Viagem pra Dentro

Como lidar com a ansiedade de querer fazer tudo ao mesmo tempo agora

Preciso confessar: fiquei ansiosa pra escrever este post. Rascunhei algumas coisas no Evernote, mas não sobrava tempo pra sentar e escrever de verdade. Assim como não sobra tempo no dia a dia pra fazer tudo que eu quero, entre obrigações, lazer e mil projetos que enchem minha cabeça e meu coração. O que tem sobrado, nos últimos tempos, é a ansiedade pra conseguir dar conta de tudo, atender às expectativas que eu crio pra mim mesma e abraçar o mundo.

Demorei um pouco até ter uma noção real dessa ansiedade e do impacto dela na minha vida e ainda tou no comecinho do longo caminho pra aprender a lidar com ela, mas acho que um primeiro passo é reconhecer o problema. E por que vir reconhecer “em público”? Porque sei que não tou só.

Sei que você que me lê pode estar passando por algo parecido, ou em diferentes graus – síndrome do pânico, ansiedade social, estresse pós-traumático, ansiedade generalizada… Pode ser que, como eu, você fique sempre pensando na próxima coisa que precisa/quer fazer, tenha dificuldade de se manter focado no presente e sinta o coração acelerar e a respiração ficar menos profunda vez ou outra.

E se não for o caso, acho que podia ler isso aqui de todo jeito, porque provavelmente alguém perto de você também passa por dificuldades parecidas, que merecem atenção. E porque julgamentos ou conselhos tipo “relaxe”, “não é pra tanto” e afins não ajudam o amiguinho ;)

Tá até na moda falar em ansiedade, né? Muita gente considera que ela é, inclusive, um mal do nosso tempo. Segundo alguns estudiosos, no entanto, essa ideia de “era da ansiedade” é muito antiga e já assumiu diversas formas na sociedade. Mas o que significa essa palavra tão falada?

Normalmente, se define ansiedade como um sentimento de quem vive no futuro, se preocupando (de forma consciente ou não) com coisas que ainda vão acontecer. É como estar num estado de alerta constante, que pode provocar sintomas como taquicardia, falta de ar, boca seca e suor. Tudo isso porque nosso cérebro interpreta que existe alguma ameaça e prepara nosso corpo pra lutar ou fugir.

Em muitos casos, a gente não precisa fazer nenhuma dessas duas coisas, então esses sintomas são um saco, né? Mas foram essas reações que ajudaram nossos antepassados a sobreviver e evoluir até essas pessoinhas lindas como eu e você. ;) O problema é que, em excesso, a ansiedade pode prejudicar nossa qualidade de vida.

No fim das contas, ela costuma ser um aviso de que tem alguma coisa errada. Por isso, tratar os sintomas isoladamente ou tentar ignorá-los pode não resolver nada. O maior desafio, acredito, é descobrir por que surgiram essas sensações e tentar mudar alguns hábitos e perspectivas pra evitá-las.

A dificuldade de viver no presente

Ainda que a ansiedade exista desde que o mundo é mundo, nosso estilo de vida atual pode estar por trás de muitos gatilhos. Um dos aspectos é nossa dificuldade de viver tranquilos no momento presente, já que estamos sempre tentando fazer mil coisas no menor tempo possível e não admitimos que nenhum segundo seja desperdiçado.

Enquanto espera pra ser atendido no médico, você tem mil e-mails pra responder. Assim que acorda, responde às mensagens no Whatsapp. Logo que entra no carro, liga o som. Quando chega em casa, é a vez da TV começar a funcionar. E quem para pra contemplar alguma coisa sem precisar fotografar, comentar com alguém, snapear…? Dificilmente sobra tempo ou disposição pra estar com nós mesmos e escutar nossos pensamentos, né?

A responsabilidade pela liberdade

Outro fator que influencia muito a minha ansiedade (e, acredito, a de muito mais gente) é a quantidade de escolhas disponíveis. Pra quem tem o privilégio de ter as necessidades básicas garantidas, a sociedade atual oferece tantas opções de caminhos (e tanta pressão pra seguir o melhor e mais bem-sucedido) que é difícil não se sentir um pouco sufocado.

