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Evitando furtos em viagens: histórias pra ficar alerta

Dicas Práticas | 04/08/12 | Atualizado em 18/05/18 | 3 comentários

Não é nada agradável ser roubado durante uma viagem. Falo por experiência própria, infelizmente. Em 2009, quando fui morar em Sevilha, aproveitei um feriadão pra conhecer Barcelona. No primeiro dia na cidade, deixamos as malas no albergue e fomos bater perna pelas Ramblas, chegando até o Port Vell. Dia lindo, céu azul, ótimas companhias: eu estava absurdamente feliz e, de tão tranquila, acabei dando um grande vacilo. Me sentei no chão, no porto, pra tirar foto de uma amiga e deixei a bolsa no banco ao nosso lado. Enquanto nos distraíamos conferindo as fotos na câmera, alguém levou a bolsa e foi embora sem deixar rastros.

Pior: meu passaporte deveria estar na doleira (aquela bolsa fininha tipo uma pochete, usada por dentro da calça), mas eu tinha guardado na bolsa na confusão do aeroporto. Resultado: um bom pedaço da viagem foi passado em passeios nada agradáveis à delegacia, pra fazer o boletim de ocorrência, e ao consulado brasileiro, pra emitir um passaporte de emergência. No saldo negativo, além do estresse, muitos euros e objetos de valor (financeiro e sentimental) a menos.

Vista do Port Vell, cenário do meu infortúnio, desde o Monumento a Colón

Vista do Port Vell, cenário do meu infortúnio, desde o Monumento a Colón

Furtos em viagens

Era um dia de sol, em julho de 2010. O engenheiro civil Antônio Geraldo da Silva, 58 anos, estava em Roma pela primeira vez, com a filha e uma amiga. No Coliseu lotado – afinal, era pleno verão europeu -, tirava fotos e admirava a imponência do anfiteatro. Indo embora, desceram a escada rolante para chegar ao metrô, também lotado. Apesar do calor, tudo estava tranquilo.
Até que, ao colocar a mão no bolso traseiro da bermuda, Antônio percebeu que a carteira não estava mais lá. “Acho que deixei o bolso aberto. No meio da multidão, no Coliseu ou na escada rolante, alguém deve ter pego”, conta. Na carteira, estavam cerca de 150 e documentos. Felizmente, o passaporte estava guardado em outro bolso, de mais difícil acesso. “Sabia que precisava ter cuidado extra com ele. Por isso, o transtorno não foi tão grande”, diz.

Perder o principal documento de identificação é, de fato, uma das maiores dores de cabeça para quem está no exterior. Afinal, sem ele – ou uma autorização de saída expedida pelo consulado – não é possível seguir viagem.

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A estudante de publicidade Marina Leon, 20, ficou sem a carteira de identidade quando viajou a Buenos Aires, em 2011. Por sorte, uma amiga que chegou à capital argentina poucos dias depois levou o passaporte de Marina, para facilitar a volta dela ao Brasil. “Enquanto isso, eu andava sempre com o boletim de ocorrência”, explica.

O roubo ocorreu em um restaurante, em shopping no bairro da Recoleta. “Sempre tinha muito cuidado quando saía, porque já havia sido alertada sobre roubos e furtos. Era a mais preocupada entre as minhas amigas”, afirma. No entanto, nesse dia foram jantar e colocaram todas as bolsas em cima de uma cadeira. “Na hora de pagar a conta, a única que não estava lá era a minha.”

O gerente do restaurante e seguranças do shopping foram acionados, mas não encontraram a bolsa. Nela estavam, além de documentos, câmera fotográfica, dinheiro e cartão de crédito. E foi esse último item que causou o maior estresse. “Lá não pediam senha para usar o cartão. Entre o momento em que fui roubada até a hora em que cheguei em casa e liguei para minha mãe para que ela bloqueasse o cartão, gastaram R$ 3 mil. O banco só devolveu o dinheiro seis meses depois. Foi uma dor de cabeça grande”, lembra.

E a atenção precisa ser total em todas as etapas da viagem, já que aeroportos, estações de trem e rodoviária são alguns dos lugares onde há mais relatos de furtos. E durante o percurso também não dá para descuidar. O produtor cultural Rafael Moura, 22, aprendeu isso da pior forma possível. Em 2010, quando ia de trem de Bruxelas, na Bélgica, a Lille, na França, deu uma cochilada e acordou sem a bagagem.

