Aprendizado e trabalho

Como criar um blog de viagens (e ganhar dinheiro com ele)

Aprendizado e trabalho | 19/02/18 | Atualizado em 10/07/18 | 12 comentários

Se seu objetivo é simplesmente ganhar dinheiro e viajar muito, vou logo avisando: existem outras formas muito menos trabalhosas do que criar um blog de viagens. Afinal, visitar museus, fazer trilhas e sentar na praia com uma água de coco na mão são atividades que compõem uma parcela muito pequena do esforço necessário pra fazer um blog ter qualidade, alcançar cada vez mais gente e ganhar dinheiro com isso. O investimento de tempo é alto, e vai muito além de “viajar e escrever”, como pode parecer à primeira vista.

Pra ir além de um hobby e considerar o blog como algo profissional, mesmo que você não tenha pretensão de fazer dele sua principal fonte de renda, é preciso encará-lo como um negócio. E todo negócio envolve muitas coisas além do produto ou serviço que você entrega, né? Tem o marketing, a contabilidade, logística, negociações… No caso de um blog, todas essas funções ficam por sua conta (ou divididas com quem criou o blog com você). Por isso, é preciso não só gostar de viajar e de escrever, mas também de aprender coisas novas e explorar uma área que ainda é relativamente nova e incerta.

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É uma delícia construir algo do zero e ver esse “algo” ir crescendo. Muito massa poder fazer as coisas do seu jeito. Saber que todo o esforço tá indo pra algo que é seu. Entrar em contato direto com as pessoas que você tá ajudando. Aprender coisas novas todo dia. Mas isso tudo vem de mãos dadas com trabalhinhos técnicos e tediosos, muita disciplina, decisões difíceis e paciência pra descobrir se todo esse lerê vai dar resultados.

Caso você esteja pensando em criar um blog de viagens e se dedicar a isso seriamente, vale a pena ler esse post pra ver se quer isso mesmo. Caso seja apenas um curioso, como os meus amigos que perguntam “que tanto de trabalho é esse que tens pra fazer pro blog?”, pode seguir lendo também. Quem sabe você não entende melhor quando alguém tiver que dizer não pra aquela saída pra brincar de blog, né? :P

Passos para criar um blog de viagens

Pensar num perfil

Uma das maravilhas da internet é que hoje em dia qualquer pessoa com acesso a ela pode ter sua voz ouvida. Não faltam blogs, canais do Youtube, perfis no Instagram, páginas no Facebook e assim por diante, falando sobre os mais diversos assuntos. Viagem é um dos mais populares, é claro. Por isso, quem quer se somar a esse mundinho precisa pensar em formas de se diferenciar.

Você vai focar num nicho, como viagens com crianças ou lua de mel? Vai falar de um destino só, como a Disney? Vai focar em viagens de luxo ou em ecoturismo? Prefere escrever textos mais na vibe “minha viagem foi assim e assado”, ou mais impessoais? Quer focar na história dos lugares ou em dicas práticas e objetivas?

Essa visão pode ser amadurecida com o tempo (provavelmente vai, e isso é bom). Mas é legal começar já com um norte, até pra dar início às primeiras decisões estratégicas, como a escolha do nome. No caso do Janelas Abertas, desde o início eu tinha claro que não queria um nome diretamente relacionado a viagens. Não por acaso: minha ideia sempre foi misturar roteiros e dicas práticas a posts sobre outros assuntos que têm a ver com “se abrir pra o mundo“, que é o que mais mexe comigo nessa história de viajar.

Sempre tentei, também, priorizar uma linguagem mais informal e relatos pessoais, porque o que mais amo nesse universo de conteúdo online são 1) a liberdade pra me comunicar do meu jeito e 2) a conexão que pode ser gerada entre pessoas. Ao mesmo tempo, acho essencial trazer informações práticas, sempre apuradas com responsabilidade, porque a jornalista que existe em mim não conseguiria fazer diferente. Mas claro que meu jeito não é universal: fora questões éticas, quem define as regras do seu jogo é você.

