá curte mesmo essa história de preservar o passado…

catedral de edimburgo

Também aprendemos por que existem tantas chaminés nessa parte da cidade: cada apartamento era dividido entre dezenas de pessoas, porque poucos tinham grana pra ter uma “casa própria” e ninguém queria morar longe do centro por razões de segurança. Como cada cômodo precisava de uma lareira, Edimburgo era uma fumacinha só.

E esse não era o único detalhe desagradável do passado da cidade: quando não havia nem sinal de saneamento básico, as pessoas faziam as necessidades em baldes e depois jogavam tudo pela janela (dando um grito pra que os passantes se ligassem que ia chover merda). A gravidade e a chuva levavam os excrementos pra o lugar onde hoje fica o jardim de Princes Street – isso é que é dar a volta por cima. :P

Também passamos pelo Grassmarket, praça onde as pessoas eram enforcadas sob os olhares da população inteira. Era esse o entretenimento que a galera tinha disponível; fazer o quê, né? Os pontos onde realizavam execuções eram sete, mas esse era o mais popular, porque cabiam 10 mil pessoas. O equivalente à principal casa de shows da cidade, hehe.

grassmarket

Outro destaque do tour foi o cemitério de Greyfriars (sim, essa cidade é macabra, como falei nesse post sobre a Edimburgo sinistra). Tem umas 200 mil pessoas enterradas ali, umas em cima das outras (“como uma lasanha”, observou a guia :P). Apesar de mórbido, é um bom passeio, porque ao menos no outono o cemitério é muito lindo.

Ah, e muitos dos nomes de pessoas sepultadas ali foram usados por J.K. Rowling pra batizar personagens de Harry Potter. Além disso, ao lado do cemitério fica uma escola que inspirou a criação de Hogwarts: ela foi criada pra órfãos, é composta por quatro “casas” e os poucos alunos admitidos por ano moram lá mesmo.

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Ruas de compras

Tendo servido de inspiração pra criação do Beco Diagonal (sim, Harry Potter de novo), a colorida Victoria Street reúne várias lojas fofas. Alguns exemplos são a Demijohn Liquid Deli (que vende bebidas feitas artesanalmente por lá, guardadas numas garrafonas gigantes); a Museum Context (cheia de coisinhas legais pra presente, com destaque pra itens licenciados da franquia Harry Potter) e a Oink (que vende exclusivamente sanduíches de pulled pork, meu grande amor. Foram as 4,20 libras mais bem gastas do meu dia).

victoria street

sanduíche do oink

loja museum context

loja museum context

Outras ruas famosas pra compras são a Rose Street e a Princes Street, mas nelas a maioria das lojas é daquelas de rede que você encontra em várias partes da Europa, com destaque pra uma unidade da Primark sempre cheia de brasileiros (como eu, que fui comprar um suéter e uma legging lá pra sobreviver ao frio).

rua de compras em edimburgo

Elephant House

Continuando o roteiro Pottermaníaco, você pode também dar uma passada na cafeteria Elephant House, que ficou famosa por supostamente ter sido frequentada por J. K. Rowling enquanto ela escrevia Harry Potter. Eles aproveitam muito isso pra fazer o marketing do lugar, mas apesar de estar bem cheio quando fui, as atendentes foram simpáticas e conseguiram logo uma mesinha pra mim. Acabei indo embora porque percebi que não tava com fome, hahah. Mas achei o café aconchegante e os bolos têm uma cara muito boa. Se possível, tente conseguir uma das mesas com vista pra o castelo (onde dizem que J. K. adorava ficar).

the elephant house

the elephant house

Castelo de Edimburgo

Considerado a atração turística mais popular não só da cidade, mas de toda a Escócia, o Castelo de Edimburgo é uma fortaleza do século 12 localizada no topo de um vulcão extinto. Dentro dele você pode visitar alguns museus, prisões militares e uma capela, mas como não sou tão fã dessa vibe medieval-militar e a visita é carinha (17 libras), achei até dispensável se você quiser economizar. De todo jeito, vá até lá na frente pra ver a vista. :)

castelo de edimburgo

castelo de edimburgo

castelo de edimburgo

castelo de edimburgo

castelo de edimburgo

castelo de edimburgo

The Scotch Whisky Experience

Apesar de morar numa das cidades onde mais se toma uísque no mundo, ainda não consegui gostar dessa bebida. Mas estando na Escócia, quis tentar mais uma vez. Fui, então, na versão mais simples do passeio da Scotch Whisky Experience, que custa hoje 15,50 libras.

Pra começar, você senta num banco-barril que se move enquanto um carinha holográfico fala sobre as etapas da produção da bebida. Depois, chega numa sala onde passam um vídeo e um guia explicam as diferenças entre o uísque feito em cada região do país, que varia de acordo com a geografia e o clima. Pra ficar mais claro, os visitantes recebem um papel com os aromas de cada variedade: um é meio cítrico, outro mais floral, outro tem cheiro de pera, outro de madeira e outro de caramelo e baunilha.