Amo a ideia de liberdade e de ser responsável pela minha própria felicidade, mas essa busca incessante por objetivos idealizados como o emprego dos sonhos, corpo supersaudável, relacionamento maravilhoso e estilo de vida confortável (e a noção de que tudo isso depende de você) pode ser avassaladora.

Tudo isso num mundo cada vez mais conectado, que nos possibilita estar “presentes” em vários lugares ao mesmo tempo e realizar diversas atividades simultâneas. Assim fica difícil se concentrar, estabelecer prioridades e manter o coração tranquilo enquanto cumprimos cada passo pra alcançar nossos objetivos, né?

FOMO, o medo de ficar de fora

Esse mundo digital também traz pra gente, a cada instante de cada dia, uma quantidade absurda de informação. O mundo muda a cada minuto, as atualizações chegam o tempo todo e é simplesmente impossível acompanhar tudo que acontece. E isso gera em muita gente o fenômeno apelidado de FOMO (Fear of Missing Out), um medo frequente de estar perdendo alguma coisa, de ficar “por fora”.

Isso se expressa em diversas áreas: além da angústia por não conseguir acompanhar todas as notícias, aprender sobre todos os assuntos e entender todos os problemas do mundo, a gente ainda fica vendo mil recortes das vidas alheias pelas redes sociais. E aí, por mais legal que seja o que você tá fazendo agora, a grama do vizinho pode parecer mais verde e a inquietação por não ter feito a escolha ideal ou se esforçado o suficiente pra estar na situação perfeita acaba surgindo.

A gente tem mania de se comparar com os outros, e temos hoje uma base de comparação cada vez maior, já que podemos testemunhar a vida dos nossos amigos, conhecidos, semiconhecidos, celebridades da internet, atletas, atores de Hollywood… Difícil não sair “perdendo” de alguma forma, né? E mais difícil ainda é o exercício de lembrar que cada vida é única e que o seu percurso não pode ser comparado ao de mais ninguém.

Pensamentos catastróficos

Quem é muito ansioso costuma sentir, também, uma angústia por não conseguir controlar as situações. Um contratempo simples pode parecer uma catástrofe e a dificuldade de lidar com frustrações pode provocar ainda mais pensamentos catastróficos como forma de se preparar pra o pior, num mecanismo tipo “meu pessimismo é meu talismã” (sim, eu fazia parte dessa comunidade no Orkut :P). Feliz ou infelizmente, não temos como controlar tudo o que acontece na vida e é preciso aprender a lidar com a insegurança.

COMOFAS?

Ok, mas quaisquer que sejam os gatilhos da sua ansiedade (entre esses acima ou infinitos outros), como lidar com ela? Essa é a grande questão e eu queria muito ter uma resposta no estilo fórmula mágica pra resolver minha vida e a de um monte de gente, mas infelizmente ainda não existe tal coisa. Por enquanto, acho que o caminho é um esforço de autoconhecimento, aceitação e pequenas mudanças que vão levando ao equilíbrio tão querido. A eficácia de cada “técnica” depende da pessoa, mas algumas recomendações comuns podem ajudar, né?

Reconhecer e aceitar

Quando a gente tem essa agonia pra alcançar um bilhão de metas, ser megaprodutivo e coisa e tal (presente! o/) é fácil escorregar pra uma situação em que você faz tantas atividades que não deixa espaço pra seu cérebro processar as coisas e perceber seus reais problemas e necessidades. Por isso, acredito que ter consciência do que tá atrapalhando sua vida (e perceber, por exemplo, que você não tem condições de dar conta de tantas tarefas, ou que aquela taquicardia que aparece do nada tem uma causa psicológica) já é um grande passo. :)

Além disso, é importante não se julgar ou censurar por sentir isso ou aquilo. Afinal, como defende esse texto, você não é seus pensamentos ou sentimentos. Se você tá sentindo ansiedade, isso não significa que você é ansiedade. As sensações que os eventos da vida provocam na gente não são fáceis de controlar, mas se você prestar atenção nelas e aceitá-las pelo que são, é possível escolher o que fazer daí em diante.