Tá com dificuldade pra definir? Vale a pena tentar criar uma “persona” pra o blog: se ele fosse uma pessoa, como seria? De que jeito fala, como se comporta, por que assuntos se interessa, com quem gosta de conversar? Essa persona não tem necessariamente que ser igualzinha a você, por mais pessoal que seja esse espaço. Alguns hobbies e interesses seus podem não ficar em foco, ou você pode optar por manter uma linguagem mais impessoal, por exemplo. A linha editorial é sua e o céu é o limite, mas é bom ter uma ideia do que ela abrange. Todos os outros passos vão ficar mais fáceis se você tiver isso em mente.

Definir o nome e criar um domínio

A partir desse perfil, é hora de quebrar a cabeça pra escolher um nome. O ideal é encontrar algo curto, fácil de lembrar, de pronunciar e de soletrar. De preferência, se seu público-alvo for brasileiro, algo em português. E, se possível, um nome que não seja tão parecido com a maioria dos outros blogs da área, pra evitar confusão.

E que também não se limite a uma experiência específica. Criei esse blog logo antes de ir pra Espanha fazer mestrado, mas imagina se eu tivesse resolvido chamá-lo “mestranda na Espanha” ou algo do tipo? Ia ter que mudar o nome ou começar outro blog um ano depois.

Se tiver dificuldade pra escolher, sugiro fazer uma nuvem de palavras relacionadas ao seu nicho ou perfil e chamar uns amigos pra fazer brainstormings, jogando na roda tudo que vier à cabeça sem julgamentos.

Decidido? Pesquise se não existe outro site com o mesmo nome (ou muito parecido), pergunte pra outras pessoas o que acham e veja se soa bem em voz alta.

Se estiver tudo certo, é hora de registrar seu domínio. Dá pra criar um blog com a URL blogdafulana.wordpress.com ou blogspot.com, e se a ideia for só um hobby não tem problema (e você pode mudar depois). Mas caso tenha pretensões mais sérias, vamos ver isso aí, né?

O registro de domínio, que tem duração de um ano e pode ser renovado, é baratinho (coisa de R$ 40) e bem fácil de fazer. Pra um endereço com final .com.br, acesse o Registro.br, e pra final .com existem vários sites possíveis, como GoDaddy e Hostgator. O ideal é registrar logo os dois pra garantir que ninguém vai fazer um site com o mesmo nome do seu, e redirecionar os acessos de um pra o outro.

Ah, e se quiser levar o negócio a sério mesmo, também é muito indicado fazer o registro da marca, através do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Eles levam cerca de dois anos pra analisar o pedido, mas o processo é mais simples do que parece e evita grandes dores de cabeça. Imagina passar anos construindo uma marca sólida e vir alguém dizer que você vai ter que mudar de nome porque eles registraram a mesma marca primeiro?

Criar um layout

Esse pode ser um investimento posterior caso você queira blogar por um tempo antes de decidir se vai levar isso adiante, mas ter um layout caprichado é muito importante. A carinha do seu blog é a primeira impressão que os visitantes vão ter, antes de ler qualquer palavra, e quem tá acostumado à vida digital tende a dar muito menos credibilidade a sites que não parecem profissionais.

Por isso, é bom fazer uma pesquisa pra ter referências e montar (na cabeça, no papel ou num software de edição de imagens) um esboço de como você quer o layout. Dá pra usar temas gratuitos ou pagar pra usar um pago, encontrado em sites como o Themeforest, e personalizá-lo. Ou, se puder, contratar um programador e um designer pra montar um layout exatamente de acordo com suas especificações.

Criar o blog em si

A imensa maioria dos blogs profissionais usa a plataforma WordPress, que é super versátil e intuitiva. Pelamordedeus, não use Blogger. Sério, você vai se arrepender quando perceber o erro e precisar migrar (meu caso e de muitos outros blogueiros que conheço).

Existe uma versão que sai grátis, o WordPress.com, que fica hospedada nos servidores deles, mas tem várias limitações de recursos e personalização. Não dá pra instalar e customizar qualquer tema, usar plug-ins, acessar as métricas do Google Analytics, entre outras coisas.

Já o WordPress.org exige que você hospede o site em outro servidor, mas te dá controle total sobre o blog, com acesso a muita coisa útil pra fazer com que ele funcione bem e cresça. Você pode começar na versão gratuita e depois migrar pra paga, caso ainda não tenha certeza se essa história de blog é pra você (eu fiz isso e muitos outros colegas também).

