Chile

O que fazer em Santiago, Chile: melhores passeios e dicas

Se você está planejando uma viagem para a capital chilena e quer saber o que fazer em Santiago, chegou ao lugar certo. A cidade costuma ser a porta de entrada para quem vai conhecer o Chile e reúne atrações para vários tipos de viajantes: tem construções históricas, museus muito interessantes, parques e mirantes, bairros cheios de vida, mercados populares e, claro, a Cordilheira dos Andes compondo o cenário.

Já estive em Santiago algumas vezes e, neste artigo, reuni os principais lugares que conheci por lá, incluindo tanto os pontos turísticos mais famosos quanto passeios que ajudam a entender melhor a história, a cultura e o cotidiano da cidade.

Você vai encontrar aqui desde um roteiro a pé pelo Centro de Santiago, passando pela Plaza de Armas e pelo Palacio de La Moneda, até lugares como o Cerro San Cristóbal, a casa de Pablo Neruda, o Museu da Memória e dos Direitos Humanos e os mercados frequentados pelos santiaguinos.

A seguir, confira minhas dicas de o que fazer em Santiago, com informações e impressões pessoais sobre cada passeio para você decidir o que vale a pena incluir no seu roteiro.

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o que fazer em santiago - lastarria

O que fazer em Santiago: principais atrações

Nos tópicos abaixo, você vai ver várias dicas de passeios em Santiago. Estas são as principais atrações que recomendo visitar na cidade:

  • Plaza de Armas
  • Palacio de La Moneda
  • Centro Cultural La Moneda
  • Cerro Santa Lucía
  • La Chascona (casa de Pablo Neruda)
  • Cerro San Cristóbal
  • Patio Bellavista
  • Mercado Central e La Vega
  • Museu da Memória e dos Direitos Humanos
  • Parque Quinta Normal
  • Museu Nacional de História Natural

O que fazer em Santiago: roteiro a pé pelo Centro

Que tal conhecer alguns dos pontos turísticos mais tradicionais de Santiago com a companhia de um guia animado e pagar o quanto quiser no final? Pra isso, basta fazer um free walking tour.

Existem diferentes opções na capital chilena, mas o Santiago Highlights da Tour4Tips foi minha escolha e adorei. Fiz também a versão dedicada ao “Lado B” da cidade, e vou contar mais sobre ela mais adiante.

O roteiro Santiago Highlights  é uma boa introdução à cidade numa perspectiva mais tradicional, se concentrando no centro histórico e em prédios emblemáticos da cidade. E se você não puder acompanhar o grupo, dá uma olhada aqui no post pra fazer o percurso por contra própria – esse itinerário concentra alguns dos principais lugares para conhecer em Santiago.

Quando fiz o passeio, o ponto de encontro foi o Museu de Bellas Artes. Vale conferir as exposições em cartaz pra visitar em outro momento, mas no tour não entramos lá. Primeiro passamos pela estação de metrô Bellas Artes, perto da qual ficam dois murais lindos de Inti, grafiteiro que também tem obras incríveis pelas ruas de Valparaíso, onde ele nasceu. Vale a pena reparar bem nessas ilustrações, que mostram representações do equeco (deus da abundância, fertilidade e alegria, segundo a crença de povos da região do altiplano andino) carregando itens relativos às lutas do povo chileno.

museu de bellas artes

Plaza de Armas

Depois, seguimos até a Plaza de Armas. Ponto central da cidade, ela abriga importantes símbolos arquitetônicos, como o Correio Central, o Museu Histórico Nacional e a Catedral Metropolitana. Ali perto fica o Paseo Ahumada, principal rua de comércio do centro, e o Museo Chileno de Arte Precolombino, que dizem ser muito bom.

Passamos também pelo Club de La Unión, criado à semelhança dos clubes privados ingleses, com um espaço de reunião da “alta sociedade” pra encontros sociais e políticos. Mas confesso que me interessei mais pelo mítico Bar de la Unión, que fica pertinho dele – reduto da boemia literária, era onde o povo “da plebe” se reunia.