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“Guardei a mochila naquela prateleira que fica logo acima da cabeça. Dormi por uns dez minutos e, quando cheguei em Lille, ela já tinha sumido”, recorda. O prejuízo não foi nada pequeno: na bagagem, ele levava roupas, câmera fotográfica profissional, iPod e notebook. “Ninguém no trem quis me ajudar. Também tive muita dificuldade para prestar queixa. Fui em dois postos policiais e me disseram que estavam muito ocupados. Só no terceiro consegui fazer o boletim de ocorrência”, reclama.

E até os viajantes mais experientes podem ser vítimas. A diretora da Experimento Intercâmbio, Carolina Ferraz, já foi roubada na Suíça. “Foi logo num país em que ninguém espera que aconteça algo do tipo”, ressalta. Ela tinha deixado algumas bolsas em um carro alugado e precisou voltar ao hotel para dar um telefonema. “Não lembro se a porta estava meio aberta, mas achava que tinha trancado. Quando saí do hotel, vi que tinha gente dentro do carro. Quando me viram, saíram correndo e deixaram minha bolsa revirada”, conta. Carolina observa que o episódio aconteceu, em parte, devido a sua falsa sensação de segurança. “No Brasil, eu não teria deixado as coisas no carro”.

Você também foi vítima de furtos em viagens? Como fez pra resolver a bronca? Conte sua história nos comentários!

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3 Comentários

  1. […] parênteses: seja sempre muito cuidadoso com esse documento. Como eu já contei aqui, tive meu passaporte roubado em Barcelona, quando morava em Sevilha. A solução foi ir ao […]

  2. Jeanine Trindade

    Contrariamente ao que sempre faço, tinha acabado de chegar em Sevilha e sai com tudo dentro da bolsa tira colo de marca. No bairro de Triana entramos num restaurante que tinha mesas na calçada mas optamos pela parte de dentro. Pedi uma taça de vinho e uma tapa e meu marido uma cerveja. Só havia outra mesa e afastada da nossa. Ficamos eu e meu marido de costas para o balcão e nossa fila de frente. Senti a bolsa pesar e ao tirá-la vi que fechei o cinto do casaco por cima da correia da bolsa. Soltei então a bolsa, não tirei o casaco e a coloquei pendurada na cadeia, após dar o celular a minha filha para apagar algumas fotos. Meu esposo foi ao toilette e eu fiquei comendo e ela mexendo no celular. Quando meu marido voltou e fui pagar a conta a bolsa havia sumido com tudo meu, passaporte, dinheiro e cartões. Ninguém aparentemente se aproximou da mesa, mas deve ter ocorrido por trás de mim e minha filha no celular, nada viu. Ninguém viu. O restaurante nem se importou e recusou a mostrar as imagens de câmeras. Mandou ir para a polícia. Lá disseram que iriam investigar, fizeram o BO, mas disseram que eu fosse providênciar outro passaporte. Procuramos em achados e perdidos, lixeiras e tivemos que ir a Faro para tirar outro passaporte. Nada vimos de Sevilha. A bolsa de marca valia mais que tudo dentro dela, menos a paz que me tirou e a alegria. Resto da viagem feita com alegria fingida. Jamais imaginei que aconteceria comigo que não desgrudo da bolsa, nem saio com passaporte e todo dinheiro. Além do mais acompanhada por duas pessoas e em um restaurante fechado e quase vazio. Sensação de impotência e tristeza

    • Oi, Jeanine! É terrível mesmo, infelizmente precisamos ficar ligados o tempo inteiro. :( Também costumo ser muito cautelosa e fui roubada num momento de descuido, como você, numa situação em que havia poucas pessoas ao redor, e ninguém viu nada… Mas faz parte, né? Como diz minha mãe, “vão-se os anéis, ficam os dedos”. A sensação de impotência é grande mesmo, mas apesar da burocracia tudo se resolve, e o dinheiro ganhamos de novo com o tempo. Espero que você tenha a chance de voltar a Sevilha um dia e viver coisas muito melhores pra substituir essas memórias. Um abraço e mais sorte nas próximas viagens! :)

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