Rio de Janeiro

O que fazer em Búzios: passeio de escuna, praias e bares

Desde as famosas visitas de Brigitte Bardot, na década de 1960, Búzios não saiu de moda. Pudera: o balneário fica relativamente perto do Rio, na linda Região dos Lagos, e reúne um monte de praias bonitonas, restaurantes e pousadas charmosas e uma vida noturna relativamente agitada (especialmente se comparada à vizinha Arraial do Cabo). Passei dois dias e meio em Búzios no mês de maio, curtindo a tranquilidade da baixa temporada, e adorei. Achei as praias de Arraial mais bonitas, mas essa irmã mais chique é mais “completinha”, com opções de atividades além-praia.

Infelizmente dei um pouco de azar: peguei chuva ininterrupta por um dia e meio, só me sobrando um dia pra curtir a praia. Mas parecia que eu tava adivinhando que o clima ia fechar, porque aproveitei esse dia o melhor que pude. Dá uma olhada no meu roteirinho, que super recomendo, e mais dicas de o que fazer em Búzios com mais tempo de sol.

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Albergue em Búzios: Yolo Hostel, em Geribá

Passeio de escuna

Comecei o dia com um passeio de escuna da Line Búzios, que tem 2h30 de duração e saídas às 10h, 11h30 e 13h. Como fui em baixa temporada, só tinha eu e mais dois casais na embarcação, o que foi massa porque acabei ficando amiga do pessoal, além de trocar uma ideia com a tripulação. A equipe, aliás, foi bem atenciosa desde antes do passeio: eles passam pra pegar os passageiros nas hospedagens e levar até o Pier Porto Veleiro, de onde parte a escuna.

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O rolê passa por diversas (como Praia do Caboclo, Armação, Ossos, Azeda, Azedinha, João Fernandes, João Fernandinho, Praia das Moças, Tartaruga, Virgens, Amores, Ponta do Cavalo Russo) e ilhas (Ilha do Caboclo, Branca e Ilha Feia). Parece muito, mas as distâncias não são grandes, muitas das praias são vistas só ao longe e passamos um bom tempo só navegando devagar, bem relax.

Fizemos três paradas pra banho, sem ir até a praia: a primeira foi em frente a João Fernandes e João Fernandinho, a segunda perto da Ilha Feia e a terceira na Praia da Tartaruga. Achei legal que eles emprestam snorkel e máscara de mergulho sem cobranças extras, ao contrário de outros passeios que já fiz. Ah, e também tinham “macarrões” (aqueles trequinhos flutuantes compridos) pra quem queria mergulhar nas paradas sem ter que ficar nadando o tempo todo.

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Como na maioria dos tours do tipo, tinha uma fotógrafa a bordo fazendo fotos do pessoal sem compromisso; quem se interessasse podia pegar as fotos (em versão digital) na agência mais tarde. A que estava no meu passeio era argentina (o que não é nada incomum se tratando de Búzios) e muito simpática.

Enquanto ouvíamos samba e pagode, o marinheiro falou pouco; não rolou aquele esquema mais “guia turístico” com mil explicações (e piadinhas) sobre cada lugar por onde passávamos. Não sei dizer se é uma política da empresa ou se foi só nesse dia, mas apesar de lamentar por não aprender mais sobre a região, achei mais tranquilo assim.

O passeio inclui água e refrigerante liberados, e também estavam à venda cervejas e salgadinhos. Não se esqueça de vestir roupa de banho e levar toalha e protetor solar.

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Passeio pelas praias

De volta ao pier por volta das 12h30, pedi informações numa loja e fui andando até a Praia dos Ossos. Foi bem fácil chegar: subi a rua até uma igrejinha, desci uma escadinha e txarans, já estava lá. Achei a praia bonitinha, mas não conquistou meu coração, então segui caminho.

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Em poucos minutos cheguei na Praia Azeda, que fica logo antes da Azedinha: essas duas foram minhas preferidas, porque são pequeninas, em formato de baía, e estavam muito tranquilas na baixa temporada. Fiquei um bom tempo lá na Azeda, tomando banho de mar, lagarteando na areia e conversando com as argentinas que vendem blusinhas. Levei lanche e água, mas tinha barraquinhas lá que faziam as vezes de bares, com cervejas, drinques e petiscos.

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Subindo de volta e caminhando uns 10 minutos cheguei em João Fernandes e logo depois João Fernandinho, que são as praias preferidas dos argentinos. Achei boas opções pra quem vai em família, porque tem restaurantes/barracas maiores lá, com mais estrutura. Passei uma meia hora lá, mas não quis ficar porque achei meio agitado (até pra maio) e queria um lugar mais tranquilo.

