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Turismo em Barcelona com pouca grana: roteiro do terceiro dia

Espanha | 24/07/18 | Atualizado em 01/08/18 | Deixe um comentário

Você ama belas vistas? Então vai adorar esse terceiro dia de roteiro em Barcelona, que é focado em lugares superlegais pra ver a cidade desde o alto. Afinal, agora que você já bateu perna pelos principais bairros da capital catalã no primeiro e no segundo dias do roteiro pra quatro ou cinco dias que propus aqui, é hora de mudar de perspectiva. Vamos lá?

Roteiro em Barcelona: terceiro dia

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Praça Espanha

Sugiro começar o dia na Praça Espanha (Plaça d’Espanya em catalão) e ir direto no shopping Arenas de Barcelona. Não, esse não é um roteiro de turismo de compras. É que o prédio em si é bem interessante, tendo ocupado o lugar da antiga Plaza de Toros de las Arenas.

A última tourada rolou por lá em 1977, e depois disso o espaço passou um tempo abandonado, antes de virar um shopping até agradável (o “até” é porque não sou muito fã de shoppings, hehe). Mas o grande destaque é o terraço do prédio, que oferece vistas em 360 graus dessa parte da cidade.

Você pode ir até lá usando um elevador panorâmico que vai ver facilmente do lado externo do shopping, mas nesse caso o acesso é pago. Acho que é coisa de 2 euros, mas se quiser economizar, a dica é entrar no centro comercial e subir usando as escadas rolantes mesmo.

Pra chegar no Arenas de Barcelona, você pode pegar um metrô e descer na estação Plaça Espanya das linhas 1 (vermelha) ou 3 (verde).

plaza espanha

Castelo de Montjuic

Tá, o prédio é inusitado, a vista é legal e a praça circular é bonita. Mas não acho que isso justifique, por si só, uma ida até a Praça Espanha. Só que bem ali você também encontra o acesso pra o Castelo de Montjuic, parada seguinte desse segundo dia de roteiro em Barcelona. Na própria Praça Espanha você pode pegar o ônibus 150, que sobe até o castelo (veja o percurso dele aqui).

Eu segui o conselho de um amigo e desci umas quatro estações antes, na Estació del Funicular. Nessa parada você encontra o funicular, que desce até a estação de metrô Paral.el, e também o Teleférico de Montjuic, que sobe pra o castelo. Atualmente, a passagem pra um trecho é 8,40 euros, enquanto a ida e volta sai por 12,70.

O tal conselho me dizia, no entanto, pra continuar o percurso andando e parar nos jardins e mirantes do caminho, como os jardins de Mossèn Cinto Verdaguer e de Joan Brossa. Sendo sincera, preferia ter continuado no busão até o topo mesmo. :P

Não que a caminhada seja muito longa (são uns 20 minutos), mas é meio íngreme, e como era verão, achei bem sofrido ir andando no sol. Também não achei as paradas intermediárias tããão interessantes assim.

Mas é questão de gosto, claro. E você também pode ir olhar os mirantes e depois pegar o teleférico ou o ônibus pra subir. Se for descer de teleférico, também pode parar na estação intermediária Miramar pra admirar a vista.

castelo de montjuic

castelo de montjuic

Chegando lá em cima, paguei os 5 euros de ingresso pra o Castelo e fui logo procurar um banco na sombra e ventilado pra me deitar. Depois de repor as energias, parti pra explorar o lugar.

Já tinha visitado o Castell de Montjuïc em 2009 e não sou a maior entusiasta de fortalezas, mas curti a visita porque a vista panorâmica desde a construção, que fica uns 170 metros acima do mar, é bem lindona.

Se você não quiser pagar, pode aproveitar que a entrada é grátis no primeiro domingo de cada mês e todo domingo a partir das 15h, e também pode só circular nos arredores da fortaleza. Entrando no lugar, no entanto, você vai ter acesso a vistas mais bonitas do porto e do marzão azul.

castelo de montjuic

castelo de montjuic

castelo de montjuic

castelo de montjuic

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Parque de Montjuïc

Depois do castelo, o que muita gente faz é ir dar um rolê no Parque de Montjuïc, que abriga atrações turísticas bem populares como a Font Màgica. É nessa fonte que acontece, em algumas noites, um espetáculo de luzes coloridas e música coordenados com os jatos d’água.
Não acho imperdível e conheço gente que ficou um tempão lá esperando começar e se decepcionou um pouco. Mas caso você queira conferir, cheque antes a programação com os dias e horários e coloque esse passeio mais pra o final do dia na hora de montar seu roteiro em Barcelona.
Outra atração interessante lá do Parc de Montjuïc é a Fundació Joan Miró, museu dedicado ao renomado artista catalão. Fui lá na minha primeira vez em Barcelona, mas como nessa última visita queria economizar e curtir mais as ruas da cidade, não incluí no roteiro. Atualmente, o ingresso pra as coleções permanente e temporária custa 12 euros. Veja aqui todas as atrações do parque.