Mais ou menos nessa altura, o guia nos falou sobre os cafés con piernas, cafeterias bem peculiares. De acordo com ele, esses estabelecimentos foram criados como forma (apelativa e machista) de atrair gente pra tomar café, já que até então a bebida não era comum no Chile. O nome surgiu porque as atendentes usavam saias super curtas e os lugares eram projetados de forma a permitir uma boa visão do corpo das mulheres…

Palacio de La Moneda

Seguimos então até o palácio La Moneda, sede da presidência, que serviu como pretexto pra uma conversa sobre o golpe de 73, bem parecida com a que rola no final do tour da manhã. Conhecido por ter sido o local em que o então presidente Salvador Allende  morreu durante o golpe, o palácio certamente vai estar no seu roteiro em Santiago. Se tiver tempo, se programe pra conhecer o Centro Cultural La Moneda, que abriga diversas exposições.

Depois entramos na estação de metrô Universidad de Chile, onde vimos o mural “Memoria Visual de una Nación”, que foi pintado pelo artista Mario Toral e mostra alguns dos fatos mais significativos da história do país.

o que fazer em santiago - la moneda

metrô

Centro Cultural Gabriela Mistral

Por fim, fomos de metrô até o Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), que abriga exposições e eventos ligados a teatro, dança, música etc. e tem uma história bem interessante, sendo representativo da polarização ideológica que marca a história recente do Chile. Ele foi construído durante o governo de Salvador Allende e após o golpe foi ocupado pela junta militar e abrigou o Ministério da Defesa.

Depois de ser danificado por um incêndio em 2006, ele foi reconstruído pra servir como centro cultural e batizado em homenagem à escritora e poetisa Gabriela Mistral, prêmio Nobel de Literatura. Desde então, o espaço ganhou vida nova e hoje é um lugar superinteressante, com muita gente tomando café, participando de exposições e eventos ou simplesmente dançando e encontrando amigos. Vi exposições muito legais lá outro dia.

centro gabriela mistral

Lastarria

O tour acabou em drinks num bar ali perto, e depois terminei a noite caminhando com uma amiga pelo bairro Lastarria e me encantando por suas ruas.

Aliás, Lastarria é uma das regiões mais charmosas e agradáveis de Santiago para passear sem rumo. O bairro tem uma atmosfera cultural e boêmia, com cafés, restaurantes, bares, livrarias, galerias e espaços culturais. Por ali também acontece uma tradicional feirinha de antiguidades e livros, e não é difícil encontrar artistas de rua e outros movimentos culturais. Pra mim, ele está no topo da lista do que fazer em Santiago.

o que fazer em santiago - lastarria

Cerro Santa Lucía

Nessa região também fica o Cerro Santa Lucía, onde subi no dia seguinte. O morro acompanha a história da cidade desde antes da chegada dos espanhóis e foi aos pés dele que o espanhol Pedro de Valdivia fundou oficialmente a cidade de Santiago, em 1541. Ele já foi um forte militar, e no século 19 foi transformado em parque público.

A graça do passeio é ir subindo sem pressa pelas escadarias e ladeiras, passando por construções como a Terraza Neptuno e o Castillo Hidalgo até chegar aos pontos mais altos, de onde se tem uma bela vista de Santiago. Não é um passeio demorado e encaixa num roteiro a pé pelo Centro e por Lastarria, mas prepare o fôlego.

A entrada é gratuita e existem acessos pela Alameda, pela rua Merced e pela Agustinas. A estação de metrô mais próxima é Santa Lucía, da Linha 1. Os horários variam de acordo com a época do ano, então recomendo conferir as informações atualizadas antes da visita no site oficial de turismo de Santiago.

Procurando hospedagem em Santiago, no Chile? Confira as melhores opções de hotéis e albergues.

