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O que fazer em San Diego, na Califórnia: guia completo

Estados Unidos | 25/09/18 | Atualizado em 15/10/18 | 2 comentários

San Diego, nos Estados Unidos, foi a primeira cidade que eu conheci fora do Brasil, aos 15 anos. Voltar pra lá 13 anos depois, como uma pessoa bem diferente, foi uma experiência massa. E melhor ainda foi passar quase dois meses explorando vários cantinhos pra vir aqui contar pra vocês o que fazer em San Diego.

Além de praias bonitas, com aquela clássica vibe californiana, essa cidade localizada bem ao sul da Califórnia, na fronteira com o México, tem uma culinária muito influenciada pelo país vizinho. E se você falar pra um norte-americano que tá indo pra lá, provavelmente o primeiro aspecto que eles vão ressaltar é o clima estável (e agradável) da cidade. Dificilmente faz muito calor ou muito frio por lá. Ótimo pra turistar, né?

Tá pensando se inclui San Diego no seu roteiro pelos Estados Unidos? Ou já decidiu e quer saber o que tem de bom por lá? Seja como for, esse post pode te ajudar: vai rolando pra baixo aí. ;)

praia em coronado

O que fazer em San Diego, na Califórnia

Old Town

Quando ouvi falar na Old Town, que é um dos principais pontos turísticos de San Diego, pensei que fosse apenas um bairro antigo, como em tantas outras cidades. Chegando lá, me surpreendi ao descobrir que o lugar tá mais pra um museu a céu aberto.

Essa área é, hoje, uma espécie de parque histórico – Old Town San Diego State Historic Park -, que reúne uns 30 edifícios antigos preservados ou reconstruídos.

Foi um lugar criado pra representar a aparência da cidade nos seus primórdios, pouco depois da ocupação pelos espanhóis, com destaque pra o período entre 1820 e 1870.

Casas e lojas do século 19 dão uma ideia de como teria sido a vida em San Diego na época colonial. No centro do espaço tem uma praça, como não podia deixar de ser em se tratando de espanhóis, e ao redor dela e nas ruas adjacentes você encontra casinhas que são como mini museus.

Uma das que mais gostei foi a Colorado House, que reproduz uma antiga agência do banco Wells Fargo. Com entrada gratuita, ela abriga uma carruagem antiga e outros objetos da época, como um telégrafo, junto com explicações sobre os hábitos da população naquele tempo. Achei fofo. :)

colorado house na old town san diego

Outros destaques da Old Town de San Diego são as lojinhas que funcionam de fato como lojas (ao contrário do banco, que é só “enfeite” – apesar de ter um caixa eletrônico em funcionamento).

Alguns exemplos são a fofíssima Rust General Store, que tem chocolates e chás maravilhosos, a Ye Olde Soap Shoppe, que vende sabonetes artesanais cheirosíssimos, e a Old Town Jerky and Root Beer, que (como o nome indica) vende vários tipos de root beer e beef jerky.

Também vale dar uma olhada no Hotel Cosmopolitan, casarão em estilo antigo onde funciona um hotel de verdade e um restaurante, e na casa dos Estudillo, que mostra como vivia uma família rica na época, com cômodos mobiliados restaurados. E ainda tem museus propriamente ditos, como o Junipero Serra Museum e o Whaley House Museum.

Não entrei nesses dois porque fui abduzida pelo Bazaar del Mundo, espaço cheio de artesanato mexicano que é bem legal pra quem nunca foi pra o México (se você pretende ir em breve, melhor deixar pra comprar por lá, porque obviamente é bem mais barato).

E uma das partes mais bonitinhas é o Fiesta de Reyes, complexo onde rolam apresentações culturais e que abriga restaurantes mexicanos – super turístico, mas bem colorido e agradável.

