Rio de Janeiro

Rio: Santa Teresa e feijoada no Santa Arte

Rio de Janeiro | 03/05/14 | Atualizado em 03/01/19 | 3 comentários

Vista privilegiada, carros antigos, ateliês e galerias de arte, restaurantes, bares e aquela carinha de cidade pequena. O charme de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, já levou a comparações com Montmartre, em Paris, enquanto meus conterrâneos não podem evitar pensar na Cidade Alta de Olinda. A verdade é que esse bairro é uma delícia mesmo e faz valer a pena todas as ladeiras subidas, com certeza.

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Já já eu chego na parte da comida aí do título, mas antes senta que lá vem história: o bairro tem esse nome por causa do Convento de Santa Teresa, da Ordem das Carmelitas, que se instalou lá no morro depois da construção do aqueduto conhecido hoje como Arcos da Lapa.

Santa Teresa era povoado, nos seus primórdios, pela classe alta carioca, que o encheu de casarões bonitos. Dizem que a galera da grana se mudou lá pro alto pra fugir do calor (faria o mesmo, digo logo). Hoje, a região é cheia de artistas plásticos, intelectuais e, nos dias mais movimentados, turistas (presente!).

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A grande marca registrada do bairro era o bondinho amarelo, criado no fim do século 19, que parou de funcionar em 2011 depois que um acidente deixou seis mortos (entre eles, turistas gringos e o motorneiro que conduzia o veículo) e dezenas de feridos. O povo protestou e o Governo começou a construir um novo sistema de bondes, mais seguro, que – como tanta coisa nesse país – devia ficar pronto pra Copa, mas – também como tanta coisa nesse país – parece estar atrasado.

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Enquanto o novo bondinho não vem, o jeito pra chegar lá em cima é pegar um ônibus no Centro ou ir de metrô até as estações Glória ou Cinelândia e subir a pé ou de táxi. Da primeira vez, fui até Santa de carro alugado; da segunda, de táxi; mas nessa última visita, subi com as pernas que Deus me deu mesmo. E ó, cansa um bocadinho, mas recomendo. Você pode aproveitar pra passear pelos arredores da Cinelândia, dar uma olhada nos Arcos da Lapa e adentrar o bairro pela icônica Escadaria Selarón.

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A escadaria, que leva aos pés do Convento de Santa Teresa, ficou conhecida mundialmente pelo trabalho do artista chileno Jorge Selarón, que vivia numa casa junto à escada e nos anos 90 começou a decorar os degraus com azulejos de diferentes cores, tipos e “estampas”, vindos de várias partes do mundo. Até sua trágica morte, em 2013, era muito provável encontrar o próprio Selarón sentado na escadaria, cuidando dela e batendo papo com os visitantes.

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O mosaico é lindo e vale a visita, mas não pare por aí. Junte forças, pegue sua garrafinha d’água e siga pelas tortuosas ladeiras até o Largo dos Guimarães, polo gastronômico do bairro. No caminho, você passa por casarões lindos, pelo Parque das Ruínas (que tem uma vista linda, um cafezinho e uma área pra shows) e por pequenos mirantes e surpresinhas :) Chegando lá, a recompensa: restaurantes e bares legais pra encher o bucho \o/

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Nessa última ida ao Rio, mal cheguei no albergue e parti pra Santa, de barriga vazia e tudo. Por volta das 16h, encontramos o Restaurante Santa Arte, cuja feijoada Carol Burgo tinha mencionado no blog dela. Não deu outra: entramos lá, meio desesperadas, e pedimos uma feijoada pra duas COM URGÊNCIA. O lugar tava vazio, então não sei dizer como é nas horas de pico, mas fomos muito bem atendidas e a comida tava delicinha e bem servida. Como acompanhamentos, tem couve, arroz branco, farofa com torresmo e laranja.

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Nem demos bola pra o cardápio, certas que estávamos do que queríamos, mas pra quem é do time de Roberto Carlos pré-Friboi, parece que tem boas opções vegetarianas por lá também, como um famoso sanduíche de berinjela. O lugar é simples, com decoração meio nordestina – o dono, descobri depois, é recifense :) – e os preços não são limpezíssima, mas tampouco são abusivos em termos cariocas. A feijoada pra um custa R$ 31,60 e pra dois sai por R$ 61. As cervejas de 600 ml variam de R$ 8,50 (Itaipava, Devassa e Skol) a R$ 12 (Bohemia e Heineken).

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O Santa Arte fica na Rua Paschoal Carlos Magno, 103, junto do célebre Bar do Mineiro, que todo mundo me recomendou, mas infelizmente tava fechado. Por ali, tem outras opções de gastrô que parecem interessantes, como o lindinho Cafecito. Não chegamos a consumir nada lá (não cabia mais um grão de arroz), mas entramos pra ver e o ambiente é massa. Quem for me conta!

Planejando a próxima ida ao Rio em 3, 2, 1…

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3 Comentários

  1. Rafaella

    Essse blog faz parte dos achados que valem a pena!
    Eu, de recife, com viagem marcada pro rio de janeiro e morrendo de vontade de conhecer Santa Tereza (da vez que fui não conheci, foi bem corrido)adorei essas dicas aqui!
    \o/

    • Luísa Ferreira

      Oi, Rafaella! Que coisa boa, adoro quando as dicas são úteis :D Valeu pelo comentário! Um abraço

      • Luísa Ferreira

        Ah, e boa viagem ^^

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