Roteiro a pé pelo “lado B” de Santiago

Outro roteiro que curti muito fazer, também com a Tour 4 Tips, foi o “Santiago Offbeat”, que passa por mercados e pelo Cemitério Geral. A ideia desse tour é mostrar alguns lugares que não costumam ser explorados pelos turistas e revelam aspectos importantes da sociedade chilena. O guia que nos acompanhou falou, por exemplo, sobre a divisão de classes, que segundo ele é muito clara por lá. Acho uma boa opção para quem busca o que fazer em Santiago além do óbvio.

tour por santiago

Mercados Públicos

Depois de uma parada na praça Corregidor Zañartu, os principais pontos visitados são o Mercado Central (mais turístico, dedicado a peixes e frutos do mar) e os mercados Tirso de Molina (é pequeno e tem restaurantes de comida latino-americana no primeiro andar), La Vega Chica e La Vega Central (de frutas e vegetais).

Imagino que esses locais sejam especialmente interessantes pra quem não é latino-americano e não está tão acostumado com esse tipo de ambiente, mas também adorei ter uma visão mais “local” da cidade, observando o pessoal comprar coisas do dia a dia.

Gostei também de saber a importância do La Vega pra cidade: um lugar onde todas as classes sociais se misturam e de onde sai a maioria dos produtos que abastecem os restaurantes de Santiago. Tem até um ditado popular que diz: “Después de dios está La Vega”.

Além dos produtos chilenos, você encontra por lá vários alimentos típicos da gastronomia peruana, que é muito popular no Chile. Vale a pena ir com calma pra tomar um suco em uma das barracas cheias de frutas, descobrir frutas e verduras diferentes e observar o movimento. Se for comer no Mercado Central, vale provar pastel de jaiba e machas a la parmesana.

mercado de santiago

Cementerio General

Depois, pegamos o metrô até o Cementerio General (o maior, mais antigo e mais importante cemitério do país), onde o guia falou sobre animismo: por lá, muita gente considera que algumas pessoas que “representavam inocência” e faleceram em circunstâncias trágicas deixam sua alma vagando no lugar onde morreram ou onde foram sepultados, e as pessoas veneram essas figuras, lhes acendem velas e fazem pedidos.

Quando um pedido é atendido, colocam junto à “animita” uma placa de agradecimento, e quando as pessoas veem muitas placas no lugar, pensam que se trata de uma animita realmente milagrosa e a quantidade de fiéis tende a aumentar. É o caso, por exemplo, de Romualdito.

Ah, e vimos também vários mausoléus megalomaníacos inspirados nas arquiteturas árabe, egípcia, romana, maia, asteca e tudo que você puder imaginar.

cemitério santiago

Por fim, fomos até o mausoléu de Salvador Allende, onde o guia falou sobre o golpe de 73, os principais fatos que o precederam, suas consequências e a divisão que aconteceu na sociedade chilena e permanece até hoje.

O tour terminou num bar que fica em frente ao cemitério, onde recebemos uma perigosa cortesia: terremoto, um dos drinques típicos do Chile, que é bem docinho. Ele leva vinho branco barato, sorvete de abacaxi, granadine e às vezes outras bebidas tipo fernet, tequila, rum etc. Alerta vermelho, hein?

Nesse bar, aproveitamos ainda pra comer uma chorrillana, comida típica nada light, composta por um monte de coisa frita: batatas, carne, cebola, ovo… Não recomendado pra hipertensos!

Os passeios guiados da Tour4Tips também estão disponíveis em Valparaíso, e vale a pena conhecer a cidade assim, caso você vá até lá. Leia aqui sobre o passeio que fiz em Valpo.

Casa de Neruda, Cerro San Cristóbal e Patio Bellavista

Um dos bairros mais famosos de Santiago, o Bellavista oferece boas opções de restaurantes, teatros, lojas e bares. Ele fica entre o rio Mapocho e o morro San Cristóbal e abriga a Casa Museu La Chascona, que pertenceu ao poeta Pablo Neruda, e o complexo gastronômico do Patio Bellavista.

Dá pra descobrir muito mais coisa interessante percorrendo suas ruas e eu recomendo que você o faça, mas aqui vão os principais destaques dessa charmosa região:

La Chascona (casa de Pablo Neruda)

Três casas de Pablo Neruda foram transformadas em museus, mas essa é a única que fica na capital. A casa de Valparaíso é ainda mais bonita e a de Isla Negra (que conheci em outra viagem) foi minha preferida, mas vale a pena visitar La Chascona também.