Depois de criado, vá mexendo no painel pra aprender a usá-lo e configurá-lo e instale alguns plug-ins úteis como Akismet (pra evitar comentários com spam) e Yoast SEO (pra otimizar os posts pra mecanismos de busca). Mas não se empolgue e vá enchendo o troço de plug-ins loucamente, porque eles podem dar pau; se tiver dúvida, procure alguém que entenda do assunto.

Produzir conteúdo

Chegamos, enfim, ao coração de qualquer blog: o conteúdo. Muita gente pensa apenas nisso quando se fala em blogar, e apesar de ser minha parte preferida, a produção de conteúdo muitas vezes não ocupa a maior porcentagem do trabalho. Ainda assim, é claro que é fundamental e deve ser feita da melhor forma possível.

Eu comecei o Janelas Abertas como hobby e ele foi crescendo aos poucos, mas se você já quer começar com mais pretensões do que eu, é interessante escrever vários posts antes de colocar o blog no ar. Assim, quando você divulgar, os leitores recém-chegados já podem ter uma boa ideia do que você vai oferecer. Lembre-se, também, de escrever uma boa página de “Sobre“, explicando o propósito e o perfil do site e falando um pouco sobre você, se a ideia é ter um blog mais pessoal.

Mas tá pensando que é só sentar e escrever? A produção de conteúdo tem várias fases antes e depois disso. E olhe que tou só falando do blog em si, e não de tudo que pode rolar além dele, como canal no Youtube, e-books, coisa e tal. Afinal, além de viajar é preciso pesquisar muito, consumir informação de todo tipo e fazer mil anotações. Sem falar em todo o trabalho que dá pra selecionar e editar fotos entre aquelas milhares que você certamente tirou durante a viagem (malditas câmeras digitais que nos deixaram sem controle).

Depois de escrever, ainda é preciso formatar o texto, inserir links pra outros sites e pra posts anteriores, inserir as fotos, checar informações, revisar o texto, configurar categorias e tags e trabalhar o SEO. Não sabe o que danado é isso? Continua lendo…

Cuidar do SEO

O conteúdo é rei, como se diz por aí, e sem ele não adianta fazer mais nada. Mas aquele seu post maravilhoso não merece ficar juntando poeira nas profundezas da internet, né? Pra evitar isso, a principal coisa que você pode fazer é otimizar o blog pra mecanismos de busca, processo chamado de SEO (search engine optimization). Afinal, as pesquisas do Google são responsáveis pela maior parte do tráfego de quase todos os blogs.

A má notícia é que se você não entende nada disso vai ter que estudar um bocadinho pra não fazer besteira. E quanto antes, melhor, senão vai ter que fazer que nem eu e ficar voltando em posts antigos pra corrigir erros. Sem falar que as regras mudam, então esse estudo nunca vai estar concluído.

Mas a boa notícia é que o Google tá ficando esperto e hoje em dia valoriza cada vez mais o que é realmente bom pra os leitores: que o site carregue rápido, os textos sejam informativos, organizados e escritos de forma natural e que as informações respondam às dúvidas de quem entrou ali. Ou seja: não precisa escrever pensando em robozinhos.

Ah, outra boa notícia é que existe aquele plug-in pra WordPress que mencionei acima, o Yoast, que quebra um galho grande na hora de otimizar seus posts. Só não se esqueça de ajustar também outras coisinhas mais técnicas, como tornar o site responsivo (adaptado pra dispositivos móveis, como smartphones), reduzir o peso de imagens, preencher corretamente a tag Alt de cada foto e assim por diante.

Se você lê em inglês, uma boa fonte introdutória sobre o assunto é esse Beginner’s Guide to SEO, e o blog do próprio Yoast também é útil, mas não faltam outros cursos e textos sobre o assunto pela internet.