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Acabei pegando um táxi aquático até a Praia da Tartaruga, que tinha sido recomendada por uma amiga que fiz lá. Paguei R$ 20 achando caro, mas topei porque meu destino era uma praia mais distante e a alternativa seria voltar andando até a avenida principal e ir de van, o que ia demorar muito mais. Gostei muito da Praia da Tartaruga, que tem umas barracas mais bonitinhas e estava mais vazia.

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Fiquei por lá num bar até o fim da tarde, tomando cerveja e jogando conversa fora com o garçom (que, logicamente, era argentino). A Tartaruga é um dois points pra ver o pôr do sol, mas como a essa altura o clima já começava a virar, não testemunhei a lindeza que esperava. Uma boa razão pra voltar. :)

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Quando a fome bateu, peguei outro táxi aquático pra o centro (dessa vez foi R$ 13 porque era mais perto) e caminhei pela Rua das Pedras, que é bonitinha, com lojas e restaurantes simpáticos. Pra economizar, segui a dica de um senegalês que dividiu o táxi aquático comigo e comi um almoço tardio no Restaurante Básico (prato feito bem simples, mas gostoso, por R$ 10), que fica pertinho do hostel Che Lagarto. Feliz e saciada, peguei uma van pra o Hostel Yolo, na Praia de Geribá, onde estava hospedada.

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Curtindo a noite

O hostel estava bem vazio na baixa temporada, mas por sorte o dono e amigos dele estavam por lá e tive companhia pra sair. Começamos a noite lá em Geribá mesmo, indo no famoso bar Fishbone, que fica a cinco minutinhos do albergue, à beira-mar. Achei a vibe do bar uma delícia, mas as bebidas eram caras (R$ 8 por uma lata de Skol).

 

De lá pegamos um Uber pra uma feirinha perto da Rua das Pedras que juntava várias barraquinhas de comida naquele esquema meu-deus-não-sei-o-que-escolher-quero-tudo. Tinha empanadas argentinas, arepas venezuelanas, coq au vin francês, bolos, tortas, quiches, cervejas artesanais… Tava rolando música ao vivo e o clima era bem animado, mas depois de umas horinhas lá resolvemos dar uma volta.

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Passamos por vários barzinhos, compramos cerveja numa loja de conveniência, andamos pra lá e pra cá e terminamos a noite no Celestinnas, uma hamburgueria com bons shots (segundo os caras que tavam comigo), além de cervejas e, claro, hambúrguer. Não provei as comidinhas porque já tinha comido mais do que o suficiente na feirinha, mas a cara tava boa. ;) Voltamos pra o hostel de van, porque já não achamos Uber, e fui dormir cheinha e feliz. Vai dizer que não foi um bom dia buziano? <3

Outras praias

Pra o dia e meio que me sobravam, eu tinha planejado fazer um mergulho de batismo com a Line Búzios e conhecer várias outras praias, mas a danada da chuva não deu trégua e só consegui dar uma passada em Geribá, pertinho do hostel. Essa é uma praia mais badalada, com faixa de areia extensa, e uma das preferidas dos cariocas. Achei bonita, mas me encantei mais pelas prainhas menores.

 

Minha programação cancelada também incluía as praias Ferradurinha, que fica ao lado de Geribá e dizem ser uma das mais legais, e Ferradura, que apesar do nome não fica junto da Ferradurinha. Ela tem águas bem calminhas, mas não muito transparentes, pelo que li. Também existem outras praias, como a Brava – onde, como o nome indica, o mar é bem agitado – e a Olho de Boi, um balneário nudista (onde é permitido entrar de roupa).

 

Ah, e no meu primeiro dia por lá, que na verdade foi só o fim da tarde (fui pra Búzios de ônibus a partir de Arraial do Cabo), aproveitei também pra conhecer o complexo de restaurantes Porto da Barra, no cais da Praia de Manguinhos, pertinho de Geribá. O lugar, cheio de barquinhos, fica lindo no fim da tarde, e os restaurantes à beira-mar são charmosíssimos – ainda que caros.

 

Essa região é uma ótima alternativa à Rua das Pedras e arredores, onde antes se concentravam quase todas as opções gastronômicas de Búzios. Como estava na vibe econômica, comprei um croissant numa padaria gourmet no mesmo complexo (Golden Bread) e sentei no sofá de um restaurante que estava fechado. ;)

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E você, já foi a Búzios? O que mais gosta de fazer por lá? Conta aí nos comentários!

O Janelas Abertas fez o passeio de escuna a convite da Line Búzios. Todas as opiniões manifestadas aqui são pessoais e não sofreram interferência da empresa. O Janelas Abertas preza pela transparência e sempre sinaliza eventuais parcerias e patrocínios.

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