Ah, e andando por lá você também pode esbarrar com uma apresentação de mariachis ou balé folclórico mexicano ou até uma peça de teatro. Encontramos uns atores no meio da praça ensaiando pra uma apresentação, com roupas de época, assim como se nada. :P

restaurante mexicano na old town

restaurante fiesta de reyes

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Old Town Trolley

A partir de Old Town, uma dica é pegar o Trolley turístico, pequeno ônibus que imita um bondinho antigo e percorre a maioria das atrações da cidade. Ele funciona no esquema hop-on, hop-off, ou seja, você pode descer e subir em qualquer um dos pontos do circuito durante o dia.

old town trolley

old town trolley por dentro

Atualmente, o ingresso pra um dia custa 36 USD se comprado através do site. Acho dispensável caso você esteja com o orçamento apertado, mas é uma opção prática pra quem tá sem carro e quer conhecer a cidade em pouco tempo.

Além disso, alguns dos motoristas-guias que pegamos eram bem simpáticos, informativos e bem-humorados, deixando o passeio divertido. :)

Embarcadero

Pegando o Trolley turístico ou não, sua próxima parada pode ser na região conhecida como Embarcadero, ali perto. Na verdade o que mais curti foi ir no fim da tarde, pra ver o pôr do sol bonitão. Mas durante o dia, a visita também vale a pena.

É que ali você encontra o Maritime Museum, museu marítimo composto por alguns navios antigos e um submarino soviético (minha parte preferida), que achei muito mais interessante do que esperava.

embarcadero

museu marítimo em san diego

interior de navio

interior de submarino

E, perto dele, o USS Midway Museum, porta-aviões de guerra que deve ser interessante pra quem gosta do assunto. Não é meu caso, então pulei esse segundo museu, mas ele aparece na foto aí embaixo. ;)

museu uss midway

Passeio de barco pela baía

Outra opção legal nessa área do Embarcadero é o Harbour Tour, um passeio de barco pela baía de San Diego. Fiz o da empresa Flagship, que tem três roteiros: um pra o norte, um pra o sul (com 1h de duração cada um) e um que inclui os dois percursos (full bay tour, com 2h de duração).

Fui no de duas horas e achei bonito, mas preferi a parte sul, que passa por baixo da ponte de Coronado. Me pareceu um ótimo passeio pra dias quentes, pra curtir o clima com o amorzinho ou um grupo animado de amigos.

Mas muitas das coisas que vimos (e que o guia pontuou) eram ligadas à estrutura militar, e do ponto de vista turístico não achei tão incrível quanto passeios de barco que fiz por outras cidades, como San Francisco.

passeio de barco na baía de san diego

Fish Market

Logo depois do USS Midway Museum você encontra o restaurante Fish Market, que é bem tradicional e fica numa localização excelente, bem na beira-mar. <3 Achei uma delícia sentar na varanda externa, embaixo do sol, e comer clam chowder (tipo um ensopado de marisco bem típico de São Francisco) e crab cakes (muito gostosos). Tomei também uma IPA delícia da Ballast Point, cervejaria local. Ótima pausa pra almoço, hein?

Seaport Village

Se continuar caminhando à beira da baía (ou se esperar a próxima parada do Trolley), você vai chegar em Seaport Village, um complexo de lojinhas, lanchonetes e restaurantes em estilo vitoriano. Também é uma área bem turística, mas muito simpática, com uma bela vista pra baía de San Diego. A maioria das lojas vende souvenir, mas tem também uma só de pipas e objetos relacionados, que acho uma graça.

Já andou muito e quer descansar? Então vá até o gramado que fica perto da marina e se esparrame. De lá, dá pra ver a Coronado Bridge, a galera velejando e muita gente andando de bicicleta e de patinete elétrico (scooter), que você também pode alugar pra andar por ali, usando apps como Bird ou Lime.

seaport village

vista a partir de seaport village

o que fazer em san diego

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Gaslamp Quarter

Seu próximo destino, tanto a pé quanto com o Trolley turístico, pode ser o Gaslamp Quarter. Anteriormente dominada por prostíbulos e casas de jogo, essa área hoje é uma das partes mais animadas da cidade, cheia de bares e baladinhas.