La Caseta del Migdia

Caso você esteja mais no clima de curtir do que “bater ponto” em atrações turísticas, minha dica é passar umas boas horas no bar La Caseta del Migdia, que fica no Mirador del Migdia. Fui lá de carro com amigos, mas você pode ver a localização exata aqui.
Confira também os horários no site oficial, já que eles só funcionam à tarde nos sábados e domingos, e nos outros dias abrem apenas à noite, ao redor do pôr do sol (que deve ser uma lindeza por lá). Acredito que o bar só funciona na primavera e verão, ou pelo menos tem uma programação especial nessa época, com música ao vivo.
Pra comer, eles oferecem crepes e uma espécie de churrasco com linguiça e frango, além de milho assado e salada. Nada mega especial em termos gastronômicos, mas vale pelo ambiente gostoso no meio das árvores e pela vista bonita.
bar em montjuic
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Park Güell

Quer conhecer uma vista de Barcelona por outro ângulo? Então pegue um metrô até a estação Vallcarca, siga as placas e suba as escadas rolantes ao ar livre (maravilhosa essa ideia, né?). Pronto, você chegou no famoso Park Güell.

Esse grande parque público começou a ser construído em 1900, por encomenda do empresário Eusebi Güell, pra ser um conjunto residencial de luxo. Só que o projeto não deu muito certo e foi vendido ao município de Barcelona em 1922. O lugar é muito interessante, refletindo as tendências de Gaudí de se inspirar nas formas orgânicas da natureza e misturar diferentes texturas e cores.

Chegando por Vallcarca, você não vai entrar pelo portão principal, e sim pela parte mais alta do parque. Não rola o impacto inicial do portão com mosaicos, mas em compensação seu passeio será só descida. Além disso, não vai dar de cara logo com uma multidão e vai passar por uns mirantes lindos, como esse do “calvário”, com cruzes no topo.

Parque Güell
Parque Güell
Parque Güell

Boa parte do parque tem acesso gratuito, mas pra entrar na área conhecida como Zona Monumental (indicada no painel abaixo) é preciso comprar ingresso. Atualmente, a entrada custa 7,50 euros comprando online ou 8,50 na bilheteria, mas você pode ver os valores atualizados aqui. A dica é comprar online com antecedência, porque eles controlam o número de pessoas que podem entrar em cada horário, e chegando lá é difícil conseguir entradas.

Se você comprar o ingresso pela internet, deve levá-lo impresso ou apresentar o QR code no celular ou tablet, dirigindo-se diretamente ao ponto de controle de acesso escolhido. É permitido entrar até 30 minutos depois da hora da sua reserva. Se você não tiver o ingresso impresso ou no smartphone, também pode retirá-lo na bilheteria.

A icônica salamandra colorida e aquela famosa praça rodeada por um banco serpenteante ficam na parte paga, mas mesmo se você acabar ficando sem ingresso acho válido ir percorrer as partes liberadas, que também são bem bonitas. Até porque também dá pra ver as outras partes desde o lado de fora: as fotos abaixo, por exemplo, foram tiradas desde as áreas gratuitas do parque.

Parque Güell
Parque Güell
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Bunkers del Carmel

Tá lá pelo Park Guell e ainda falta um tempinho pra o pôr do sol? Então vá direto pra um lugar ali perto que muitos turistas desconhecem: os Bunkers del Carmel. Considerado por muitos o melhor mirante de Barcelona, esse cantinho foi uma das minhas “descobertas” preferidas na minha segunda visita à cidade.

Além das vistas lindas, ele chama atenção pela história: trata-se, afinal, de um bunker antiaéreo construído durante a Guerra Civil Espanhola, na década de 1930, pra proteger a região dos ataques fascistas.

Com o fim da guerra, o espaço perdeu sua função, e várias barracas foram construídas na sua base, formando uma espécie de favela em que as pessoas viviam sem água, luz ou coleta de lixo. Entre as décadas de 1980 e 1990, a região foi revitalizada e as barracas foram removidas de lá.

Hoje, parte das estruturas permanece lá, coberta de grafitis, nos lembrando de um tempo não tão distante em que essa charmosa cidade sofria com violentos ataques. O lugar nem é o ideal pra ver o pôr do sol em si, já que ele não se põe na parte mais “exposta” do horizonte, mas o fim de tarde por lá tem um quê de magia. É pra levar um lanche, se sentar sem pressa e se despedir de um lindo dia.

Os Bunkers del Carmel ficam abertos 24h por dia e a entrada é gratuita. Pra chegar lá, você pode pegar o ônibus 119 ou 92 e andar um trecho curto, ou descer na estação de metrô El Carmel e caminhar de 20 a 30 minutos.

bunkers del carmel

bunkers del carmel

Bônus: Mirablau

Essa dica não encaixa muito no “com pouca grana” aí do título, mas vale tentar encaixar no seu roteiro em Barcelona se você ainda não estiver cansado de vistas bonitas. O bar Mirablau (que também funciona como restaurante e balada) é um ótimo lugar pra tomar uma cervejinha e comer umas tapas com uma vista panorâmica de Barcelona.

Não é muito barato, mas tampouco acho absurdo: paguei 6 euros por uma caña (chopp) e uma porção de papas bravas (batatas com molho picante). O Mirablau fica relativamente perto do Park Guell, juntinho do funicular pra o Monte Tibidabo, que é o ponto mais alto de Barcelona e também vale a visita (pelo que dizem, já que tive que deixar pra próxima).

mirablau

Tem outras dicas de roteiro em Barcelona que não apareceram nesse post e nos anteriores? Conta aí nos comentários!

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