Dicas Práticas

Free walking tours: como funcionam os passeios guiados gratuitos no Brasil e no mundo

Não sou das maiores adeptas de tours guiados. Em geral, prefiro conhecer as coisas no meu próprio ritmo. Mas é verdade que, mesmo pesquisando sobre a cidade, na hora H acabamos passando por muita coisa sem nos dar conta do que aquilo significa, né? Fazer um tour pode ser interessante pra quem tem pouco tempo no lugar e quer dar uma geral nos principais pontos turísticos, pra quem acabou de chegar e quer se familiarizar com a cidade e também pra quem quer mais contexto sobre os lugares.

Me enquadrei no terceiro caso quando estive em Montpellier, na França, em maio: a cidade é pequena e depois de três dias eu já tinha cruzado ela todinha, de cima a baixo, além de ir à praia, comer muito e ir pra farra. Resolvi, então, me inscrever em um tour pago. Valeu a pena: passei pelos pontos que já tinha conhecido, mas aprendi mais sobre eles.

A guia chamou atenção pra cantinhos nos quais não tínhamos reparado e até nos levou a alguns lugares onde o turista “comum” não pode entrar. Mas teve alguns poréns: a guia não era muito animada e achei o conteúdo detalhado demais pra o modelo de visita. Confesso que em alguns momentos não pude evitar uns bocejos…

Pouco depois, tive a oportunidade de experimentar o primeiro de muitos free walking tours que eu faria pela Europa e em outros países, e percebi que na maioria deles não rolam esses pontos negativos que me fizeram sofrer em Montpellier. Não sabe do que se trata? Esses passeios “gratuitos” feitos a pé estão disponíveis em quase todos os destinos turísticos mundo afora e costumam ser opções mais descontraídas (além de mais baratas) do que tours guiados tradicionais.

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É claro que eles não são grátis de verdade, afinal, tem um profissional ali trabalhando. Mas o conceito é interessante: os passeios funcionam na base das gorjetas, ou seja, você paga quanto acha que deve, no fim do percurso. Se não gostar, pode simplesmente abandonar o grupo. Além de ser uma boa jogada de marketing, o sistema funciona pelo simples fato de que o guia precisa se esforçar ao máximo pra dar um tour agradável, divertido e informativo – ou arrisca voltar pra casa sem um tostão.

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Leia também:

Hostel e free walking tour em Lisboa
Free tour sobre o comunismo em Budapeste
Free tour pelos highlights de Santiago, no Chile
Free tour pelo “lado B” de Santiago, no Chile

Várias empresas trabalham nesse esquema, que tá bombando no mundo todo. Já fiz passeios assim em Praga, Berlim, Lisboa, Santiago, Valparaíso, Ljubljana, Budapeste, Edimburgo, Estocolmo, Strasbourg, Amsterdam, Oaxaca, Cidade do México, Bruxelas, Bruges, Rio de Janeiro, Bratislava, Paraty, Sarajevo, Belgrado…

O legal é que, no ímpeto de agradar o máximo possível, os guias costumam contar várias curiosidades de um jeito descontraído e nem um pouco sacal (como o tour pago de que falei). Pelo que percebi, eles costumam ser jovens, muitas vezes estudantes ou graduados em história ou outro curso de humanas. Nas minhas experiências, o público também era formado principalmente por jovens, o que também ajuda a dar um tom mais leve ao passeio.

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Normalmente, não se entra em museus e atrações pagas, que você pode voltar depois pra conhecer. Mas os guias costumam comentar sobre as diferentes opções e muitas vezes já me ajudaram a tomar decisões sobre meu roteiro. Também existem, em alguns casos, opções de tours “temáticos” – em Budapeste, por exemplo, além do passeio tradicional existe um focado no comunismo e outro na presença judaica na cidade (e eu fiz todos, claro :P).

Sem falar que dá pra bater um papo com o guia durante o percurso e na pausa pro lanche/café e descolar dicas extras sobre a cidade. Como se não bastasse, é uma boa oportunidade pra conhecer outros viajantes de várias partes do mundo. Em Bratislava, fiquei amiga de uma galera no tour e passei o resto do dia/noite com eles, emendando umas cervejinhas no hostel do pessoal com um pub crawl superdivertido.

Muitas empresas oferecem também tours pagos, explorando algum aspecto específico do lugar, ou em transportes como Segway ou barcos, ou ainda tours privativos, em que você decide o percurso, horário e tudo mais.

Em geral, pra os gratuitos só é preciso fazer reserva se estiver em um grupo de mais de 10 pessoas. Se não for seu caso, basta estar no lugar e na hora marcados. Sempre há passeios em inglês, mas costumam estar disponíveis em outras línguas também, principalmente espanhol. A maioria tem saídas todos os dias, durante o ano inteiro, às vezes em mais de um horário. Pelo que vi, a média de gorjeta que o pessoal dá fica entre 5 e 10 euros.

Algumas empresas:

New Europe Tours: Amsterdam, Bruxelas, Copenhagen, Dublin, Berlim, Edimburgo, Hamburgo, Londres, Jerusalém, Madri, Munique, Paris, Praga e Tel Aviv

Free Tours by Foot: Nova Iorque, New Orleans, Boston, Washington e Filadélfia

United Europe Free Tours: Berlim, Praga, Budapeste, Bratislava, Ljubjana, Kiev, Sofia e Bucareste

Discover Prague: Praga

Discover Walks: Paris, São Francisco, Barcelona, Praga e Londres

City Free Tour: Amsterdam e Paris 

Tour Guys: Toronto e Vancouver

Buenos Aires Free Tour: Buenos Aires

Free Walking Tour Peru: Cusco

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5 Comentários

  1. Suzana Machado

    Olá, queria saber se nessas free walking tours, as pessoas podem parar para tirar fotos ou se o grupo só vai passando pelos pontos, sem parar? Obrigada

    • Oi, Suzana! Depende do ritmo do grupo e do guia :) Eu sempre tiro fotos, mas normalmente não se demora muito porque se cada um for ficar tirando várias em cada lugar, o passeio dura o dia inteiro… Então vez ou outra fico pra trás, porque quero fotografar alguma coisa por mais tempo, e depois corro pra alcançar o grupo :P Não costuma ser supercorrido, mas também não dá pra ficar esperando sempre, sabe? Um abraço

  2. Silda

    Moro numa cidade turística e gostaria de fazer parte. Como proceder?

    • Oi, Silda! Você pode procurar saber se já existem empresas que fazem tours desse tipo na sua cidade e às quais você possa se somar; se não houver, uma possibilidade seria começar um projeto do tipo por conta própria :)

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