Outras questões técnicas

Se você for meio tecnofóbico, se prepare, porque além do SEO tem várias outras questões técnicas que você precisa levar em consideração. Uma das mais importantes é a hospedagem, afinal, se você não estiver usando uma plataforma gratuita é preciso um servidor pra abrigar seu blog. Ele merece um cantinho aconchegante pra viver. :)

É bom pesquisar bem sobre isso pra ter boas referências, porque existem serviços de hospedagem de todo preço, com diferentes capacidades e níveis de serviço. Caso o site esteja num servidor meia-boca, pode vir a sair do ar, e se o atendimento não for bom, a dor de cabeça pode ser grande.

Também é essencial pensar em backup, atualização, segurança, instalação de plug-ins, bloqueio de spam… Tento me informar a respeito pra não ficar vulnerável, mas na prática conto com o serviço da Paradox Zero, empresa onde trabalhei e que cuida da hospedagem e manutenção do Janelas Abertas há uns três anos.

Nunca tive nenhuma preocupação com hospedagem ou manutenção, porque eles resolvem tudo pra mim e tão sempre fazendo backup, atualizando o que é preciso, protegendo o blog de possíveis hackers e fazendo ajustes na programação quando necessário. Sem falar que me respondem rápido quando rola alguma bronca e são pacientes com minhas dúvidas. Rola um investimento financeiro mais alto do que se eu pagasse só por um servidor simples, mas a tranquilidade de saber que minhas horas e horas de trabalho estão em boas mãos compensa muito.

Gerenciar redes sociais

Tá achando muito trabalho? Isso é porque nem extrapolamos o blog em si. Sim, você certamente já tá no mínimo no Facebook e no Instagram com seu perfil pessoal, mas gerenciar as redes do blog é outra história. É preciso ler sobre o assunto, decidir estratégias, produzir conteúdo com frequência, responder às mensagens, acompanhar estatísticas, rever as estratégias… Lembrando sempre que cada rede tem suas particularidades e que não é preciso (nem possível, eu diria) ter uma presença forte em todas de uma vez.

De todo jeito, é recomendável criar o quanto antes um perfil com o nome do blog em todas as principais: Facebook, Twitter, Instagram, Google+, Youtube e Pinterest. Assim, você garante que não vai ter alguém usando “seu” nome de usuário se você resolver investir nessa rede no futuro.

Em algumas dessas redes, como o Google+ e o Twitter, eu fiz bem isso: não tenho afinidade com essas plataformas e escolhi não dedicar meu tempo a elas. Em outras, como o Pinterest e o Youtube, tou tentando estar cada vez mais presente. Sem falar no Facebook e Instagram, que são hoje essenciais pra qualquer site da área, mas têm perfis distintos: enquanto o livro de rostos serve (cada vez menos) pra trazer visitantes pra o blog, o Insta geralmente é mais útil como ferramenta de branding.

Seja como for, lembre-se que rede social é via de mão dupla e não se limite a ficar publicando links pra seus posts mais recentes. Compartilhe o que aprende e interaja com sua audiência, ajudando quem precisa. Responder aos comentários nas redes, e também no blog e e-mail, dá um trabalho considerável, mas é massa. (Fica a dica: amo comentários e mensagens, me mandem amor!).

Desenvolver estratégias

Todo negócio precisa de estratégia. E caso você queira ter um blog profissional, quanto antes começar a encará-lo como uma empresa, melhor. Não é fácil desenvolver estratégias pra uma área de negócios que é tão recente e muda tão rápido – os consultores do Sebrae, por exemplo, não vão poder te ajudar muito. :P Mas é importante estabelecer metas SMART (específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais) pra concentrar seus esforços no que tem mais chances de ajudar seu blog a melhorar.

Isso tem tudo a ver com observar o comportamento do seu público, fazer pesquisas, ler sobre o mercado, fazer networking, propor ou negociar parcerias e acompanhar as estatísticas do site (santo Google Analytics) e das redes sociais. Especialmente pra quem toca o blog sozinho, como eu, esse processo de definição de estratégias pode envolver muitas dúvidas, frio na barriga e um leve pânico vibes “tem muita coisa pra fazer e não vou dar conta”. Mas um dia após o outro (com umas seções de meditação no meio pra controlar a ansiedade) a gente vai avançando.