Assim, em vez de tentar mudar o que sinto, tenho tentado aceitar isso e me manter no momento presente, trabalhando meu comportamento pra focar nas coisas que realmente importam pra mim. É difícil, mas acho que é menos difícil do que gastar toda sua energia tentando ignorar o que sente, xingando a si mesmo ou querendo ser outra pessoa e esperar que alguma coisa mude.

Respeitar seu tempo

Também tá meio que na moda falar em correr atrás dos seus sonhos, né? Eu mesma sou uma entusiasta desse “movimento” e acredito que viver tem muito a ver com se movimentar pra alcançar o que realmente nos faz felizes. Mas o risco é esquecer, nesse processo, de respeitar nosso próprio tempo e nossas condições de vida.

Você não precisa resolver tudo sozinho, nem alcançar todos os objetivos imediatamente, nem corresponder a todas as cobranças que partem da sociedade, da sua família ou pior – de si mesmo. Esse desespero pra mudar pode deixar a gente preso, embaçar nossa visão na hora de decidirmos que caminho tomar e criar um ciclo de frustração por não conseguir “chegar lá”.

Ficar estagnado é ruim, mas às vezes o “timing” não tá certo, às vezes a vida acontece, às vezes as prioridades são outras… E sempre, sempre, o mais importante de tudo é escutar seu corpo e sua mente e cuidar de si mesmo. Às vezes, é preciso abrir mãos de algumas coisas, ou pelo menos deixá-las pra depois. É difícil, mas necessário. <3

Pensar positivo

Sabe aqueles “pensamentos catastróficos” que eu mencionei lá em cima? Mesmo que você não acredite no poder das “energias positivas”, tentar mudar esses pensamentos pode ajudar a reduzir a ansiedade. A negatividade afeta nossas emoções, então quanto mais a gente pensa que tudo vai dar errado, que não vai dar tempo, que não somos capazes etc. e tal, mais esses sintomas de medo-pânico-desespero vêm à tona.

No meio de uma crise, pode parecer impossível, mas acho que vale a pena ir praticando: tentar mentalizar que o futuro pode não ser tão ruim, os problemas podem não ser tão grandes e tudo vai dar certo no final. E tem aquela coisa clichê de “um passo de cada vez”: quando a gente foca num problema, resolve ele e só então pensa no próximo, o futuro fica com menos cara de bola-de-neve-que-vai-nos-esmagar.

Procurar ajuda profissional

Se você sentir que a ansiedade ou o pânico atrapalham sua estabilidade física ou emocional, procure ajuda! Eu acho que todo mundo no mundo devia fazer terapia, pelo menos por um tempo, porque reservar um momento regularmente pra se conhecer melhor e pensar em como ter uma vida mais plena é muito importante. Existem diferentes formas de tratamento pra quem tem transtornos de ansiedade, de psicoterapia ao uso de medicamentos (com acompanhamento médico, é claro), mas pra saber o melhor pra você o negócio é consultar um profissional e futucar o que se passa dentro da sua cabecinha.

Adotar hábitos que acalmam

Fala-se muito sobre a importância de evitar estimulantes, como cafeína e açúcar, pra não aumentar a ansiedade. Nunca constatei muito efeito dessas substâncias na minha pessoa (posso tomar três expressos e ir dormir logo depois), mas ficadica pra quem sente a diferença: vale experimentar trocar o cafezinho por substâncias calmantes tipo chá de camomila. Se alimentar melhor, escolhendo alimentos menos industrializados e mais leves, também pode deixar a gente mais leve e disposto como um todo.

Outra dica (que tenho dificuldade de seguir) é praticar exercícios regularmente. Dizem por aí que isso ajuda a distrair a mente, libera hormônios amigos que nos deixam felizes, diminui a tensão muscular, melhora o sono e traz outros muitos benefícios que espero comprovar quando conseguir deixar de ser sedentária. ;)

O que eu mais curto e tenho tentado inserir na vida é a yoga, que entre outras coisas ajuda a trabalhar a respiração e aliviar a tensão muscular. Mas tem muito mais que isso: a filosofia que a envolve é ampla e pode ajudar a assimilar melhor as experiências e viver com o coração mais aberto e tranquilo, com mais compaixão em relação aos outros e a si mesmo. Se você não conhece muito o assunto e tem interesse, recomendo o livro Yoga Para Ansiosos, que é meio “autoajuda” mas traz reflexões bem interessantes, além de exercícios de autoconhecimento, de respiração e de yoga propriamente dita.

