Rio de Janeiro

Arredores de Paraty: passeio de jeep por cachoeiras e alambiques

Paraty é uma das minhas cidades preferidas no Rio de Janeiro, e sei que não sou exceção. Pudera: lá você encontra muito mais do que as casas fofas, os bons restaurantes, as praias e o calendário de eventos recheado que fazem a fama da cidadezinha colonial. As cachoeiras da região também são uma delícia, e pra esquentar depois do banho gelado uma degustação de cachaça num alambique vai superbem.

 

Se você estiver de carro, é fácil circular por ali. Se não, dá pra andar de ônibus, mas vale a pena contratar um passeio com agências da cidade. A convite de uma delas, a Paraty Tours, fui dar um rolê entre cachoeiras e alambiques, e mesmo com umas pancadas de chuva esse foi um dos meus dias mais divertidos das duas semanas que passei por lá.
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Cachoeiras e alambiques em Paraty

Poço da Usina

Em um Jeep 4×4, saímos de Paraty por volta das 10h com destino ao Parque Nacional da Serra da Bocaina. A primeira parada foi no Poço da Usina, que fica numa propriedade privada no meio da Mata Atlântica. Funcionou ali por alguns anos uma pequena hidrelétrica pra abastecer a fazenda. Hoje ela tá desativada e o lugar virou atração turística, mas não entramos na água porque, segundo o guia, havia muitas pedras e o acesso era bem escorregadio. Foi só uma paradinha pra fotos mesmo.

 

Poço da Usina

Cachoeira da Pedra Branca

Seguimos, então, pra Cachoeira da Pedra Branca, onde chegamos depois de uma curta trilha. Passamos uns 40 minutos por lá, nadando no poço que chega a ter 5 metros de profundidade. A água tava supergelada, mas nada como umas braçadas e mergulhos pra acostumar, né? Depois é só achar um espacinho nas pedras onde estiver batendo sol pra se esquentar.

 

Cachoeira da Pedra Branca

 

Cachoeira da Pedra Branca

 

Cachoeira da Pedra Branca

Alambique Pedra Branca

E pra esquentar meeesmo, nada melhor do que tomar uma cachacinha. Nossa próxima parada foi no Alambique Pedra Branca, ali pertinho, que cobra uma taxa de visitação de R$ 3 por pessoa. Uma funcionária do alambique nos explicou sobre o funcionamento do lugar, onde todos os resíduos são reutilizados: por exemplo, uma caldeira usa o bagaço da cana pra gerar energia, e o etanol produzido lá é usado como combustível e pra limpeza.
A guia que nos recebeu respondia a todas as perguntas que fazíamos, e o espaço conta também com painéis simples, mas informativos, explicando os processos desde o preparo do solo, plantio e colheita à fermentação, destilação e maturação da cachaça. Até eu, que não sou grande fã da bebida, achei interessante. ;)
Aprendemos também sobre as diferenças entre as cachaças produzidas por lá: a Ouro, que passa dois anos num barril de carvalho francês e tem coloração amarela e textura oleosa; a Prata, que fica um ano num barril de amendoim-bravo, uma madeira brasileira; e a cachaça pura, que é deixada por apenas três meses num tonel de inox, sem contato com madeira, e é recomendada pra misturas.

 

Além disso, a empresa produz outros derivados da cana de açúcar (melado de cana, rapadura e açúcar mascavo) e aguardentes, ou seja, bebidas à base de cachaça com adição de ingredientes externos. Minha preferida é a Gabriela, bem tradicional na região, feita com a adição de cravo, canela e melado de cana. É com ela, aliás, que se faz o delicioso drinque Jorge Amado – não saia de Paraty sem provar.

 

tonéis no Alambique da Pedra Branca
 Alambique da Pedra Branca

 

Depois de passear pelo alambique, fomos pra uma lojinha cheia de doces, biscoitinhos, licores e, claro, cachaças de vários tipos e tamanhos. Só comprei um pote de doce de leite, mas provei absolutamente todos os tipos de cachaça, aguardente, licor, doces, queijos e acompanhamentos oferecidos pra degustação. Não fossem as limitações espaciais e orçamentárias, tinha saído de lá carregando mil sacolas.