Cuidar das finanças

Tá, mas como transformar todo esse trabalho em renda? Existem muitas formas de monetizar um blog, mas as principais são publicidade tradicional (como banners e outros formatos de venda direta), Google Adsense e redes similares, programas de afiliados (que oferecem comissão por venda de produtos ou serviços através de um link trackeado), posts patrocinados e a venda de produtos (desde e-books a camisetas) ou serviços (como roteiros personalizados e tours guiados). Pra saber mais sobre as políticas de monetização do Janelas Abertas, acesse esta página.

Negociar com anunciantes, produzir produtos, estruturar e divulgar serviços, inserir links para produtos afiliados e todos esses paranauês dão um trabalho danado, mas não acaba por aí. É preciso estar sempre acompanhando tudo isso pra ver o que tá dando certo e o que não tá, além de checar se o dinheiro que era pra entrar tá entrando e quanto tá saindo.

Sim, porque essa empresa-blog, como qualquer outra, exige alguns gastos. Entre custos fixos e esporádicos, posso mencionar hospedagem, designer, programador, anúncios, softwares, equipamentos de foto e vídeo, assinatura de banco de imagens… Ou seja: se você estiver pensando em criar um blog pra “viajar de graça” lembre-se que não apenas isso não paga as contas, como o balanço pode ser negativo, considerando os investimentos que você vai fazer.

Tudo isso precisa ser colocado na ponta do lápis, inclusive pra calcular impostos e outras burocracias do tipo, e dependendo da sua renda pode ser preciso contratar um contador.

Fazer networking

Muito do que aprendi nesses cinco anos e meio de blog foi fruto de tentativa e erro, mas também deixei de perder tempo e quebrar a cara muitas vezes graças às experiências de outros blogueiros. Felizmente o espaço da internet é infinito e todo mundo acompanha vários sites, então não faz sentido ver outros blogs como concorrentes diretos do seu. #tamojunto

Mais felizmente ainda, a blogosfera de viagens brasileira é bem organizada e unida, e a maioria do pessoal que conheci não vê problema em compartilhar aprendizados. Exemplos disso são a Associação Brasileira de Blogs de Viagem e a Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem, dois grupos com os quais aprendo muito. A galera explica coisas básicas pra quem tá começando, se une pra negociar com parceiros e se ajuda quando rola alguma bronca, desde servidor dando pau a conteúdo plagiado.

Também é ótimo interagir pessoalmente com outras pessoas da área quando possível, através de eventos, cursos e conferências. E, é claro, desenvolver contatos no universo de turismo de forma mais ampla, que podem gerar aprendizado e possíveis parcerias.

Ler, estudar, se informar

Deu pra entender que aprender é uma constante, né? Você é sua empresa e o resultado do seu trabalho vai depender do quanto você se esforça pra ir além do básico. Em alguns momentos a melhor opção é contratar um especialista, mas mesmo que você tenha todo o dinheiro do mundo não faz sentido criar um projeto seu e ficar dependendo dos outros pra tudo, né? Por isso, é preciso aprender sobre SEO, escrita, marketing, redes sociais e todos os itens acima.

Além de ler outros blogs (não só do seu nicho) pra ver o que a galera tem feito, se informar sobre o que tá acontecendo no mundo e desenvolver habilidades que talvez não sejam o seu forte. Eu tou, por exemplo, tentando fazer vídeos melhores, apesar de não ser uma linguagem que costumo produzir (nem consumir tanto, pra ser sincera).

Às vezes parece que a montanha de informações e habilidades a ser escalada é tão grande que vai ser impossível chegar lá, mas como tudo na vida, o segredo (que é mais fácil na teoria que na prática) é priorizar um número realista de tarefas, respirar fundo e ir dando um passo de cada vez. A parte boa é que se você é uma pessoa criativa, que gosta de desafios e se empolga ao aprender coisas novas, o processo vai ser tão trabalhoso quanto divertido. ;)

Bônus: Curso de travel blogging

Se você tá começando a entrar nesse mundo de blogagem e tá perdidão, recomendo os cursos da série Superstar Blogging de Matthew Kepnes, autor do ótimo blog Nomadic Matt. Ele é um dos maiores blogueiros de viagem do mundo, tá nessa área desde 2008 e hoje não apenas ganha muita grana com o blog, como faz isso de forma ética e com qualidade.