Pra quem é do Recife, recomendo muito as aulas de yoga com Dedea, em Casa Forte. Como o tempo e a grana não me deixam ir pra as aulas no momento, tenho recorrido ao site Do You Yoga, que traz centenas de aulas de iniciante a avançado em vídeos de alta qualidade, mas infelizmente é tudo em inglês. Se você entende o idioma ou já fez aulas de yoga antes e consegue acompanhar só copiando a professora, vale a pena fazer o 30 Day Yoga Challenge com Erin Motz, que é uma fofa <3 As aulas são grátis, curtinhas e fáceis de encaixar no dia a dia.

Outra indicação que tem tudo a ver é a meditação, que precisa ser desmistificada, porque muita gente ainda acredita que é “coisa de hippie” e que é preciso esvaziar totalmente a mente pra praticar, o que é tipo impossível. No mínimo, meditar alivia um pouco a agitação, já que você dedica algum tempo a ficar consigo mesmo, mas estudos apontam que os benefícios são profundos: segundo pesquisadores, quem medita há muito tempo tem mais sinais elétricos no cérebro associados à concentração e ao controle emocional.

Se você quiser tentar, vale a pena ler essas dicas, fazer esse 30 Day Meditation Challenge ou usar aplicativos como o Headspace (que tem animações fofas, uma voz legal e uma pegada mais “meditação na vida moderna”), o Calm (que é mais “zen”) e o Medita! (que é brasileiro – os outros dois são em inglês).

Meditar ainda é um processo difícil pra mim, porque minha mente não para quieta e uma das partes mais importantes é não se culpar por não conseguir se concentrar. Ainda assim, simplesmente prestar atenção na respiração ajuda a tranquilizar. É um ciclo: a ansiedade provoca uma respiração mais rasa e essa respiração estimula a ansiedade. Se acostumar a desenvolver uma respiração mais profunda é um exercício e exige prática, mas vale a pena :) E vale usar esse GIF aí embaixo pra ajudar <3

E você, por que se sente ansioso? O que faz pra lidar com isso? Me conta aí nos comentários! 

A foto em destaque é do site Pexels e tem direitos de uso liberados.

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14 Comentários

  1. Rebecca

    Lu, esse texto é lindo e perfeito. Muitas pessoas de todas as idades tem uma forma ou outra de ansiedade. Para mim, além da preocupação achando que algo ruim aconteceu quando as pessoas que amo estão atrasados ou não atendem o telefone, etc, o que me acabava muito era overthinking constantemente, tentando controlar todos os aspectos de absolutamente tudo, para ter certeza de fiz tudo para evitar o problema que minha cabeça imaginou que ia acontecer. Hoje em dia, depois de começar a fazer meditação e deep breathing, minha mente já não pensa tanto. Ela reconhece os problemas, pensa nas soluções e só pensa de novo na hora de executar as soluções . Ajuda muito ter um diário . Eu escrevo todas as minhas ” soluções ” e com isso, tiro tudo da cabeça sabendo que posso ir para o diário na hora que precisar. Escrever ajuda a dar espaço na cabeça para coisas positivas. E você está certíssima em relação a não se sentir mal se não conseguir fazer meditação profunda. Pego minha cabeça viajando , e aí trago ela de volta. E a respiração ajuda muito. É vital para nossa existência e nós respiramos o dia todo sem nem perceber. É importante parar e prestar atenção a ela. Mindfullness , com tudo e todos. Você conhece o projeto Semicolon? É bem interessante. http://www.projectsemicolon.org . Muito linda essa sua jornada ! Muito amor e pensamentos positivos para você.

    • Que comentário lindo! <3 Também acho que escrever ajuda muito em vários sentidos, mas não tinha pensado em fazê-lo dessa forma, colocando no papel as soluções pra não ter que ficar remoendo as coisas. Vou experimentar :) Sobre a respiração, é impressionante como ajuda, né? Já ouvi falar nesse projeto, mas não conhecia direito. Vou olhar! Muito amor e pensamentos positivos pra você também :))

  2. Camila Lemos

    Que post maravilhoso!! De fato, muitas pessoas sofrem com isso, e eu sou uma delas. haohasoas. Já melhorei bastante, inclusive, e continuo estudando maneiras de me livrar disso. Eu sou do tipo que já achei várias vezes que ia ter um ataque cardíaco. É péssimo. Cheguei no limite há um tempo, dai decidi que esse ano ia mudar totalmente minha vida, tentar outro ritmo de trabalho e coisas novas. Vou compartilhar algumas delas, vai que ajuda alguém também, né? rsrs.