 

cachaçaria pedra branca

 

degustação no Alambique da Pedra Branca

 

 

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Restaurante Villa Verde

Essa leve comedoria serviu pra abrir o apetite. ;) A parada seguinte foi no Restaurante Villa Verde, que é supercharmoso e fica no meio do mato, ao lado do Rio Pereque-açú. No espaço tem umas piscinas naturais onde dá pra tomar banho, mas quando chegamos tava chovendo, então nos limitamos a comer mesmo.

 

exterior do Restaurante Villa Verde

 

interior do Restaurante Villa Verde

 

O cardápio era bem variado, com diversas opções de talharim, ravioli e risotos, além de peixes e carnes. Os preços eram salgadinhos (de R$ 42 a R$ 78 por prato individual), então optei por um PF com carne, batatas assadas e arroz que saía mais em conta (acho que uns R$ 30). O pessoal da minha mesa se jogou nas massas e achou tudo bem gostoso, além de bem servido. Se você estiver querendo economizar ainda mais, pode levar um lanche.
 PF no Restaurante Villa Verde

 

ravioli no Restaurante Villa Verde

 

Apesar dos preços, não achei o lugar daqueles pega-turista que costumam ser incluídos em passeios de agência, porque o ambiente é bem especial. Não tivemos muita sorte com o clima, mas achei muito gostoso sentar pra descansar e encher o bucho rodeada por um jardim imenso, ouvindo o barulho das águas. Ah, importante: pra chegar lá é preciso cruzar uma ponte meio rudimentar, então o lugar não pareceu acessível pra quem tem problemas de mobilidade.

Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan

A parada seguinte foi a minha preferida: a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan, na Vila da Penha, são bem delícia. Na primeira, os nativos costumam praticar “surf na pedra”. Tem até campeonato, mas também não faltam histórias de forasteiros que chegam lá se achando e quebram a cara (literalmente) por não dispor da mesma habilidade de quem cresceu brincando ali. Algumas das pessoas do meu grupo subiram na tal pedra e desceram escorregando sentadas mesmo, mas me pareceu desconfortável e não fiz questão de provar. :P

menino escorregando na Cachoeira do Tobogã

Subindo um pouco mais, depois da pedra, você chega logo num poço da mesma cachoeira, mas bem rasinho. O ideal é continuar andando até chegar no Poço do Tarzan, onde você pode cruzar uma ponte estreita (onde só são permitidas até duas pessoas por vez, pra não arrebentar) até um bar, ou então continuar em frente e virar à direita um pouco adiante pra mergulhar.

No meio do poço é bem fundo, mas também tem pedras onde dá pra sentar ou ficar em pé, então rola de entrar mesmo se você não souber nadar. Amei ficar tomando banho ali, mesmo com frio. Tanto que uma parte do grupo foi andando de lá até outro alambique, onde tinha também uma lojinha de doces caseiros, mas eu estiquei minha permanência lá no Tarzan o quanto pude. <3

poço do tarzan

banho no poço do tarzan

ponte que cruza o poço do tarzan

bar do tarzan

ponte que cruza o poço do tarzan

trilha pelas cachoeiras em paraty

Pra quem tá de carro é legal poder fazer tudo no próprio ritmo, mas achei o tempo do passeio da Paraty Tours bem distribuído. Além disso, o guia ia explicando tudo, desde a história da região até as plantas que víamos pelo caminho. Ele também era mega atencioso, prestando atenção pra ninguém escorregar nas trilhas, e foi ótimo em me convencer a entrar na água gelada – valeu MUITO a pena superar a preguiça. Pra conferir informações atualizadas sobre horários de saída e valores, acesse o site da agência, que tem uma loja no centro da cidade.

 

Fiz o jeep tour a convite da Paraty Tours. As opiniões presentes nesse texto são pessoais e não sofreram interferência da empresa. O Janelas Abertas preza pela transparência e sempre sinaliza todos os apoios, patrocínios e parcerias. Para saber mais sobre as políticas de monetização do blog, clique aqui.

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2 Comentários

  1. Jaqueline

    Paraty também é dos meus destinos favoritos, amo esse lugar e tudo ao redor dele <3. Ótimo post!!

    • Que bom que você gostou do post, Jaqueline! :D Tenho um carinho enorme por Paraty :) Um abraço!

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