Se você fala inglês e procura informações úteis e focadas de quem entende muito do negócio, recomendo o curso The Business of Travel Blogging, que explica desde o básico pra configurar o WordPress e cuidar o SEO, mas também ensina a desenvolver a estratégia da sua marca, escrever um texto redondinho, oferecer guest posts pra sites grandes, fazer boas newsletters, criar e vender produtos, usar afiliados, trabalhar com marcas e outras formas de monetização.

Além disso, o curso inclui entrevistas, palestras e estudos de caso com gente como Rand Fishkin do Moz, Jodi do excelente Legal Nomads, Kiersten do Blonde Abroad e Earl do Wandering Earl, entre vários outros, e oferece suporte técnico gratuito com a equipe dele pra resolver broncas no seu blog.

O link acima é afiliado, mas só indico porque tive acesso ao curso e vi que ele resume várias coisas que eu levei anos pra aprender, além de trazer dicas e reflexões que abriram meus olhos.

Ah, e além desse específico pra blogs, ele juntou uma galera profissa pra oferecer cursos com outros enfoques: How to become a travel photographer, pra quem quer melhorar as habilidades fotográficas; How to become a travel writer, pra quem quer melhorar o texto e descobrir como ser freelancer pra revistas, jornais e sites; e How to become a travel filmmaker, pra arrasar nos vídeos.

Sim, tem muito mais trabalho envolvido do que viajar, e mesmo do que escrever. Mas é o melhor trabalho que já tive.

E você, tem ou quer ter um blog de viagens profissional? O que diria pra alguém que tá pensando em entrar nessa?

Crédito da foto em destaque no topo do post: Pexels – licença Creative Commons Zero (CC0)

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Quando você usa esses links, o blog ganha uma pequena comissão pra se manter vivo e você não paga nada a mais por isso. <3 Saiba mais sobre as políticas de monetização do Janelas Abertas clicando aqui.

Pra conferir muito mais conteúdo sobre viagens todos os dias, siga o Janelas Abertas no Facebook, no Instagram e no Youtube. Espero você lá! :)

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12 Comentários

  1. Ivane

    Olá Luisa ! Valeu pelas dicas ! Vc escreve com clareza , fica fácil entender todos os passos necessários para criar um blog . Tenho 56 anos e simplesmente amo viajar . Já viajei muito por este nosso Brasil e no ano passado resolvi que estava na hora de conhecer um pouco do mundão lá fora . De cara conheci 6 países e ficou a vontade muito forte de dividir esta experiência fantástica com o pessoal mais maduro . Tenho observado que os blogs de viagens são mais voltados para a juventude não é ? Como vou realizar mais uma aventura em maio deste ano : vou fazer um intercâmbio de inglês de um mês em Malta, voltou a vontade de compartilhar a experiência , com pessoas da minha idade . O que vc acha ? Acha que seria interessante ? Existe uma demanda para o blog ? Acha que seria viavel a criação de um blog , com viagens eventuais e não constantes ? Eu poderia falar sobre as viagens realizadas no ano passado ?

    • Oi, Ivane! Acho uma ótima ideia :) Eu conheço só um blog voltado pra o público da sua idade; não lembro agora o nome, mas se lembrar volto aqui pra falar! Mas, sim, pesquisas mostram que essa faixa etária tem viajado cada vez mais, e acho que tem demanda, sim! Também é super viável fazer com viagens eventuais; a maioria dos blogueiros não está constantemente na estrada (e na verdade eu tenho mais dificuldade de escrever quando tou viajando muito, porque fica conteúdo demais na cabeça haha). Você pode falar das viagens do passado, claro! Desde que lembre das coisas e consiga pesquisar o que falta pra complementar :) Sobre o intercâmbio, que ótimo que você vai fazer! Eu vou publicar na semana que vem um post justamente sobre duas amigas que fizeram inglês em Malta. Dá uma olhada, porque apesar do perfil delas ser diferente as dicas que elas dão podem ser úteis :) Ah, e eu estava querendo fazer uma entrevista aqui pra o blog com alguém da sua faixa etária que tivesse feito intercâmbio. Topa conversar comigo quando voltar? :) Um abraço e boa sorte na viagem e com o blog!

