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Recife: visita ao Palácio do Campo das Princesas

Pernambuco | 01/10/14 | Atualizado em 21/05/18 | Deixe um comentário

Você vai a todos os museus e pontos turísticos dos lugares que visita, mas não conhece tanta coisa da própria cidade? Isso é comum, mas se tem uma coisa que aprendi desde que voltei de uma temporada em Valladolid e Budapeste foi a redescobrir meu Recife. No último fim de semana, foi a vez de incorporar a turista numa visita ao Palácio do Campo das Princesas, edifício histórico que serve como sede do governo pernambucano.

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Conhecer palácios, igrejas e afins por dentro não tá entre minhas atividades preferidas – sou daquelas que preferem mil vezes os jardins de um Versalhes ou Schönbrunn da vida do que seu interior -, mas tinha curiosidade de conhecer os corredores e salões onde já se fez tanta história no meu Estado. A visita, que dura uns 40 minutos, é guiada e gratuita, então vale muito como uma aulinha de história e passeio rápido de fim de semana ;) Ainda mais com a Praça da República e seu lindo baobá bem na frente e o Recife Antigo a uma ponte de distância <3

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Quem é recifense deve saber que o prédio passou por uma super restauração por dois anos, tendo sido reinaugurado no começo de 2014 com o interior bem mais lindo e o exterior num tom de amarelo que eu achei meio uó. Mas eu tou começando do fim, né? Vamos voltar pra o começo, ou seja, a construção do Palácio do Governo, que aconteceu em 1841, a mando do então governador Francisco do Rego Barros, futuro Conde da Boa Vista.

O nome de Campo das Princesas surgiu porque Dom Pedro II ficou hospedado lá e diziam que as filhas dele, Isabel e Leopoldina, brincaram no jardim quando crianças – o que, segundo a guia, não podia ser verdade, já que uma só veio pra cá mais velha e a outra nunca teria pisado por essas bandas. Seja como for, o nome pegou, e é bem mais legal chamá-lo assim, né?

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Décadas depois, o prédio acabou ganhando outro pavimento, dedicado à ala residencial. Com o passar do tempo, também rolaram algumas reformas e mudanças de decoração e mobília. As alterações foram tantas que na recente restauração foram descobertos papéis de parede superlindos embaixo de vááárias camadas de tinta, por exemplo. Quem teve a ideia de esconder aquelas belezuras, rapaz?

Mas vamos à visita propriamente dita: começando o passeio, você vai ver logo um grande vitral que retrata a Revolução Pernambucana de 1817, incluindo vários elementos da história de pernambuco cujos significados a guia vai explicar direitinho. De lá, você vai até o Salão das Bandeiras, uma sala grande com – adivinhem – bandeiras de todos os Estados brasileiros, além de uma mesa onde são assinados documentos importantes durante algumas solenidades (me divirto com essas formalidades tipo “a mesinha pra assinar documentos”, hehe). Seguindo pelos corredores, você encontra a Galeria de Ex-governadores, com quadros que retraram todos os que já mandaram no Estado.

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Daí, você chega na parte mais “real life” do negócio, que é o Gabinete do Governador, mas controle-se: ali não se pode tirar fotos. Você pode, sim, registrar a vista do terraço, de onde se vê o jardim projetado pelo famoso paisagista Burle Marx, a Rua da Aurora e outros edifícios importantes como a Assembleia Legislativa, que fica do outro lado do Capibaribe. Nada mal, né?

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Subindo as escadas pra o segundo andar, você passa por outro vitral, que representa a República através de várias imagens femininas. Depois, chega ao Salão de Banquetes, onde tem uma cadeira específica pra o Gov, ao Salão dos Embaixadores (onde os “homens importantes” decidiam coisas importantes) e à Sala das Embaixatrizes (rosa e fofa, onde as mulheres ficavam reunidas pra falar de “amenidades”). Nessa parte, a guia ressaltou como a decoração e o mobiliário do lugar têm inspiração francesa – porque era chique e importante parecer francês, é claro.

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A última parte é a ala residencial, onde fica o Quarto do Governador, que não é mais usado. Foi nele que morreu o ex-governador Agamenon Magalhães, que deu nome a uma das mais importantes avenidas do Recife e a ruas de outros municípios pernambucanos. Reza a lenda, inclusive, que o fantasma de Agamenon continua por lá dando um rolé de vez em quando. E ele não seria o único espírito no lugar: fala-se também em um fantasma de mulher, que apareceria antes de fatos importantes pra o futuro do Estado (inclusive a morte do próprio Magalhães). Ah, e tem também os quartos dos filhos do governador e das visitas, mas sobre eles acho que infelizmente não existe nenhuma história misteriosa :P

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As visitas acontecem às quintas e sextas das 9h às 11h e aos domingos das 10h às 12h, em pequenos grupos orientados por um monitor/guia. Como se trata de um prédio público, só é permitido usar short, bermuda e chinelo aos domingos. Cada visita tem o limite de 75 inscrições, que devem ser feitas pelo e-mail visitapalacio@governadoria.pe.gov.br.

Serviço

Palácio do Campo das Princesas
Praça da República
3182.6694/3181.2281/3181.2260/3181.2156
visitapalacio@governadoria.pe.gov.br

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