Bahia

Roteiro pelo Centro Histórico de Salvador

Bahia | 02/09/12 | Atualizado em 31/08/20 | 1 comentário

Eu não ia a Salvador desde criança, mesmo com um tio querido morando lá. Mas bastou uma passagem em promoção e a empolgação de uma amiga pra resolver isso. Tinha ouvido falar que a cidade tá mal cuidada, que o serviço é lento e não sei mais o quê. Minha incursão pela capital baiana só durou três dias, mas devo dizer que nada disso chamou tanto minha atenção quanto a vibe gostosa da cidade.

Na verdade, algumas horas de um dia de sol bastaram pra que eu me encantasse por esse lugar tão cheio de mar. Com um litoral com mais de 40 km de extensão e relevo acidentado, a impressão que eu tinha era de nunca estar muito longe de um lugar onde poderia espiar o horizonte por detrás daquele mundão de água – e o melhor, quase sempre decorada por lindos barquinhos.

O que fazer no Centro Histórico de Salvador

Cheguei lá numa sexta à noite e comecei o passeio do sábado pelo mais óbvio: o Centro Histórico. Abaixo, você encontra o mapinha com o roteiro que fiz.

Começamos o passeio pelo Largo do Convento do Carmo, onde conhecemos a Igreja do Carmo (por R$ 2 ou R$ 3 – perdoem a imprecisão), barroca e lindinha. Um pouco mal cuidada, é verdade, mas charmosa ainda assim.

Ao lado dela, fica o hotel Pestana Convento do Carmo, “o primeiro hotel histórico de luxo do Brasil”. Ouvi dizer que dá pra entrar e beber alguma coisa no pátio interno, mas tava rolando um evento no dia, então não deu pra ir conferir.

De lá, descemos a ladeira à esquerda de quem sai da igreja, passamos pela Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo (onde foi filmado O Pagador de Promessas) e chegamos até o Pelourinho, provavelmente ponto mais famoso da cidade.

Como aprendemos na escola, pelourinho é o nome o lugar onde os escravos eram castigados pelos senhores de engenho. Em Salvador, resolveram construir um no centro da cidade, pra todo mundo ver mesmo, e estando ali é quase impossível não pensar em como é recente nosso passado de escravidão (e em quantas marcas ele permanecem).

Essa região da capital baiana, assim como muitas outras, passa por altos e baixos: fica degradada, aí depois é revitalizada (imagino que em época de eleição) e vai degradando de novo… Atualmente achei até razoavelmente bem, mas rola aquele clima de insegurança: todo mundo mandava tomar muito cuidado com câmera, etc.

Por ali também dá pra visitar a Fundação Casa de Jorge Amado, com um grande acervo sobre o autor que é orgulho dos baianos e também com exposições temporárias, e o Museu da Cidade. Aproveitando, um parênteses: se você se interessa pela vida de Jorge Amado, recomendo muito visitar a casa onde ele viveu, no bairro do Rio Vermelho.

Voltando ao roteiro pelo centro: descendo pela Rua Alfredo de Brito, passamos pela tradicional sorveteria A Cubana, onde tomei um sorvete bem gostoso de brownie no casquinho por R$ 4  a bola, que valeu quase por um almoço. Nesse caminho, qualquer pernambucano vai lembrar bastante de Olinda (sou meio bairrista, eu sei). 

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Daí é só descer mais um pouco pra chegar ao Largo Terreiro de Jesus, onde fica a Catedral Basílica. Fazendo um pequeno desvio pra esquerda, logo junto do Terreiro de Jesus fica o Cruzeiro de São Francisco, com a Igreja e o Convento de São Francisco.

Considerada uma das expressões mais ricas do barroco brasileiro, a Igreja tem o interior coberto de ouro. É cobrado um ingresso separado pra visitar o convento, que tem um charmoso pátio revestido com painéis de azulejos portugueses (que, pessoalmente, acho mais legal do que a ostentação do ouro).

Terreiro de Jesus
Em seguida, é só voltar ao Terreiro de Jesus e cruzá-lo pra chegar à Praça da Sé, à esquerda, onde fica o Monumento Cruz Caída, erguido em homenagem à antiga Igreja da Sé, que foi demolida. E aí basta seguir um pouco mais em frente pra chegar na Praça Thomé de Souza, onde fica a estação do Elevador Lacerda, outro ponto icônico de Salvador.

Como íamos encontrar meu tio, pegamos direto o elevador até o Mercado Modelo, que fica na cidade baixa. Mas outra opção é continuar descendo pela Rua Chile (que era muito importante pra cidade algumas décadas atrás) até a Praça Castro Alves, em frente à qual fica o Espaço Itaú de Cinema. Só passei de carro na frente, mas dizem que dá pra subir lá e tirar fotos. :)

Voltando à Praça Thomé de Souza, quem ainda não tava muito a fim de sorvete quando saiu do Pelourinho tem mais uma oportunidade pra conhecer os sabores d’A Cubana, porque aí fica outra unidade da sorveteria. Na praça tem também o prédio da prefeitura, o Palácio Thomé de Souza (que me desculpem os soteropolitanos, mas acho bem feioso).

Depois de admirar a vista pra cidade baixa, é só pagar R$ 0,15 pra descer no elevador, que infelizmente não é panorâmico, mas é um interessante meio de transporte. Uma vez lá embaixo, basta atravessar a Avenida Contorno (que, segundo o rapaz que nos atendeu no posto de informações turísticas, lembra muito Mônaco, haha) pra chegar no tradicional Mercado Modelo.

Aí é aquela coisa que todo mundo sabe: vários boxes de artesanato com cara de “oi, fui pra Bahia”, desde berimbaus e fitinhas do Senhor do Bonfim a bonecas de baianinhas e cachaças temáticas como a Gabriela, que vem com cravo e canela. Se você é dos que pechincham, não se acanhe por aqui, porque eles baixam os preços mesmo.

Na frente do mercado, barcos lindinhos compõem a bela paisagem da Baía de Todos os Santos, que também pode ser vista do primeiro andar do espaço. Uma opção, aliás, é comer ou tomar uma cervejinha no restaurante lá em cima, com vista pra baía. Não foi o que fizemos, no entanto. Apesar da vista, preferimos ir no Yemanjá, lá na Praia de Armação, onde comemos uma moqueca delícia.

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1 Comentário

  1. Amei! Deu uma vontade danada de voltar lá. Tio Cadito, me espere! RKacowicz

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