Chile

O que fazer em Valdívia, no Chile: leões marinhos, passeio de barco e cervejaria

Chile | 15/12/15 | Atualizado em 31/07/18 | Deixe um comentário

Se você procurar Valdívia no Google, vai achar uma penca de coisa sobre o jogador de futebol ex-palmeirense. Mas surprise, surprise: esse também é o nome de uma cidade na Região dos Lagos, no Chile. ;) E apesar de não ser das mais bonitas, ela rendeu passeios interessantes na penúltima etapa da minha viagem pela região (veja o roteiro completo aqui).

Saí de Puerto Varas pra lá, em uma viagem de carro que durou umas duas horas, e passei uma noite no hotel Diego de Almagro antes de ir pra Pucón. Cheguei sem muitas expectativas, porque sabia pouco do lugar além do fato de que essa foi uma das cidades mais afetadas pelo grande terremoto de 1960 que atingiu o pais e alcançou 9,5 pontos na escala Richter (o maior do mundo até hoje). Mas o dia rendeu bastante, viu?

O que fazer em Valdívia

Pra começar, fui andando até o Mercado Fluvial, que fica perto do hotel. Lá, você encontra diversos peixes, mariscos, frutas e verduras à venda, mas a grande atração tá no rio: leões marinhos (ou são lobos marinhos?) gorduchos ficam logo ao lado esperando os restos de peixes que os pescadores jogam depois de limpá-los. Eles são quase animais de estimação dos feirantes, sempre atentos à oferta constante de comida. Os simpáticos bichos pesam por volta de 250 kg e comem cerca de 15 quilos de peixes por dia. Achei fofos e me identifiquei com a gulodice <3

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Depois de admirar a comilança, fiz um passeio de barco pelo rio Calle Calle. O cruzeiro fluvial é oferecido por vários tipos de embarcações que partem do porto, logo ao lado do mercado fluvial. Negociamos o preço pra duas pessoas com um cara que veio nos oferecer o passeio e fomos até o barco, que era pequeno, mas arrumadinho. Em umas duas horas, percorremos o rio acompanhados de um jovem guia que trabalha em troca de gorjetas e vai narrando o que se vê.

No caminho, passamos pelo bosque chamado de “selva valdiviana” e alguns outros tipos de vegetação meio pantanosos. Dá pra ver também um pouco da Isla Teja, a Universidade Austral, o Jardim Botânico e ruínas do terremoto de 1960. Não achei o passeio imperdível, mas sempre curto ver os lugares desde as águas – não deixa de ser uma perspectiva interessante, assim como as informações passadas pelo guia. :)

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De volta à terra firme, tentamos visitar o Museu Submarino, que nada mais é que um – txarans – submarino atracado, que pode ser visitado em horários fixos. Como a próxima visita ainda ia demorar e meu pai é claustrofóbico (ou seja, não seria um passeio legal pra ele), deixamos pra lá. Quem for me conta o que achou! Pra não dar de cara na porta feito eu, planeje-se e veja os horários e preços aqui. Ah, olha aí embaixo o submarino visto do barco.

Procurando hospedagem em Valdívia? Veja os preços do Hotel Diego de Almagro, onde me hospedei, ou procure outras opções de hotéis e albergues por lá.

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Com a fome (ou seria gula?) batendo, fomos até o Mercado Municipal, que fica pertinho do mercado fluvial. Lá, espiei as muitas opções de souvenirs típicos da região, mas preferi gastar meus pesos com um pacote de empanadas deliciosas em um dos restaurantes que ficam no primeiro andar – o bar La Estrella, que um pessoal da cidade nos recomendou (vale a pena parar gente na rua pra pedir indicações, hein). O mercado não é dos mais incríveis, mas vale a visita, até porque fica pertinho de tudo ;)

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Até aí, fizemos tudo a pé, mas depois voltamos ao hotel pra pegar o carro alugado e ir até o Fuerte Niebla, onde funciona o Museo de Sitio Castillo de Niebla. Uma curiosidade: segundo a Wikipédia, no célebre terremoto de 1960 foi nessa região onde se formaram as maiores ondas do tsunami, com cerca de 12 metros de altura.

No complexo do forte você encontra uma exposição permanente que conta a história do lugar. Resumindo o babado: em 1699, menos de 50 anos depois da sua fundação, Valdívia foi destruída pelos mapuche (os povos originários do país) enquanto eles lutavam pra recuperar territórios ali por perto.

Leia mais:

Todos os posts sobre o Chile
Roteiro completo pela Região dos Lagos

Além disso, incursões piratas à costa do Chile criaram a necessidade de uma estratégia defensiva. Depois que uma esquadra holandesa tentou se apossar das ruínas da cidade (vinda de Pernambuco, vejam só), o vice-rei do Peru enviou uma expedição de repovoamento.

Entre 1645 e 1670, a cidade foi reconstruída, assim como castelos que protegiam a entrada do rio. Durante o século XVIII, foram feitas várias obras de ampliação na baía, até completar 17 fortificações. Com o passar do tempo, o lugar ficou abandonado, até que em 1950 o governo chileno o declarou monumento histórico.

Mesmo que você não esteja nem aí pra essa história toda, a visita é massa pelas vistas panorâmicas desde o topo das estruturas, pelas quais dá pra caminhar através de passarelas e escadas de metal. Tem até farol, gente <3 (Aloka dos faróis). Ah, e a entrada é gratuita. Pra informações práticas sobre a visita, tipo como chegar e quando ir, clique aqui.

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O grand finale do dia foi a visita à Cervejaria Kuntsmann, que fica no caminho de Niebla pra Valdívia e me deu vontade de morar na cidade só pra poder ir lá com frequência. :P A cervejaria funciona como bar/restaurante e lojinha de souvenirs, além de promover visitas guiadas, que duram 45 minutos e incluem degustação.

Não fiz o tour, mas em compensação comi e bebi bastante: dividi um pernil de porco defumado cozinhado em cervejas e acompanhado de chucrute e purê caseiro picante (9.100 pesos) e pedi uma degustação das cervejas clássicas e especiais da casa (5.900 pesos). Achei massa esse esquema: a garçonete trouxe à mesa 12 mini copinhos, distribuídos num display com informações sobre cada tipo de cerveja, pra você ir provando todos no seu ritmo.

A história da cervejaria também é interessante: os primeiros colonos alemães tinham levado a Valdívia a tradição cervejeira, e aí um cara chamado Karl Anwandter criou uma cervejaria com o nome dele. Ela ficou famosa, ganhou prêmios etc. e tal, mas foi totalmente destruída no terremoto de 1960. Fuen :(

Nos anos 90, um outro cara chamado Armin Kustmann resolveu retomar a tradição e começou a fazer cerveja por hobby, até que o negócio cresceu e a marca ganhou popularidade no país e fora dele. Hoje, 13 variedades são produzidas na fábrica e a empresa ainda é comandada pela família. Aqui você encontra o endereço, horários de abertura, coisa e tal.

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