  2. Olá Luiza!
    Adorei o seu post! Muito claro, verdadeiro e com ótimas dicas. Também sou de Recife, sou advogada e blogueira de viagem (Blog Pra Viajante). Posso afirmar que todas essas dificuldades que você relatou são reais. Ainda estou tentando contornar e superar algumas e suas dicas foram muito úteis. É preciso ter muita determinação e paixão. Quem sabe um dia nos encontremos por ai. Bjs.

    • Oi, Prazeres! Que bom que você gostou das dicas :D Realmente é preciso ter muita determinação e gostar mesmo do negócio, porque é bem mais difícil do que parece pra quem vê de fora, né? Mas recompensa! :) Vou olhar teu blog e espero que a gente se encontre por aí, sim! Um abraço

  3. Denise

    Ola Luisa,
    Foi uma coincidencia grande. Estou vendo a possibilidade de montar um blog e coloquei no google e o primeiro que entrei foi o seu. E nos comentários me deparo com o comentário da Ivane, e parece que eu escrevi. Tenho também 56 anos e ha muito tempo pretendia fazer isso, mas trabalhava e nao tinha tempo para tal. Agora ja aposentada a vontade esta mais latente. Ja morei fora do Brasil por 2 anos e isso aguçou minha vontade. Meu objetivo é o mesmo da Ivane fazer um blog de viagens para pessoas acima de 50 anos. Mas nao sei nem por onde começar. Então voce acha interessante um blog para essa faixa etária. Acho que vou tentar encontrar alguém que ensine a fazer o blog pessoalmente. Obrigada pelas dicas. Se conhecer alguém me ajude. Estou no Rio de Janeiro. Obrigada

    • Oi, Denise! Fico muito feliz por saber que você também tem esse desejo e espero que ambas possam colocá-lo em prática! Acho que não conheço ninguém no Rio de Janeiro que possa ajudar com isso, mas se me lembrar de alguém aviso, sim. Boa sorte com esse projeto! Ah, e se puder, vem aqui me contar quando começar o blog :) Um abraço

  4. Eliane Moraes

    Luisa, que post mais completinho! Haha! Eu tenho observado o mundo dos blogs já há um tempinho e acho que vc conseguiu falar de tudo! E me inspirou ainda mais pra começar logo o meu próprio blog! haha obrigada (:

    • Oi, Eliane! Que massa, fico feliz demais por você ter gostado do post e ainda mais por ter servido de inspiração! Vem ‘simbora pra esse mundo louco e lindo! hahah :) Um abraço e obrigadíssima por comentar

  5. Oi Luisa bom dia! Excelente Artigo, porém tem um pequeno detalhe … O wordpress.org é Gratuito. Não precisa nem de gastar dinheiro com dominio e hospedagem se souber configurar o PC “de casa”. Mas claro não é a solução perfeita.

    Um abraço “Blogueiro” ! Eh eh eh

    • Oi, Ricardo! Realmente usei o termo errado, editei lá ^^ Obrigada! Mas acho que quem sabe configurar tudo em casa não precisaria das dicas desse artigo pra iniciantes, haha :D Um abraço!

  6. Rubia Almeida

    Olá Luisa, Adorei seu post como todos aqui, li vários artigos de blogueiros de como criar um blog de viajens, mas o seu sem dúvida é o mais completo e de melhor entendimento. Quero criar um blog por hobby no inicio, mas com pretenção de negócio. Mas meu curriculo de viagens ainda é pequeno, fico com dúvida e receio, de em meios de tantos blogs que deram a volta no mundo, o meu ficar ali de canto.
    No entanto meu noivo conhece mais lugares que eu, e amigos. Posso colocar experiencias de outras pessoas no blog?

    • Oi, Rubia! :) Obrigada pelo feedback! Você não precisa ter rodado o mundo pra fazer um blog de viagens legal. Pode abordar os destinos por uma perspectiva diferente, por exemplo, e trazer algo novo pra o leitor. Também pode falar sobre sua cidade, sua região… E, claro, trazer textos de outras pessoas – colunistas, colaboradores, enfim. Sempre tem espaço pra conteúdo de qualidade. Um abraço e boa sorte com o blog! :)

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