Ela tem esse nome porque foi construída pra Matilde Urrutia, a amante do poeta na época, em 1953. Ele a chamava de La Chascona por causa dos cabelos rebeldes que serviram até de inspiração pra um quadro do mexicano Diego Rivera. Depois de se separar da esposa, Neruda foi morar lá com Matilde.

A construção em si é muito interessante. Neruda encomendou a construção a um arquiteto catalão, mas deu muito pitaco no projeto. O poeta era um colecionador de todo tipo de coisa, e em vez de criar espaços funcionais e depois pensar em onde distribuir os objetos, ele construía um canto só pensando em abrigar uma poltrona de estimação, por exemplo.

Gostei de ver como Neruda gostava de ambientes íntimos e imprimia sua personalidade a cada pedacinho da casa. No passeio, você vai escutando curiosidades sobre cada cômodo através de um audioguia, o que é legal pra poder ver tudo no seu ritmo.

Ouvindo o audioguia, descobri que a casa “morreu” e “renasceu”. Em 23 de setembro de 1973, 12 dias depois do golpe militar que deu início à ditadura de Pinochet, Neruda faleceu. A casa foi vandalizada, mas Matilde se esforçou pra reparar os danos e continuou vivendo nela até morrer, em 1985.

Como chegar: metrô Baquedano (são uns 10-15 minutos de caminhada)
Endereço: Fernando Márquez de la Plata, 192

Veja mais informações práticas aqui.

la chascona

la chascona

Cerro San Cristóbal

Pertinho de La Chascona fica o Cerro San Cristóbal, um dos pontos mais altos da cidade, e o Zoológico Nacional do Chile, que não visitei. Subir no cerro é um passeio legal, e você pode ir a pé, de bicicleta, de carro ou de funicular, tipo um elevador que sobe ladeiras. Escolhi essa última opção.

Chegando lá em cima, você encontra uma boa vista da cidade, ainda que a poluição que costuma cobri-la atrapalhe um pouco, e uma estátua da Virgen de la Inmaculada Concepción. No fim de semana, o lugar fica bem cheio de santiaguinos e turistas; é um dos atrativos de Santiago mais conhecidos.

cerro san cristóbal

o que fazer em santiago

Patio Bellavista

Outro destaque do bairro é o Patio Bellavista, centro comercial e complexo gastronômico onde você encontra diversas opções de lojas e restaurantes pra todos os gostos. É um lugar muito visitado por turistas, mas tem alguns bons restaurantes e bares. Se possível, circule também por outras ruas do bairro, como a Pio Nono e a Constitución.

patio bellavista

Museu da Memória e dos Direitos Humanos

Os ataques às Torres Gêmeas em 2001 ficaram marcados na memória de boa parte do mundo. Mas sabia que outro 11 de setembro, lá em 1973, foi um dia fatídico no Chile? O golpe militar que deu início à ditadura encabeçada por Augusto Pinochet marcou o começo de uma época de repressão, exílio, medo, tortura, execuções, censura e muitas outras violações de direitos – infelizmente, não muito distintas das que ocorreram em diversos outros países, incluindo o Brasil.

Pra dar visibilidade a essas violações, estimular a reflexão e o debate sobre o assunto e tentar contribuir pra que esses fatos não se repitam, foi criado em Santiago, em 2010, o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos.

Através de documentos, materiais multimídia, fotografias, cartas e outros recursos, o museu nos leva num passeio – incômodo e essencial – por boa parte dessa história.

Na entrada, um mapa mundi mostra como o que aconteceu no Chile teve suas semelhanças com regimes ditatoriais, guerras civis e outros fatos terríveis da história de outros países.

Depois, você vai percorrendo o espaço em ordem cronológica: começa com vídeos e áudios que mostram o momento do golpe, incluindo uma grande projeção de um interessante vídeo que registra o bombardeio do palácio de La Moneda.

