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Fortaleza: traslado e albergue

Ceará | 14/04/15 | Atualizado em 22/05/17 | 2 comentários

Fortaleza me recebeu com um bocado de chuva, mas uma quantidade igual de carinho. Resolvi começar a série de posts sobre essa viagem, que fiz no mês passado, pelos aspectos mais práticos da coisa. Onde ficar? Como chegar até o centro? Tem várias respostas pra essas perguntas, mas eu me hospedei num albergue e usei um serviço de transfer – e fiquei satisfeita com ambos. Olha só:

Traslado com a Viator

Chegando numa cidade desconhecida, a vontade que dá é de se teletransportar magicamente do aeroporto ao hotel, pra largar as malas e começar a explorar o lugar, né? Normalmente eu uso transporte público, mas tem casos em que um gasto a mais nessa etapa da viagem vale muito a pena (quem já arrastou malas pelas escadas infinitas do metrô de Paris entende).

Em Fortaleza, a empresa de reservas de passeios turísticos Viator me ofereceu um serviço que foi uma mão na roda: o traslado de ida e volta ao aeroporto. Pra contratar o transfer você pode usar esta página, onde encontra preços e informações adicionais tipo a quantidade de malas que você pode ter etc.  Na página você deve informar, além dos nomes dos passageiros e informações de contato, os dados dos voos de chegada e partida, e depois pagar com cartão de crédito.

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Em seguida, você vai receber um voucher (em inglês) com informações sobre o traslado e a operadora do serviço, incluindo números de telefones pra entrar em contato se necessário. No caso, a empresa que consta no voucher é Gray Line, mas o operador local é a Ernanitur. Eles têm uma loja física no aeroporto, então é fácil procurá-los se tiver algum problema. Antes de viajar, liguei pra confirmar que tava tudo ok. Chegando lá, foi só desembarcar e encontrar o guia da Ernanitur segurando uma plaquinha com meu nome.

Uma van (vazia, por sinal :D) nos levou até o albergue na companhia do motorista e do guia, que foi bem simpático, tirou dúvidas sobre a cidade e informou o horário em que o transfer passaria no nosso hostel no dia de partida. Na volta, eles atrasaram um pouco pra nos pegar, mas como o aeroporto não fica tão longe e a hora combinada tinha uma boa folga (três horas antes do voo), foi tranquilo. O serviço custa atualmente 70 dólares por pessoa.

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Hospedagem no albergue Che Lagarto

Se você costuma viajar pela América do Sul e ficar em albergues, é bem capaz de conhecer a rede de hostels Che Lagarto, que tem dezenas de franquias no Brasil, Peru, Uruguai, Chile e Argentina. Escolhi ficar lá por causa da localização, que foi recomendada por uma amiga fortalezense e foi, pra mim, o ponto alto do lugar. Reservei duas camas num quarto feminino pra seis pessoas com banheiro, mas eles também têm quartos privativos pra dois e quartos mistos pra oito pessoas.

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Pontos positivos

O Che Lagarto fica a dois minutos da Praia de Iracema, perto de um supermercado, uma agência de turismo e uma casa de câmbio e a poucos minutos de paradas de ônibus, bares e atrações como o Centro Dragão do Mar. O acesso aos quartos é feito por keycards. O café da manhã tá incluído e é razoável, mas podia ser melhor, como digo no ponto abaixo. O chuveiro era bom e tinha água quente e o quarto feminino em que fiquei tinha ar condicionado :)

Embaixo das camas tem lockers onde cabe bastante coisa, inclusive malas pequenas ou médias, mas é preciso fechá-los com seu próprio cadeado. No lobby tem dois computadores com internet pra os hóspedes e um sofá com TV. Tem cozinha compartilhada, o wi-fi pega mais ou menos no quarto e achei tudo bem limpinho e organizado (dá pra ver que o lugar é novo e bem cuidado). O staff foi simpático. Achei seguro; à noite, você precisa usar uma pulseirinha pra que o vigia lhe deixe entrar.

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Clique aqui para conferir outras opções de hospedagem em Fortaleza

Pontos negativos

Senti falta de um bar ou de um lounge mais legal, que facilitasse a interação com outros hóspedes (parece que vai rolar no terceiro andar, mas não vi). O café da manhã é bem ok, mas meio sem graça/”europeu” – por exemplo, os bolos eram secos e só tinha manteiga e geleia pra rechear os pães, nada de queijo ou presunto. A rua de trás, pra onde dava a janela do meu quarto, é meio barulhenta. Eles não têm lavanderia nem aluguel de toalhas. Ah, e achei o quarto meio pequeno; quando tava todo mundo nele, ficava meio ruim de se mexer, abrir malas e tal.

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2 Comentários

  1. Robson Borges

    Bom dia!!!
    Meu nome é Robson, moro na Zona Norte de SP e tenho planos de morar em Fortaleza à partir do ano que vem…
    Gostaria de tirar algumas dúvidas: Como funciona o sistema dos hostels, existe um tempo limite pra ficar neles? Quanto tempo?
    Você consegue me indicar um local onde eu possa ter oportunidades de emprego perto dos lugares que visitou?

    Agradeço muito!

    • Oi, Robson! Só fui a Fortaleza a passeio, então não sei te falar sobre oportunidades de emprego. O ideal seria você falar com alguém que more lá :) Sobre os hostels, cada estabelecimento tem sua política. Alguns têm tempo limite, outros não. Dá uma olhada no booking.com e no hostelworld pra ver os albergues da cidade e entra em contato com eles! Um abraço

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