    – Zero celular no ônibus. Parei com isso de querer ficar conectada/por dentro o tempo todo, de ter uma opinião sobre tudo que tava acontecendo. Eu ocupava esse meu ócio com internet. Agora, só me permito ler um livro ou ficar na companhia da minha mente durante o trajeto.

    – Meditação! Comecei há uns dois anos e tenho evoluído bastante. Na minha primeira aula, nos primeiros 10min o meu corpo dava tipo um choque, porque eu não conseguia ficar quieta! rsrs. A prof disse que era normal e deu exatamente esse mesmo conselho que você falou: não se preocupe se você não consegue se desligar. rsrs. Acho que meditação é hábito. Eu estou indo beeem melhor hoje em dia. Eu uso o Headspace em casa, ou então vou pra algumas coletivas. Tem um vídeo que eu acho bem legal, que fala sobre meditar durante 1 minuto apenas, pra criar hábito. Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=IPrOlrYHsoQ

    – E o terceiro aprendizado: coisas boas vão acontecer, coisas ruins também. Eu vou evoluir com todas elas. Não dá pra controlar a vida, temos que nos acostumar com o risco mesmo. Hoje em dia até gosto de não saber o que vem por ai na minha vida. rsrs.

    Além disso, resolvi testar atividades novas, cuidar mais da minha saúde física e mental e nunca negligenciar os sinais que meu corpo me dá. Espero conseguir me manter assim por um boom tempo. rsrs.

    É isso. E vamos seguindo, né? Acho que os maiores impactos vêm da nossa mente mesmo. As vezes a gente acha que é o trabalho estressante, o trânsito, a faculdade, mas a verdade é que a gente se conhece muito pouco. Claro que essas coisas influenciam muito, mas nesse tempo que tenho prestado atenção em mim tenho percebido que o meu jeito de levar a vida é que era maluco. É um exercício diário de autoconhecimento e mudança de hábitos. rsrs.

    • Camila, esse teu comentário que foi maravilhoso! :) Obrigada pela generosidade de sempre compartilhar coisas interessantes <3 Pelo pouco que sei das mudanças que fizesse esse ano tuas atitudes já me parecem massa. Acho que ainda não tou no momento de tomar atitudes tão "radicais", digamos assim, mas as pequenas ações que venho fazendo têm me trazido a segurança de que preciso mesmo buscar outro ritmo e coisas novas. :) Adorei tuas dicas, de verdade. Essa do celular no ônibus é boa... Também tenho mania de querer preencher cada minuto do tempo; chego a me sentir culpada se fico bodeando quando podia tar aproveitando pra responder e-mails, ler aqueles links que salvei etc. Mas ultimamente tenho tentado me permitir esses momentos de "ócio" e esse teu comentário foi um bom estímulo ;) Também tenho tentado olhar menos o celular, porque ficar o tempo todo ligada no Whatsapp já tava começando a me estressar. Sobre a meditação, eu ainda tou trabalhando pra seguir esse meu conselho haha. Acabo ficando ansiosa por não conseguir relaxar, sabe? Mas com certeza é um hábito mesmo. Tem uma meditação coletiva lá no Arte de Viver, que fica bem em frente de onde trabalho, mas nunca consigo ir porque uso o horário do almoço pra resolver coisas. Vou tentar priorizar isso :) Ah, e não conhecia o vídeo, acho que é bem por aí mesmo! Sobre saber que não dá pra controlar e que coisas ruins fazem parte: esse é um dos maiores desafios pra mim! Mas, como você disse, prestar atenção na gente e nos nossos sentimentos e tentar mudar nossa reação é um exercício diário, mas traz bons frutos. Assim espero ;) Um abraço!