Entre os estabelecimentos mais populares, muitos guias costumam destacar o Barleymash e o Tipsy Crow. Eu acabei indo no La Puerta, um bar mexicano com decoração legal, comida boa e atendimento excelente.

Vale a pena ir lá no Gaslamp Quarter tanto durante o dia, pra ver as lojas e prédios bonitinhos, quanto à noite, especialmente se você gosta de sair pra lugares mais na pegada de boate.

gaslamp quarter

Little Italy

Se seu estilo for mais sentar, conversar, comer e beber, é provável que goste ainda mais de Little Italy, ali juntinho. Esse pedaço da cidade não é tão “homogêneo”, mas andando sem rumo por ali você vai encontrar facilmente uns bares e restaurantes bem interessantes.

Recomendo o Craft and Commerce, que tem preços legais no happy hour e arrasa na decoração, e o Kings and Queen Cantina, que é mais animado, com música pop e boas cervejas (recomendo a IPA Insurgente La Lupulosa).

A principal rua do bairro é a India Street, onde gamei numa loja de materiais de arte e nas cervejarias Bolt e Ballast Point. Se quiser mais “spoilers” sobre o que vai encontrar por lá, dê uma olhada no site da Little Italy (sim, eles têm sites pra os bairros!).

little italy

Little Italy Mercato

Aos sábados, acontece ali o Little Italy Mercato, uma feirinha de rua bem legal, com foco em comidinhas. Ela ocupa vários quarteirões da W. Date Street, desde a Kettner Boulevard à Front Street, e costuma ficar bem movimentada.

Provei desde uma cheesecake de chocolate maravilhosa a uns 15 tipos de hummus com sabores diferentes, sucos e pães (e comprei umas coisinhas também, pra não ficar só dando prejuízo pra galera, haha). Você também deve encontrar por lá uma boa variedade de verduras, frutas, flores e, se der sorte, bons músicos de rua.

Atualmente o mercado acontece todo sábado, o ano todo, das 8h às 14h, faça sol ou faça chuva. Antes de ir, aconselho confirmar as informações no site da Little Italy.

little italy mercato

North Park

Outras opções ótimas pra quem curte comidinhas gostosas e barzinhos com vibe descolada são North Park e South Park, os bairros mais hipster da cidade. Eles se chamam assim porque ficam respectivamente ao norte e ao sul do Balboa Park, principal parque de San Diego.

Não frequentei South Park, mas ambos ficam coladinhos e reúnem um monte de lojas, galerias, restaurantes e bares com uma pegada meio indie. Acho que não surpreende que muitas cervejarias artesanais se encontrem por ali, né?

A principal rua de North Park é a University Avenue, e só passar de carro e olhar pra fachada dos estabelecimentos nessa rua já é suficiente pra perceber que você entrou num universo hipster – com direito a barbearias “vintage”, luzinhas tipo de Natal e muitos frequentadores jovens.

Gostei do ChuckAlek Biergarten, beergarden criado pela cervejaria de mesmo nome em parceria com a organização sem fins lucrativos Art Produce. Apesar de já estar fazendo frio quando fui lá, adorei me sentar ao ar livre entre várias plantas frutíferas e provar as cervejas deles.

Ali pertinho também curti a vibe do Urbn, um restaurante/bar com pizzas e decoração superlegal e descoladinha. Não fui lá, mas fui no vizinho deles: o Hammond’s Gourmet Ice Cream, uma sorveteria que se tornou irresistível pra mim porque o cheiro das casquinhas de biscoito se espalha pela rua (amo casquinha tanto quanto sorvete). Pedimos um “ice cream flight”, que é como um conjunto de mini sorvetes. Foram 10 USD pra 5 sabores, e os que escolhi (banana fudge e peanut butter chocolate) estavam ótimos.