Dá pra ouvir também o discurso de Allende na rádio antes de morrer, além de depoimentos de várias pessoas envolvidas. Aqui e ali, você encontra alguns artefatos da época, como uma torre de vigilância encontrada em uma antiga unidade da CNI (Centro Nacional de Informações).

Ainda no térreo, há registros de ações terríveis, como o uso do Estadio Nacional como lugar de detenção e tortura, e das demonstrações de solidariedade internacional. Também tem vários depoimentos de pessoas que foram torturadas durante o regime e cartas e desenhos de crianças que sofreram as consequências da ditadura – difícil não se emocionar.

museu da memória - chile museu da memória - chile

No segundo andar, uma salinha toda transparente é rodeada por um painel de fotografias de pessoas que seguem desaparecidas, acompanhadas por velas artificiais que compõem tipo um oratório. No meio do espaço, uma tela touch screen permite buscar informações sobre cada uma das vítimas. São rostos de pessoas que foram retiradas de suas famílias e de suas vidas. Triste demais.

Os corredores do museu são cheios de informações sobre ações como detenção de mulheres grávidas, operações de desinformação, desaparecimentos forçados, proibição de entrar no país e censura. Espalhados pelo espaço, você vê representações de algumas das centenas ou milhares de pessoas que foram mortas e jogadas ao mar durante o regime (assim como na Argentina).

No fim do percurso, encontramos cartazes e propagandas do plebiscito realizado em 1988 pra decidir se Pinochet seguiria ou não no poder – ganhou o NO, com 55,99% dos votos válidos, levando ao começo do período de transição pra democracia. A campanha do NO, marcada por um jingle grudento que dizia “La alegría ya viene”, ficou pra história – e originou um filme que vale a pena assistir.

Essa é, na minha opinião, uma das melhores atrações de Santiago. É uma visita essencial pra quem se interessa por direitos humanos e história, pra quem quer entender um pouco mais sobre as crueldades desse mundo e pra conhecer melhor a sociedade chilena, que ainda guarda muitas marcas desse período. É bom ir com tempo, já que o museu tem muita informação.

Como chegar: metrô Quinta Normal (Linha 5)
Endereço: Avenida Matucana, 501

Parque Quinta Normal e Museu de História Natural

O Parque Quinta Normal nem estava no meu roteiro de Santiago, mas a entrada do parque fica bem em frente ao Museu da Memória. Sem querer, descobri um passeio bem legal, principalmente pra quem viaja com crianças.

Fui lá no inverno, então não tinha tanta gente, mas num fim de semana de verão o lugar fica lotado. Afinal, além de ser uma área agradável pra passear, correr, brincar com crianças e fazer piquenique, o parque oferece atrações interessantes. Aproveite pra provar alguma das comidas de rua que costumam ser vendidas por lá, como o cuchufli, um doce em forma de tubinho recheado de doce de leite, chocolate etc.

parque quinta normal

Criado em 1841, o Quinta Normal foi o primeiro parque urbano público do Chile. Nos seus 35 hectares você encontra mais de 4 mil árvores, um lago artificial com pedalinhos, centros culturais, quadras esportivas, brinquedos pra crianças e museus como o Museu de Arte Contemporânea, o Museu de Ciência e Tecnologia, o Museu Ferroviário e o Museu Nacional de História Natural.

Visitei esse último, que tem entrada gratuita e é uma boa pra quem quer entender um pouco mais sobre o Chile nos aspectos biológico e geográfico. O espaço, inaugurado em 1876, fica num edifício em estilo neoclássico bem bonito e abriga a exposição permanente Chile Biogeográfico, que mostra diferentes ambientes do país através de “vitrines” acompanhadas por textos explicativos, fotos e mapas.

Não é nada muito inovador ou interativo, mas achei uma visão bem interessante do Chile, especialmente pra quem vai viajar pra outras regiões do país. Afinal, esse nosso amigo latino-americano concentra uma enorme diversidade de climas e ecossistemas.