  3. Valderez Campelo Soares Brandão

    Entre uma atividade e outra, paro, relaxo deitada, faço respiração aprendida na Yoga e descanso por dez minutos.Retorno às atividades bem mais calma!

    • Oi, Valderez! Boa dica :) Tou tentando começar a usar o método Pomodoro ao trabalhar, não sei se você conhece… Acho interessante focar por um tempo e dar um intervalo pra desopilar, mas confesso que costumo fazer isso focando em outra atividade (tipo ler notícias online), mas vou começar a usar os intervalos pra relaxar também :) Valeu pelo comentário!

  4. Nayara

    Esse texto caiu como uma luva pra mim e eu não estou sozinha nesse barco (por mais que eu pense que sim!).
    Eu sempre me considerei uma pessoa ansiosa, mas com o tempo a intensidade foi aumentando, com a idade, faculdade, trabalho e tantas outras responsabilidade. Esse ano resolvi procurar um psicólogo e começar um tratamento para melhor minha ansiedade. Eu mesma percebi o quanto isso estava me prejudicando.
    Estar conectada sempre com o celular (o habito de usar o cel no onibus, eu já deixei o/), fazia mil coisas ao mesmo tempo e sempre achava que dava pra encaixar mais alguma coisinha no meu dia, tipo coração de mãe rs.
    Bom, meu corpo não reagiu bem e resolvi dar um “stop”. Aprendi a dividir as tarefas e aplicar no meu dia a dia. E também estou fazendo Yoga, para aprender a respirar corretamente, meditar e ficar mais calma. Está me ajudando muito e no começo foi bem difícil também, nao conseguia me concentrar na aula, ficava pilhada, pensando no que eu ia fazer quando eu chegasse em casa, no dia seguinte e no fds.
    E eu vejo com frequência nas redes sociais, nas revistas de pesquisas, ou dados estatísticos o quanto a ansiedade está crescendo entre os jovens de 18 a 30 anos. O importante é vermos o quanto a ansiedade é “saudável”…
    Luiza, adorei o texto e as dicas das meninas aqui no blog.
    Beijos de luz, muita meditação pra gente e pensamentos positivos! :D

    • Oi, Nayara! Só vi agora teu comentário, desculpa!

      Também achei que ele caiu como uma luva pra mim, haha. Parecia que tavas me descrevendo. Também demorei pra perceber que ficar tentando encaixar sempre “mais alguma coisinha” no meu dia (adorei a analogia com o coração de mãe haha) não me faz bem. Parar pra tomar café da manhã com calma e passar o horário de almoço de bobeira, em vez de estar sempre fazendo algo “produtivo”, me pareciam um crime :P Tou tentando me convencer da importância desse “Stop” também.

      Muita luz pra você também e muito obrigada pelo comentário! Realmente é bom saber que não estamos sós e que conseguimos, com o apoio umas das outras, caminhar pra uma vida mais tranquila <3

  5. Nayara

    “o importante é termos a consciência quando a ansiedade pode ser considerada “saudável” ou algo que pode nos prejudicar.”***

  6. Paula

    Nossa, um achado na internet pra mim! Foi muito por acaso que achei, mas obrigada por isso. Acho que vou divulgar pra mais gente

    • Oi, Paula! Que bom que o post foi útil pra você, fico muito feliz <3 Obrigada pelo comentário, e divulga sim!

  7. Carla Araujo

    Olá! adorei ler o seu texto, pois enquadra na perfeição comigo. vivo constantemente em ansiedade pelo futuro. como vai ser? será que vou conseguir? as dificuldades são algumas a nível monetário,. Não posso recorrer a ajuda profissional. Tenho amigos e família que me ajudam e muito. mas a minha cabecinha é que não consegue dar a volta. Quero mudar meus pensamentos. tanas vezes já prometi a mim mesmo que vou mudar. E? nada continuo sempre. È HORRÍVEL PARABÉNS PELO SEU TEXTO.

    • Oi, Carla! Que legal que você se identificou, mas espero que tanto eu quanto você consigamos sair dessa ;) Acho que temos que fazer um esforço pra dar um passinho de cada vez, sem se pressionar tanto pra mudar tudo de repente, né? Boa sorte!

  8. Carooo

    Meu deus, eu ja fico estressada so de ter q ler esse post 😞

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