Mais adiante na mesma rua, você encontra a City Tacos, que tem os melhores tacos que provei em San Diego (e olhe que não foram poucos). Pedi o borrego (4 USD) e o carnitas (3 USD) e achei ambos MUITO bons. Ah, e eles também têm cervejas mexicanas e até micheladas – deu saudade do México.  <3

tacos em north park

Também existe um site dedicado ao North Park, onde você encontra informações sobre os restaurantes, lojas e galerias de lá e também sobre eventos pontuais ou regulares, como o Farmers’ Market que acontece nas quintas-feiras à tarde.

Balboa Park

 Tá, mas e esse tal parque que serve de referência pra os bairros aí? Chegou a hora de falar dele! O Balboa Park é bem grande e merece um dia inteiro de passeio, caso você curta museus. Afinal, ele abriga “apenas” 17 museus e é considerado “o maior parque urbano cultural da América do Norte”.

balboa park

Recomendo começar o rolê pela parte central do parque, onde fica o Visitors’ Center. Por ali você encontra o Jardim do Alcázar, simpático jardim em estilo árabe (senti saudades de Sevilha!), e o Spreckels Organ Pavillion, uma espécie de anfiteatro onde são promovidos concertos de órgão gratuitos aos domingos.

Junto dele fica o Jardim Japonês, que dá pra ver relativamente bem de fora. Pessoalmente, não acho que vale os 12 USD da entrada, a não ser que você seja muito fã desse tipo de jardim.

jardim japonês no balboa park

Ali perto, outro destaque é o Botanical Building, que não conheci por dentro porque tava fechado, mas também é bem bonito por fora. E em frente a ele fica um lago/tanque que aparece em boa parte das fotos tiradas no parque. Olha ele aqui:

balboa park em san diego

No caminho pra ele, você vai passar pelo Timkem Museum of Art, um dos únicos lugares do parque com entrada gratuita, que reúne uma grande coleção de arte europeia. Os outros museus são pagos, então recomendo dar uma olhada nas opções e escolher os que tenham mais a ver com seus interesses.

Dentre os que conheci, meu preferido foi o Museum of Man, de antropologia. Quando fui lá, tava rolando uma exposição sobre a história da cerveja, outra do maravilhoso projeto PostSecret, outra sobre nossa relação com animais de estimação e uma sobre raças, além de uma área com foco no público infantil, falando sobre monstros. Tudo meio interativo e muito informativo.

museum of man no balboa park

Curti também o Museum of Photographic Arts, que tinha exposições de fotógrafos clássicos tipo Ansel Adams e outras áreas dedicadas a artistas contemporâneos. Uma parte que achei massa foi a “The artist speaks”, em que o artista responsável pela exposição em voga no momento explica com as próprias palavras o que tá por trás do trabalho, através de um vídeo dele de corpo todo exibido numa tela vertical.

Por fim, visitei o Fleet Science Center. Gosto muito de museus de ciência, mas achei esse dos mais fracos que já conheci. O mais interessante do lugar, pra mim, foi a sala de cinema com cinema IMAX Dome, em que a tela ocupa o teto e paredes quase inteiros como uma redoma, tipo um planetário. Vi um ótimo documentário sobre pandas lá (dizem por aí que até chorei).

Outros museus que você encontra por lá são o San Diego Art Institute, focado em arte produzida na cidade, o Minguei International Museum, com arte folclórica e artesanato de vários países, o Natural History Museum, com muita coisa sobre a biodiversidade na Califórna, o Automotive Museum, interessante pra quem curte automóveis, e o Air and Space Museum, focado em aviação.

Pensa que acabou? Tem ainda o Model Rail Road Museum, dedicado a miniaturas de trens, o Centro Cultural de la Raza, que promove expressões artísticas latinas e indígenas, o Hall of Champions, que fala de vários tipos de esportes, o History Center, focado na história de San Diego e o Veterans Museums, sobre pessoas que serviram às forças armadas do país.