Achei o passeio menos informativo do que esperava, mas como não sabia nada sobre a bebida, até que aprendi um bocadinho. Se você realmente gosta de uísque, talvez as informações não sejam novidade, mas pode valer a pena pela chance de encher o guia de perguntas no final, quando entramos numa sala com uma coleção imensa de garrafas da bebida (que pertencia a um brasileiro) e degustamos nossa variedade preferida, num copo que levamos de presente. Ah, tem também umas versões mais caras do tour com benefícios extra pra uisquemaníacos.

Scotch Whisky Experience

Scotch Whisky Experience

Scotch Whisky Experience

National Museum of Scotland

Mesmo que você não seja mega fã de museus, o Museu Nacional da Escócia vale a visita: ele é bonitão, construído em arquitetura vitoriana, e fica no caminho entre várias atrações legais. Além disso, tem entrada gratuita e pode ser um ótimo lugar pra sua família ou grupo de amigos se separar e combinar de se reencontrar depois. É que seus mais de 20.000 objetos incluem de tudo um pouco: de história natural a telecomunicações e história escocesa. O destaque vai pra ovelha Dolly, que tá por lá empalhadinha.

National Museum of Scotland

National Museum of Scotland

Tour de histórias de terror

Sabe aquele negócio de cemitério, execuções em praças públicas, coisa e tal? A maior parte dos episódios meio assustadores da história da capital escocesa deve ter acontecido em várias outras cidades igualmente antigas, mas lá o pessoal soube explorar o potencial turístico da “Edimburgo assombrada”. E confesso: esse aspecto macabro foi uma das minhas partes preferidas do período que passei por lá. Aqui nesse outro post falei mais sobre algumas das histórias de terror reais ou lendárias da cidade e sobre um tour bem interessante que fiz passando por túneis subterrâneos.

passeio da mercat tours

Pubs tradicionais

De acordo com a guia do walking tour, Edimburgo conta com nada menos do que 700 pubs. Frequentá-los é, como em todo o Reino Unido, uma experiência bem autêntica. Que fica ainda mais interessante porque muitos deles têm histórias curiosas por trás.

É o caso do Greyfriars Bobby, batizado assim em homenagem a um cachorro chamado Bobby. Dizem que esse simpático terrier teria visitado o túmulo do seu dono todos os dias durante 14 anos, lá no cemitério de Greyfriars. Hoje tem até túmulo pra Bobby, ainda que as más línguas digam que ele só voltava porque davam comida pra ele por lá.

Outros pubs famosos são o The World’s End, construído no limite da parte da cidade que era considerada segura no século 16 (ou seja, o “fim do mundo” pra boa parte da população). E o Deacon Brodies Tavern, que recebeu esse nome por causa de um cara que tinha uma “vida dupla” (cidadão respeitável durante o dia X viciado em jogo e ladrão à noite) e teria inspirado a criação da história de Dr Jekyll and Mr Hyde (O Médico e O Monstro).

pub em edimburgo

pub em edimburgo

pub em edimburgo

Outras atrações

Como passei tanto tempo andando pra lá e pra cá e como muitas das atrações da cidade fecham cedo (por volta das 16h no outono), não pude ver tudo que gostaria. Ótima desculpa pra voltar, né? Mas caso você passe mais dias ou administre o tempo melhor do que eu, anota aí:

Parece valer a pena subir no Scott Monument, monumento em homenagem ao escritor Sir Walter Scott que fica em frente a um jardim lindo (que cores MARAVILHOSAS no outono, senhor!) e pertinho da National Gallery of Scotland, museu que reúne obras de arte antiga e moderna.

naitonal gallery

scott's monument

edimburgo no outono

E lembra que falei lá em cima de um palácio que ficava no final da Royal Mile, na ponta oposta ao Castelo? Era o Palácio de Holyrood, que foi a residência principal dos reis e rainhas da escócia desde o século 15 e ainda é utilizado pela rainha pra alguns eventos oficiais.

Veja a seguir um mapa com algumas das atrações mencionadas nesse post, pra dar uma ideia de como tudo é pertinho. :) E se você já foi pra Edimburgo, conta nos comentários: o que mais gostou de fazer?

O Janelas Abertas visitou Edimburgo em outubro de 2017 a convite do Visit Britain, que ofereceu hospedagem e entradas para as atrações pagas. Todas as opiniões manifestadas aqui são pessoais e não sofreram interferência alguma da instituição. O Janelas Abertas preza pela transparência e sempre sinaliza eventuais parcerias e patrocínios.

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4 Comentários

  1. Ludmila Rabelo

    honesto, simples e direto. adorei este site

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