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Berlim: DDR Museum, uma imersão na Alemanha Oriental

Alemanha | 09/12/13 | Atualizado em 16/12/17 | 6 comentários

Se algum dia você já imaginou como era, na prática, viver separado do resto do mundo por um monte de arame farpado, tijolos, concreto e um grande aparato de vigilância, não deixe de conhecer o DDR Museum, museu criado em 2006 em Berlim. DDR é a sigla pra Deutsche Demokratische Republik, ou em bom português, República Democrática Alemã (RDA), como era chamado o Estado socialista criado depois da Segunda Guerra Mundial.

Em Berlim, há outros espaços que fazem referência ao tema, como o muito mais conhecido Museum Haus am Checkpoint Charlie, que foca no muro e nas tentativas de fuga (e, a propósito, é o museu mais bagunçado e confuso que já vi, mas ainda assim vale a visita). Mas nenhum outro dedica-se exclusivamente a levar o visitante num passeio pelo dia a dia da Alemanha Oriental e pelas consequências de manter um Estado marcado pela economia planejada e por um aparato de segurança avassalador, usando vários objetos autênticos doados por particulares.

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Eu tenho cada vez menos paciência pra museus “tradicionais”. Costumo achar mais interessante passear pelas ruas ou deitar num parque pra fazer a fotossíntese do que ficar horas e horas perdida pelos corredores de um museu engessado e tedioso, cheio de obras que não me dizem nada ou infinitos textos que prefiro ler numa confortável poltrona. Mas isso é muito diferente em lugares como o DDR Museum, que tornou-se um dos pontos altos da minha visita a Berlim, me fazendo sentir como se estivesse dentro de Adeus, Lenin! :)

DDR Museum, um dos museus mais legais de Berlim

DDR Museum, um dos museus mais legais de Berlim. Foto: Divulgação/DDR Museum

Aliás, visitar Berlim é como tomar um banho de história. Seja por causa de free walking tours como o que que quase me fez chorar no final, das muitas exposições e museus ou dos pedaços de muro e memoriais espalhados pela cidade, é quase impossível passar por lá sem aprender alguma coisa. Também é muito provável que você se pegue refletindo sobre a extrema proximidade histórica dos eventos que marcaram o país, em especial a queda do muro, e sobre o que isso significou e ainda significa nas vidas de quem vivia e vive ali.

Uma sala de estar típica da RDA

Uma sala de estar típica da RDA

Além de um produto de uma ideologia, a RDA era, pra 16 milhões de pessoas, simplesmente a vida delas. E a história, como sabemos, também é feita de coisas triviais, como a disposição da casa, as roupas, as comidas, os hábitos dos jovens. Ainda que muitos vivessem na Alemanha Oriental sem pensar muito em política, era uma vida profundamente marcada pelo que determinava o Partido, como vemos no museu, que abrange diferentes aspectos do cotidiano.

Sente-se numa sala de cinema da RDA pra ver documentários sobre a época das duas Alemanhas. Foto: Divulgação/DDR Museum

Sente-se numa sala de cinema da RDA pra ver documentários sobre a época das duas Alemanhas. Foto: Divulgação/DDR Museum

E o melhor de tudo é que o DDR Museum é totalmente interativo. É possível mexer em quase tudo que tá exposto, o que inclui entrar e ligar um Trabi (apelido do Trabant, o carro que virou o maior símbolo da RDA – pra comprá-lo, era preciso ficar uns 10 anos numa lista de espera), sentar no sofá de uma sala de estar típica e assistir a um programa da época na televisão, explorar os armários da cozinha e encontrar os produtos retratados em Adeus, Lenin!, sentar em cadeiras originais dos cinemas da RDA pra ver documentários, aprender a dançar o Lipsi (a dança bizarra criada pra competir com o rock’and’roll), visitar uma prisão típica dos Stasi (a polícia política e agência de inteligência da RDA), experimentar em primeira pessoa o aparato de vigilância (tanto no papel da vítima quanto da polícia) e muito mais. Sobre esse último tópico, leia esse post sobre Stasiland, um livro massa da australiana Anna Funder.

O Trabi, carrinho símbolo da época. Foto: Divulgação/DDR Museum

O Trabi, carrinho símbolo da época. Foto: Divulgação/DDR Museum

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O DDR Museum fica na margem do rio Spree, quase embaixo da ponte Karl-Liebknecht, na Karl-Liebknecht-Strasse. nº 1. É pertinho da Catedral de Berlim (Berliner Dom), mas muita gente caminha por lá sem nem perceber, já que ele não chama tanta atenção lá embaixo. Se ligue e não deixe passar :)

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6 Comentários

  1. Já faz um tempo que estou louca pra ir pra Berlin e visitar esse museu, justamente pra me sentir dentro do “Adeus, Lenin”!!

    • É bem a sensação que dá mesmo, Fernanda! Berlim não é uma cidade muito bonita, mas é incrível. Acho impossível passar por ela sem ser marcado de alguma forma, e esse museu contribui pra isso. Um abraço!

  2. RFK

    Muito legal! Valeu! RFK

  3. Angela Hacker

    Olá Luisa, quanto tempo deve ser reservado para visitar o DDR Museum?

    • Oi, Angela! Depende do quão curiosa você é sobre o assunto :) Dá pra dar uma olhada geral em cerca de uma hora, mas se você quiser explorar tudo, pode ficar muito mais tempo… Eu deixaria umas três horas pra conhecer o lugar com calma! Ele não é muito grande, mas tem várias coisinhas curiosas. Um abraço

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