E essa nem é uma lista exaustiva! Pra conhecer todas as atrações do Balboa Park e conferir preços de ingressos e horários de funcionamento, acesse o site do parque.

Zoológico de San Diego e Safari Park

Dediquei um tópico à parte ao Zoológico de San Diego, apesar de estar localizado no Balboa Park, porque ele é uma atração tão famosa e grande que se destaca por si só. E já ganhou, inclusive, um post aqui no blog, em que falo sobre a visita ao zoo e ao Safari Park, espaço maior pertencente ao mesmo grupo e localizado fora da cidade.

A princípio não curto animais enjaulados, mas visitei o Zoológico de San Diego e o Zoo Safari Park, na Califórnia, porque muita gente me disse que o trabalho deles é sério. Como turista, as experiências foram bem legais, e pesquisando encontrei muitas informações positivas sobre o trabalho de conservação que eles promovem.

O Zoológico de San Diego é um dos zoos com melhor reputação no mundo (fãs de Friends devem lembrar da alegria de Ross quando Marcel foi aceito lá :P). Ele existe há mais de 100 anos e fica na região central da cidade, colado com o Balboa Park (parque grandão e cheio de museus) e pertinho do aeroporto.

san diego zoo

panda no zoológico de san diego

Já o Safari Park, “irmão” do zoo criado mais recentemente, fica a 55 Km de lá, na cidade de Escondido, e tem MUITO mais espaço pra uma variedade bem menor de animais. Apesar de achar um pouco menos interessante do ponto de vista turístico, me parece muito melhor pra os bichos!

safari park

safari park em san diego

Liberty Station

Tá a fim de outros rolês mais urbanos? Localizada pertinho do aeroporto (que fica bem central), a Liberty Station é um espaço multiuso no local do antigo Centro de Treinamento Naval de San Diego.

Com cerca de 1,5 km², o lugar reúne unidades residenciais, escritórios, parque, hotéis e algumas lojas e restaurantes. Tudo isso em várias construções no mesmo padrão e cor, que acho meio tedioso, mas ok (nada incomum nos EUA, né).

Vale ir até lá pra conferir o Liberty Public Market, um mercado coberto com vários estandes de comidinhas, incluindo culinária italiana, tailandesa, argentina e francesa, um restaurante especializado em lagosta, uma cervejaria e outros cantinhos delícia.

liberty public market

Depois de lá, você pode aproveitar pra pegar um cineminha no The LOT, em que todas as salas são naquele esquema chique em que as poltronas são gigantes e deitam e garçons servem comida e bebida durante o filme.

Cabrillo

Nessa mesma região, conhecida como Point Loma, fica outro dos principais pontos turísticos de San Diego: o Cabrillo National Monument.

O monumento em si é uma estátua em homenagem ao português João Cabrilho, que participou (a serviço da Espanha) da primeira expedição europeia a chegar na Costa Oeste dos EUA, em 1542. Detalhe que usam o nome do cara em espanhol, mesmo ele sendo português – provavelmente porque quem escreveu essa parte da história foram espanhóis, né?

Não sou fã dessa exaltação a “descobridores” (invasores, né, gente?), mas se você estiver de carro vale a pena ir até lá, porque o monumento fica num mirante muito bem posicionado.

cabrillo monument

O maior atrativo do lugar é a vista. Afinal, ele fica bem numa pontinha, com mar pra todo lado e a cidade à distância. Ele é considerado um Parque Nacional e também tem umas trilhas por ali que percorrem a costa; não cheguei a fazer, mas as vistas devem ser um arraso!