Durante a visita você pode, por exemplo, aprender sobre os Mapuche (povos originários) e sua relação com o território, descobrir as diferenças entre os diferentes biomas chilenos e aprender a diferenciar as simpáticas lhamas de animais parecidos como guanacos, vicuñas e alpacas.

Outra atração é o enorme esqueleto de uma baleia, com uns 15 metros de comprimento, que de tão popular fez com que muita gente conheça o lugar como “el museo de la ballena”. Há mais de 100 anos, a pobre baleinha morreu em Valparaíso e seu esqueleto foi levado em partes até lá. O museu também realiza exposições temporárias com diferentes temas.

museu

museu

Como chegar: metrô Quinta Normal (Linha 5)
Endereço: Avenida Matucana, 502, entre as ruas Matucana, Santo Domingo, Autopista Central e Portales

Quantos dias ficar em Santiago?

Para conhecer as principais atrações de Santiago sem muita correria, recomendo ficar pelo menos 3 dias na cidade. Nesse tempo, dá para explorar o Centro Histórico, passear por bairros como Lastarria e Bellavista, subir o Cerro San Cristóbal e visitar alguns dos museus que mencionei neste artigo.

Com 2 dias em Santiago, também dá para conhecer bastante coisa, mas você vai precisar selecionar melhor os passeios e deixar algumas atrações de fora. Já quem tem 4 ou 5 dias pode fazer tudo com mais calma e aproveitar para incluir lugares menos turísticos, além de curtir melhor os parques, mercados, restaurantes e a vida cultural da cidade.

Se você pretende usar Santiago como base para fazer bate-voltas, como visitar vinícolas, conhecer Valparaíso e Viña del Mar, ir ao Cajón del Maipo ou ver a neve nos arredores da capital durante o inverno, vale reservar alguns dias extras para esses passeios.

Onde ficar em Santiago?

Depois de escolher o que fazer em Santiago e montar seu roteiro, falta decidir qual região da cidade é mais conveniente para usar como base. A localização da hospedagem faz diferença, já que Santiago é uma cidade grande.

Você encontra aqui no blog um artigo completo detalhando as características de cada uma delas, com recomendações de hospedagens bem avaliadas. Pra escolher onde ficar, confira o guia completo sobre onde se hospedar em Santiago.

roteiro em santiago

E você pode até se hospedar em Santiago e em outras partes do Chile e do mundo de graça, sabia? É só fazer um voluntariado pela Worldpackers, plataforma brasileira de troca de trabalho por hospedagem. Você ajuda o anfitrião com algumas horas de trabalho por semana e recebe em troca acomodação e outros benefícios, como refeições e passeios.

Existem várias oportunidades bem legais de voluntariado no Chile. Você pode, por exemplo, ajudar na recepção ou no bar de um hostel, colaborar com pintura e decoração, ser auxiliar de cozinha, dar consultoria de marketing digital e muito mais.

Além de ser uma ótima forma de economizar, esse tipo de viagem permite uma imersão cultural mais profunda. É ótimo para quem quer fazer amigos de várias partes do mundo, praticar outros idiomas e conhecer o Chile muito além dos pontos turísticos.

Qualquer pessoa pode conferir as vagas da Worldpackers gratuitamente. Caso queira se inscrever em uma delas e ter acesso ao suporte da plataforma, é preciso pagar uma taxa anual de 59 USD. Mas se você clicar aqui ou usar o cupom de desconto JANELASABERTAS você paga só 49 USD. A inscrição dá direito a viajar voluntariando quantas vezes você quiser durante um ano. Pra saber mais, veja meu guia completo sobre work exchange.

Espero que essas dicas de o que fazer em Santiago te ajudem a montar um roteiro que combine com o seu estilo de viagem e a aproveitar melhor a capital chilena.

Ficou com alguma dúvida ou tem outro lugar em Santiago que você acha que merece entrar nesta lista? Deixa um comentário! E se você já conhece a cidade, conta também quais foram seus passeios preferidos por lá. :)

Fotos que ilustram o artigo: Luísa Ferreira (blog Janelas Abertas). Foto de destaque no topo do artigo: Deposit Photos.

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