Chile

O que fazer em Frutillar, a joia dos Lagos Chilenos

Quando comecei a planejar a viagem pra Região dos Lagos, no Chile, pedi dicas a uma amiga, que logo disparou: “vais amar Frutillar, a cidade é uma graça!”. E é verdade, a começar pelo nome: ele vem de frutilla (morango), ou seja, Morangar! hehe. Sem falar nas casinhas com influência da colonização alemã e nas confeitarias fofas salpicadas pela cidade. Frutillar fica às margens do Lago Llanquihue, a 1000 km de Santiago. Ela é pequenina, com uns 5 mil habitantes, e dá um ótimo passeio no esquema bate-volta a partir de Puerto Varas.

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O que fazer em Frutillar

Considerada uma das cidadezinhas mais agradáveis da região, Morangar Frutillar foi chamada de “joia do sul da República” por seu fundador, Vicente Pérez Rosales (aviso: você vai cansar de ver esse nome nas ruas de todas as cidades por lá). Chegando lá, não tem mistério sobre onde ir primeiro: assim como nas suas vizinhas, um dos maiores charmes da cidade é a beira do lago.

Por lá, esse canto ganha um charme especial por causa da areia escura que compõe uma prainha – onde crianças e cachorros se divertiam mesmo no inverno -, além do lindo píer, do Teatro del Lago e da bela visão do Vulcão Osorno, que aparece no horizonte em dias de céu limpo e transforma a paisagem num cartão postal. Mesmo no inverno, com o vulcão escondido e pouco clima de ~praia~, achei a atmosfera interessante, meio melancólica e romântica. <3 Olha umas fotos pra tentar te convencer:

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Então tá. Você chegou lá, caminhou à beira do lago, apreciou a vista… E aí deu fome, né? Então é só ir atrás de uma das confeitarias que oferecem os deliciosos strudels e kuchens (tortas) que fazem a fama da cidade. Ouvi falar bem da Kuchen Laden, mas tava fechada, então fui no Café Duendes del Lago, que é uma graça.

O lugar é conchegante (com direito a mini aquecedor a lenha) e serve sanduíches e tortas bonitas e gostosas, ainda que bastante doces – se você não for muito formiguinha, vale dividir. Comi uma de maçã que veio numa apresentação bem fofa, com direito a chocolate em forma de nota musical (já já explico por que), toalha de papel rendado e biscoitinho. Sem falar nos duendes na janela <3

Aproveitando, um alerta: café não é o forte dos chilenos, que gostam dele mais aguado e muitas vezes servem até Nescafé pra você misturar (wtf), então nessa viagem eu preferi apostar nos chás. Achei uma decisão acertada.

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Depois de me empanturrar, fui até o Teatro del Lago, que chama atenção na paisagem por sua arquitetura peculiar, apoiado numa base que entra pelo lago. Inaugurado em 2010, o teatro não é tão lindo quanto aqueles mais antigos e rebuscados, mas é bem moderno – foi planejado por um grande especialista em acústica – e recebe atrações musicais de renome mundial, além de espetáculos de teatro e dança. O espaço também promove atividades pedagógicas, com aulas de música e dança pra jovens, e tem uma vista bem bonita do lago e arredores.

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Se você quiser conhecer o teatro por dentro e não for pra nenhum espetáculo, dá pra fazer uma visita guiada, disponível diariamente às 12h. Mas se perder o horário da visita que nem eu ou não quiser pagar, dá também pra fazer um tour virtual ;)

Eu pensei que teria que recorrer ao tour virtual pra conhecer o espaço, mas meu anjinho das viagens é muito bom. Ao sentar num sofá no café do teatro, meu pai começou a conversar com o cara ao lado que era ninguém menos que o gerente comercial do lugar. Acabamos ganhando um supertour gratuito e, como cereja do bolo, um arco-íris visto da janela (que não tá nessa foto porque eu tava ocupada olhando pra ele).

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Na visita, descobri que entre o final de janeiro e o começo de fevereiro acontecem por lá as Semanas Musicales de Frutillar, com sede lá no teatro. O festival é realizado desde 1968 e mobiliza toda a cidade, além de atrair gente de várias partes do Chile e até de outros países pra conferir as grandes orquestras, corais, grupos de jazz, coisa e tal. É o grande evento da cidade e ela deve ficar bem mais agitada nessa época. Pra ter uma ideia de como o pessoal de lá respira música, olha a escultura na beira do lago:

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Ok, voltando ao meu passeio, peço licença pra entrar no modo comilônico mais uma vez: o café do teatro, que mencionei lá em cima, é superconfortável, tem comidinhas legais (strudel e kuchen incluídos, é claro) e uma vista linda do lago, pelas paredes de vidro. Morri de vontade de passar a tarde inteira lá – ou melhor, de ter um lugar igualzinho ao lado da minha casa pra blogar com aquele cenário maravilhoso (sim, invejei a menina da foto abaixo).

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De barriga cheia mais uma vez, nos restou sentar num dos banquinhos em frente ao lago pra ver o sol se pôr e as nuvens desvelarem um pedacinho do Osorno – vou ter que voltar, de preferência no verão, pra vê-lo completo. ;)

Mas não acabou: saindo dessa região mais perto do lago, você pode perambular pelas ruas organizadas, floridas e cheias de casas de madeira lindinhas, além de restaurantes e salões de chá.

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E tem também o Museu Colonial Alemão, que eu não consegui visitar porque fiz esse passeio na vibe improviso e quando resolvi ir lá, já tava fechado. Ao ar livre, o museu conta a história da cidade com foco nas famílias alemãs que colonizaram o lugar em 1856 e deixaram como herança a arquitetura, a gastronomia e alguns costumes e tradições. Pelo que vi de fora, nele você encontra casas típicas da época com móveis e máquinas que fazem referência aos costumes dos colonos. E a localização? Adivinhem: Avenida Vicente Pérez Rosales.

Pra finalizar, fui também num lugar interessante que é uma mistura de restaurante, armazém de produtos finos e bar, mas como não cabia mais (quase) nada na minha barriga, fiquei só na cervejinha. Infelizmente, não sei onde anotei o nome do lugar. Fuen. Pelo menos o nome da cerveja, típica da Região dos Lagos e bem gostosa, ficou registrado na foto abaixo. Tá valendo, né?

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Ah, no caminho ainda encontrei esse navio “encalhado”. Daquelas surpresas de quando você sai sem rumo ;) E com ele termino esse post, que é o penúltimo da série sobre os Lagos Chilenos. No próximo, vou falar de Pucón e arredores. Pode aguardar uma galerinha da pesada vivendo altas aventuras!

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