Ah, e pra chegar lá você passa pelo cemitério de Fort Rosecrans, que é interessante porque é formado por MUITAS lápides iguais de militares mortos em combate, com o marzão no fundo. Achei bem triste pensar naquele monte de vidas desperdiçadas…

cemitério de fort rosecrams

Torrey Pines

Voltando pra assuntos mais positivos e seguindo no tema de vistas e trilhas, não podia deixar de mencionar um dos meus lugares preferidos em San Diego: a reserva estadual de Torrey Pines. O lugar fica a 20 km do centro da cidade, mas vale demais o deslocamento.

A reserva tem esse nome porque é cheia de – adivinhem – torrey pines, um dos tipos de pinheiro mais raros do mundo, que se misturam a cactos e samambaias. Achei massa a variedade de biomas num espaço pequeno.

E o melhor é que a área ocupa uma espécie de morro com várias trilhas curtas e fáceis que dão direito a vistas deslumbrantes do mar, logo acima da praia chamada Black’s Beach. A subida inicial é um pouco íngreme, mas achei bem razoável mesmo pra quem não tem muito preparo físico.

torrey pines

Se você preferir, dá pra fazer parte do caminho de carro, mas tem poucas vagas de estacionamento lá em cima. Indo a pé, o legal é subir pela mesma estradinha dos carros, pegar uma das trilhas até a parte superior do morro e depois descer pra praia.

Ah, e não se assuste se encontrar uma galera peladona por lá. A Black’s Beach não é oficialmente uma praia de nudismo, mas é muito usada pra essa prática.

Se estiver de carro, prepare-se pra pagar caro pelo estacionamento que fica mais próximo à entrada da reserva (surreais 20 USD quando fui, em abril de 2018). Se você chegar bem cedo ou for durante a semana, pode conseguir parar na área gratuita, que fica antes.

As principais praias de San Diego

Aê! Finalmente cheguei ao assunto “praia”, que é a primeira imagem que vem à mente de muita gente quando pensa sobre o que fazer em San Diego.

A cidade tem várias praias com vibes um pouco diferentes. Gostei de todas que conheci, apesar de obviamente nem se compararem com as brasileiras. Acho que a graça das praias californianas tá mais na atmosfera jovial do calçadão, nas faixas de areia largas, nos simpáticos postos de salva-vidas, nos pelicanos… E nos surfistas gatos, claro. ;)

woody's na pacific beach em san diego

Como esse assunto rende bastante, fiz um post só sobre ele! Dá uma olhada no artigo completo sobre as melhores praias de San Diego, onde também falo sobre algumas outras atrações do bairro de La Jolla e da ilha de Coronado que merecem entrar na sua listinha de o que fazer em San Diego.

O que fazer em San Diego: arredores

Tá achando que acabou? Além dos passeios acima, tem muito mais o que fazer em San Diego e também nos seus arredores.

Se você estiver de carro, recomendo fazer trilhas como a de Eagle Rock, que começa em Warner Springs (a pouco mais de 1 hora da cidade) e passa por um trecho da Pacific Crest Trail (PCT, aquela do livro/filme Wild). A trilha é quase toda plana e tem uma parte no meio das árvores, com um riacho correndo ao lado, e outra num campo aberto. O ponto final é essa pedra com formato de águia que dá nome ao percurso.

eagle rock

trilha pra eagle rock

Outro passeio muito comum a partir de San Diego é ir até o México, já que é pertíssimo. É fácil ir e voltar no mesmo dia, seja de carro, de ônibus ou com uma agência de turismo. A opção mais popular entre os jovens é ir encher a cara em Tijuana, mas não é muito minha vibe.

Um bate-volta menos conhecido, mas muito legal, é até o Vale de Guadalupe, região repleta de vinícolas. Recomendo ir até lá pela estrada Mexico 1, que passa pela costa e tem umas vistas bonitonas. Vou fazer um post só sobre esse passeio e atualizo aqui o link. ;)

vinícola no vale de guadalupe

E você, tem outras dicas sobre o que fazer em San Diego e arredores? Ficou com alguma dúvida sobre essa cidade californiana? Conta aí nos comentários!

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